{"id":40775,"date":"2015-03-22T20:57:29","date_gmt":"2015-03-22T23:57:29","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=40775"},"modified":"2015-03-23T00:54:36","modified_gmt":"2015-03-23T03:54:36","slug":"depois-da-muita-sede-ao-pote-consumidor-freia-compras-coletivas-virtuais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/depois-da-muita-sede-ao-pote-consumidor-freia-compras-coletivas-virtuais\/","title":{"rendered":"Consumidor pisa no freio nas compras dos sites coletivos"},"content":{"rendered":"<p>A queda nas inten\u00e7\u00f5es de adquirir produtos ou servi\u00e7os por <em>sites<\/em> de compras coletivas reflete a maior consci\u00eancia do consumidor. O perfil deixou de ser a compra por impulso e , agora, esses consumidores observam melhor as condi\u00e7\u00f5es de uso oferecidas. A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 do Servi\u00e7o de Prote\u00e7\u00e3o ao Cr\u00e9dito (SPC Brasil), que divulgou essa semana uma pesquisa sobre h\u00e1bitos de compra pela internet.<\/p>\n<p>A pesquisa foi feita em todas as capitais do pa\u00eds, de 5 a 8 de janeiro deste ano, e respondida pela internet por 662 pessoas maiores de idade de ambos os sexos e todas as classes sociais. Os dados mostram que 47% dos consumidores de compras coletivas diminu\u00edram a frequ\u00eancia de consumo pelos <em>sites<\/em>, 42% adquiriram produtos e servi\u00e7os e 61% fizeram ao menos uma compra a cada seis meses.<\/p>\n<p>Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, a cautela ocorre porque o consumidor est\u00e1 mais atento \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de compra. \u201cIsso veio como um <em>boom <\/em>(crescimento acelerado)\u00a0e a impress\u00e3o que d\u00e1 \u00e9 que as pessoas foram com muita sede ao pote&#8221;. Ela explicou que \u00e9 necess\u00e1rio verificar &#8220;com muito cuidado&#8221; o contrato de compra e verificar as condi\u00e7\u00f5es de vendas impostas pelos <em>sites.<\/em><\/p>\n<blockquote><p>No caso das refei\u00e7\u00f5es em restaurantes, por exemplo,\u00a0 existe o dia certa para usar o vale de compra, disse Marcela Kawauti. Acrescentou que em \u00e9poca de temporada n\u00e3o de pode utilizar o vale adquirido para pousadas. &#8220;Ent\u00e3o, as pessoas come\u00e7aram a aprender a usar, por isso que teve esse recuo\u201d, ressaltou.<\/p><\/blockquote>\n<p>A pesquisa mostra que cerca de um ter\u00e7o dos cupons n\u00e3o foram utilizados, sendo que 58% dos consumidores disseram que o prazo expirou, 16% que o local para usufruir o produto era muito longe e 15% admitiram que n\u00e3o leram com aten\u00e7\u00e3o o regulamento e perceberam, depois da compra, que o regulamento n\u00e3o o atendia.<\/p>\n<p>Marcela disse que houve insatisfa\u00e7\u00e3o dos consumidores quando come\u00e7ou o <em>boom<\/em> das compras coletivas, em 2010 e 2011. \u201cDas pessoas que se disseram insatisfeitas, para quem usou o cupom, 21% disseram que teve qualidade de servi\u00e7o muito ruim, para 20% o atendimento deixou a desejar e 14% disseram que era muito dif\u00edcil conseguir um dia e hor\u00e1rio para usufruir o produto, o que \u00e9 muito comum tamb\u00e9m\u201d.<\/p>\n<p>Para o publicit\u00e1rio Daniel Ara\u00fajo, de 28 anos, morador de Cuiab\u00e1 (MT), o interesse pelos nos <em>sites<\/em> de compra coletiva diminuiu, tamb\u00e9m, porque deixou de ser novidade. \u201cFoi um <em>boom<\/em>, n\u00e9, ficava todo mundo comprando, todo mundo olhando, eram poucos <em>sites<\/em> e a gente queria aproveitar o m\u00e1ximo que conseguisse, o que aparecesse de oferta eu comprava, porque era tentador. Mas a\u00ed aumentou a quantidade de <em>sites<\/em>, al\u00e9m dos nacionais foram surgindo mais <em>sites<\/em> locais, com promo\u00e7\u00f5es da nossa cidade, mas acabou que tudo, foi virando mais do mesmo\u201d.<\/p>\n<p>Ele acrescentou que, com o passar do tempo, os atrativos diminu\u00edram e os descontos n\u00e3o eram t\u00e3o incentivadores. \u201cEu realmente comprava muito, aproveitava de pe\u00e7a de teatro a reparo de carro, comida, procedimento est\u00e9tico, que tinha bastante. Depois parei, comprava s\u00f3 algumas coisas de jantar, promo\u00e7\u00e3o para casal, para grupo. Depois nunca mais, ficou sem atrativo. Hoje em dia eu ainda entro, dou uma olhada para ver o que tem de novo, de diferente. E n\u00e3o tem nada, s\u00e3o sempre as mesmas coisas e geralmente eu n\u00e3o compro\u201d.<\/p>\n<blockquote><p>A estudante de Bras\u00edlia Camila Inar\u00e1, de 23 anos, disse que foi desmotivada a comprar porque sentia diferen\u00e7a no tratamento dos clientes de compra coletiva e dos demais e teve problemas com o servi\u00e7o adquirido. \u201cEu comprei uma festa completa de anivers\u00e1rio infantil e era golpe. Estava tudo acertado, eu tinha marcado com muita anteced\u00eancia, mas eu voltei l\u00e1 para ver se estava tudo certo e descobri que a mo\u00e7a tinha sumido. Cheguei a fazer o boletim de ocorr\u00eancia mas n\u00e3o deu em nada. Pelo menos o <em>site<\/em> me devolveu o dinheiro\u201d.<\/p><\/blockquote>\n<p>O SPC Brasil mostra que 46% do p\u00fablico dos <em>sites<\/em> de compras coletivas \u00e9 composto por jovens entre 18 e 34 anos, 46% s\u00e3o das classes A e B, 49% tem ensino superior e 56% fazem compras com frequ\u00eancia pela internet.<\/p>\n<div class=\"node-info\"><strong>Akemi Nitahara, ABr<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A queda nas inten\u00e7\u00f5es de adquirir produtos ou servi\u00e7os por sites de compras coletivas reflete a maior consci\u00eancia do consumidor. O perfil deixou de ser a compra por impulso e , agora, esses consumidores observam melhor as condi\u00e7\u00f5es de uso oferecidas. 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