{"id":40700,"date":"2015-03-21T19:52:34","date_gmt":"2015-03-21T22:52:34","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=40700"},"modified":"2015-03-21T19:53:00","modified_gmt":"2015-03-21T22:53:00","slug":"amor-aflora-entre-portadores-de-down-no-parque-olhos-dagua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/amor-aflora-entre-portadores-de-down-no-parque-olhos-dagua\/","title":{"rendered":"Amor aflora entre os portadores de Down no Parque Olhos d&#8217;\u00c1gua"},"content":{"rendered":"<div class=\"content\">\n<p>Maria Clara Israel est\u00e1 apaixonada. O amor pelo namorado, Ian Stuckert, de 18 anos, come\u00e7ou h\u00e1 pouco mais de um ano, no carnaval, e \u00e9 alimentado pelo carinho e pela luta conjunta contra a discrimina\u00e7\u00e3o e a favor de a\u00e7\u00f5es que possibilitem a autonomia do casal e o pleno conv\u00edvio social. Maria Clara, de 22 anos, e Ian t\u00eam s\u00edndrome de Down e participaram, com cerca de 300 pessoas que participaram hoje (21) da CaminhaDown no Parque Olhos D&#8217;\u00e1gua, em Bras\u00edlia, em comemora\u00e7\u00e3o ao Dia Internacional da S\u00edndrome de Down.<\/p>\n<p>\u201cA gente planeja casar, ter filhos e uma casa\u201d, conta Maria Clara, que diz que o casamento s\u00f3 acontecer\u00e1 depois que eles terminarem os estudos. Ela acredita que as pessoas ainda precisam aprender a respeitar os portadores da s\u00edndrome e relata que j\u00e1 foi discriminada na escola. \u201cTem que se respeitar a todos. Eu j\u00e1 sofri isso [discrimina\u00e7\u00e3o] dentro da escola\u201d. Para Maria Clara, o conv\u00edvio de pessoas com a s\u00edndrome em diferentes espa\u00e7os \u00e9 fundamental para quebrar preconceito. \u201cA inclus\u00e3o \u00e9 muito saud\u00e1vel e \u00e9 bom para todos aprenderem a se respeitar\u201d, defendeu.<\/p>\n<p>De acordo com, Josenira Santana, m\u00e3e de Ian, apesar de a escola ser um espa\u00e7o fundamental para o desenvolvimento intelectual das pessoas com s\u00edndrome de Down, ainda est\u00e1 longe de promover a inclus\u00e3o. \u201cAs pessoas [que trabalham com educa\u00e7\u00e3o] precisam ser mais capacitadas para promover, de fato a inclus\u00e3o, tamb\u00e9m \u00e9 preciso adaptar o curr\u00edculo ao ritmo de aprendizagem deles. As pessoas t\u00eam que se unir mais para entender essas demandas e o governo precisa dar um atendimento melhor dentro dos servi\u00e7os p\u00fablicos\u201d, defendeu.<\/p>\n<blockquote><p>A s\u00edndrome de Down, ou trissomia do cromossomo 21, \u00e9 uma altera\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica causada por uma falha na divis\u00e3o celular ainda durante a divis\u00e3o embrion\u00e1ria. Crian\u00e7as e jovens portadores da s\u00edndrome t\u00eam caracter\u00edsticas f\u00edsicas semelhantes e apresentam desenvolvimento intelectual e de aprendizado mais lento. Se estimuladas desde a inf\u00e2ncia, podem desenvolver, como qualquer outra pessoa, uma vida aut\u00f4noma, podendo estudar, trabalhar, casar e ter filhos.<\/p><\/blockquote>\n<p>A jornalista Melina Sales dos Santos \u00e9 uma das organizadoras da CaminhaDown e contou que disse que a inten\u00e7\u00e3o da caminhada \u00e9 dar visibilidade ao tema, colocando as demandas das fam\u00edlias na agenda do poder p\u00fablico. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), o Brasil possui cerca de 300 mil pessoas com a S\u00edndrome de Down, que pode atingir 1 entre 800 a 1.000 rec\u00e9m-nascidos.<\/p>\n<p>Durante o evento, os participantes montaram um piquenique colaborativo, com frutas, sucos, refrigerantes e doces. Diversas brincadeiras tamb\u00e9m entretinham a meninada que se divertia na piscina de bolinhas, no pula-pula, escorregador e na gangorra ou simplesmente dan\u00e7avam ao som do Kid Criolina e do cortejo da turma do Tumba La Catumba.<\/p>\n<p>Melina \u00e9 m\u00e3e de Dilah, de 2 anos, que como qualquer crian\u00e7a de sua idade tem como maior preocupa\u00e7\u00e3o se divertir. \u201cEu tomei um susto, porque eu s\u00f3 soube [que a filha nasceu com a s\u00edndrome] ap\u00f3s o nascimento. Passado o susto inicial a gente foi pesquisar e viu que n\u00e3o \u00e9 uma trag\u00e9dia. As pessoas com s\u00edndrome de Down podem ter uma vida aut\u00f4noma e independente. Essa \u00e9 a nossa luta para que [a autonomia] possa acontecer com a minha filha e com todos\u201d.<\/p>\n<p>Na opini\u00e3o de Melina, faltam investimentos em programas de educa\u00e7\u00e3o e sa\u00fade. Como t\u00eam necessidades espec\u00edficas, crian\u00e7as com s\u00edndrome de Down precisam de assist\u00eancia profissional multidisciplinar e aten\u00e7\u00e3o permanente dos pais. \u201cA pessoa precisa de est\u00edmulos para ter o desenvolvimento pr\u00f3ximo de uma pessoa t\u00edpica. Ela precisa de fonoaudiologia, fisioterapia, terapia ocupacional e isso \u00e9 extremamente necess\u00e1rio para que, no futuro, se torne uma pessoa aut\u00f4noma e independente\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>A jornalista tamb\u00e9m defende que os pais de crian\u00e7as com a s\u00edndrome tenham prefer\u00eancia em matr\u00edcula seus filhos em creches e escolas pr\u00f3ximos de casa. \u201cSe ela tiver prefer\u00eancia para se matricular pr\u00f3ximo de casa, vai ser extremamente positivo porque ela [a crian\u00e7a] j\u00e1 est\u00e1 o tempo todo rodando de um lado para outro indo \u00e0 fisioterapia, ao fonoaudi\u00f3logo, a m\u00e9dicos. Isso ajuda pais e crian\u00e7as a terem um maior conv\u00edvio em sua comunidade\u201d.<\/p>\n<blockquote><p>Outro ponto defendido \u00e9 a amplia\u00e7\u00e3o da licen\u00e7a maternidade para as m\u00e3es que trabalham no setor privado, de quatro para seis meses. \u201cSeria ideal, pois \u00e9 uma fase em que a crian\u00e7a est\u00e1 desenvolvendo a musculatura da face, a suc\u00e7\u00e3o e de repente isso \u00e9 interrompido bruscamente com o final da licen\u00e7a\u201d, afirmou.<\/p><\/blockquote>\n<p>Let\u00edcia Moreira, m\u00e3e da pequena Sofia de oito meses acredita que a inclus\u00e3o das pessoas com a s\u00edndrome est\u00e1 melhor do que era antigamente. \u201cA gente j\u00e1 v\u00ea pessoas com s\u00edndrome de Down trabalhando e na universidade e eu espero que daqui pra frente s\u00f3 melhore\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Mesmo Sofia sendo ainda um beb\u00ea, Let\u00edcia j\u00e1 tra\u00e7a planos para o futuro de sua primeira filha. \u201cEla j\u00e1 est\u00e1 na escola p\u00fablica, na estimula\u00e7\u00e3o precoce, porque isso \u00e9 super importante. A gente sabe que quanto mais estimular melhor ser\u00e1 o seu desenvolvimento&#8221;, diz. Para Let\u00edcia, com amor e respeito n\u00e3o h\u00e1 limites para a pequena Sofia: &#8220;Eu gostaria que ela soubesse que ela pode fazer tudo o que ela quiser que n\u00e3o h\u00e1 nada que a impe\u00e7a, que ela \u00e9 como qualquer crian\u00e7a\u201d, revelou.<\/p>\n<header>\n<div class=\"node-info\"><strong>Luciano Nascimento, ABr<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong><\/div>\n<\/header>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Maria Clara Israel est\u00e1 apaixonada. O amor pelo namorado, Ian Stuckert, de 18 anos, come\u00e7ou h\u00e1 pouco mais de um ano, no carnaval, e \u00e9 alimentado pelo carinho e pela luta conjunta contra a discrimina\u00e7\u00e3o e a favor de a\u00e7\u00f5es que possibilitem a autonomia do casal e o pleno conv\u00edvio social. 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