{"id":394453,"date":"2026-05-12T02:15:41","date_gmt":"2026-05-12T05:15:41","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=394453"},"modified":"2026-05-11T20:05:52","modified_gmt":"2026-05-11T23:05:52","slug":"incertezas-da-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/incertezas-da-vida\/","title":{"rendered":"Incertezas da vida"},"content":{"rendered":"<p>A vida \u00e9 uma constante de mudan\u00e7as. Nada \u00e9 para sempre&#8230; cada segundo nos traz uma surpresa&#8230; que tanto pode ser boa como pode n\u00e3o ser t\u00e3o boa assim&#8230; em realidade, vivemos sempre em clima de tens\u00e3o, mesmo quando aparentemente estamos calmas&#8230; e calma em nossa vida \u00e9 ilus\u00f3ria, infelizmente&#8230;<\/p>\n<p>Por mais que n\u00e3o queiramos admitir, vivemos sempre em guarda, pois n\u00e3o sabemos de onde partir\u00e1 o ataque que poder\u00e1 nos derrubar. E, n\u00e3o, n\u00e3o estou falando de pessoas. Estou falando da Natureza. Das incertezas que nos cercam e ditam os rumos que devemos tomar. Cada passo que damos em dire\u00e7\u00e3o ao futuro \u00e9 guiado pela incerteza, por mais que tenhamos certeza de qual destino tomar. Ou seja, vivemos um eterno paradoxo&#8230;<\/p>\n<p>As surpresas s\u00e3o o tempero da vida, diriam alguns. Bem, comida muito temperada costuma ficar um tanto intrag\u00e1vel. Poucos paladares conseguem apreciar um prato excessivamente temperado. E com a nossa vida acontece o mesmo. Quando n\u00e3o podemos prever aquilo que ocorrer\u00e1 mais a frente, o temor toma conta de n\u00f3s. E se no final da caminhada nossos medos se confirmarem, bem&#8230; que seguran\u00e7a teremos para prosseguir em frente? Complicado&#8230;<\/p>\n<p>Vivemos em grupo. Somos seres sociais, por\u00e9m nem sempre soci\u00e1veis. Outro paradoxo, n\u00e3o \u00e9 mesmo? Afinal, necessitamos estar no meio de nossos iguais, por\u00e9m nem sempre conseguimos interagir com esses. Algumas vezes, mesmo estando no meio de uma multid\u00e3o sentimo-nos solit\u00e1rias&#8230; pois n\u00e3o nos identificamos com tal grupo que nos cerca, mesmo que dev\u00eassemos ter uma rela\u00e7\u00e3o mais intima com esta&#8230;<\/p>\n<p>O principal problema, que pode afastar-nos do conv\u00edvio social t\u00e3o necess\u00e1rio para nossa sa\u00fade mental \u00e9 que nem sempre nos encontramos na mesma sintonia que nossos pares. Isso se deve, principalmente, \u00e0 pluralidade de vis\u00e3o da vida. Cada um tem a sua e dificilmente estas coincidem em sua totalidade. Mesmo quando a origem da linha de pensamento partiu de um mesmo princ\u00edpio, devido \u00e0 din\u00e2mica da vida, em algum momento seguem linhas divergentes. Talvez se cruzem em um ou outro ponto. O que, de certa forma, ajude a construir a ilus\u00e3o de que todos seguem as mesmas diretrizes&#8230;<\/p>\n<p>S\u00e3o essas diverg\u00eancias que nos fazem estar sempre em guarda. Afinal \u00e9 um tanto complicado conviver com ideias que nada tem a ver com aquilo que consideramos certo&#8230; precisamos enquadrar todos aqueles que seguem linhas diferentes de nossa maneira de pensar&#8230; e trabalhamos duro para convencer a massa a seguir nosso pensamento&#8230;<\/p>\n<p>E \u00e9 justamente a\u00ed que podemos cair. Pois assim como temos nossas convic\u00e7\u00f5es, o grupo que tentamos cooptar tamb\u00e9m tem as suas. Que, por ser a reuni\u00e3o de v\u00e1rios seres pensantes, torna-se um caldo de ideias divergentes, todas tentando dominar o espa\u00e7o. E a batalha de egos tem in\u00edcio&#8230; \u00e9 onde a Natureza come\u00e7a a agir, impondo ao grupo caminhos diversos. A diverg\u00eancia de opini\u00f5es acaba por colocar, mesmo que de maneira discreta, a competi\u00e7\u00e3o pelo lugar ao p\u00f3dio&#8230; o vencedor leva tudo&#8230;<\/p>\n<p>Ideias podem tornar-se ideais. N\u00e3o s\u00e3o a mesma coisa, mesmo que aparentemente assim nos apresentem. Afinal, enquanto a ideia \u00e9 algo espont\u00e2neo, que pode transmutar-se durante sua gesta\u00e7\u00e3o, o ideal \u00e9 algo engessado&#8230; a meta que deve ser alcan\u00e7ada, independente do que se necessita fazer para alcan\u00e7\u00e1-lo&#8230; compreende quando a Natureza interferiu em seu direito de escolha, ao decidir que o Todo deve seguir uma \u00fanica diretriz, sem se importar com aquilo que realmente importa ao Indiv\u00edduo? Quando o Grupo define um ideal j\u00e1 sabe de antem\u00e3o que algumas pe\u00e7as do tabuleiro ter\u00e3o que ser sacrificadas&#8230;<\/p>\n<p>E \u00e9 nesse ponto que se justifica o estado constante de tens\u00e3o que vivemos, mesmo que n\u00e3o percebamos tal fato. Porque voc\u00ea acha que todos sempre tem algum &#8220;tique nervoso&#8221;, do qual n\u00e3o conseguem se libertar? Roer as unhas, ingerir substancias alucin\u00f3genas&#8230; n\u00e3o \u00e9 uma fuga da realidade&#8230; \u00e9 a tens\u00e3o constante que n\u00e3o d\u00e1 tr\u00e9gua para o indiv\u00edduo&#8230;<\/p>\n<p>Sim, precisamos de algum tipo de v\u00e1lvula de escape. S\u00e3o as &#8220;manias&#8221; de cada indiv\u00edduo, que tanto incomodam aqueles que gravitam ao seu lado. Mas que, sem que percebam, sofrem do mesmo mal que voc\u00ea. Porque a inconst\u00e2ncia da vida obriga a todos permanecer em estado de alerta constante&#8230; pois como eu j\u00e1 disse, o futuro \u00e9 uma inc\u00f3gnita. E essa inc\u00f3gnita pode revelar-se algo nefasto a poucos segundos de um momento feliz&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A vida \u00e9 uma constante de mudan\u00e7as. Nada \u00e9 para sempre&#8230; cada segundo nos traz uma surpresa&#8230; que tanto pode ser boa como pode n\u00e3o ser t\u00e3o boa assim&#8230; em realidade, vivemos sempre em clima de tens\u00e3o, mesmo quando aparentemente estamos calmas&#8230; e calma em nossa vida \u00e9 ilus\u00f3ria, infelizmente&#8230; Por mais que n\u00e3o queiramos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":21,"featured_media":394454,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[236],"tags":[],"class_list":["post-394453","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ponto-de-vista"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/394453","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/21"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=394453"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/394453\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":394456,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/394453\/revisions\/394456"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/394454"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=394453"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=394453"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=394453"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}