{"id":41604,"date":"2015-03-27T11:38:43","date_gmt":"2015-03-27T14:38:43","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=41604"},"modified":"2015-03-28T10:04:28","modified_gmt":"2015-03-28T13:04:28","slug":"moro-manda-e-federais-prendem-presidente-da-queiroz-galvao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/moro-manda-e-federais-prendem-presidente-da-queiroz-galvao\/","title":{"rendered":"Moro manda e federais prendem mais um do grupo Queiroz Galv\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>A Pol\u00edcia Federal (PF) prendeu nesta sexta 27 em mais uma etapa da Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato, o acionista e presidente do Conselho de Administra\u00e7\u00e3o do Grupo Galv\u00e3o, controlador da empreiteira Galv\u00e3o Engenharia, Dario de Queiroz Galv\u00e3o Filho. Tamb\u00e9m foi preso Guilherme Esteves de Jesus, apontado pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal como operador dos pagamentos de propina da empresa Sete Brasil, que tem contratos com a Petrobras.<\/p>\n<p>Dario de Queiroz Galv\u00e3o Filho foi preso em casa, em S\u00e3o Paulo, e Guilherme Esteves, no Rio de Janeiro. Cumprindo mandado do juiz federal S\u00e9rgio Moro, respons\u00e1vel pelos processos da Opera\u00e7\u00e3o Lava jato, os agentes da PF tamb\u00e9m cumpriram mandados de busca e apreens\u00e3o nos locais onde ocorreram as pris\u00f5es.<\/p>\n<p>Na quarta-feira (25), as empresas Galv\u00e3o Engenharia e Galv\u00e3o Participa\u00e7\u00f5es, vinculadas ao Grupo Galv\u00e3o, apresentaram \u00e0 Justi\u00e7a do Rio de Janeiro pedido de recupera\u00e7\u00e3o judicial. Comunicado da empresa a colaboradores, fornecedores, clientes, parceiros de neg\u00f3cios e acionistas informou que foram e ser\u00e3o tomadas \u201ctodas as medidas necess\u00e1rias ao restabelecimento das condi\u00e7\u00f5es operacionais e financeiras\u201d das empresas e, no tempo mais breve poss\u00edvel, o grupo retornar\u00e1 \u201cplenamente\u201d \u00e0s atividades.<\/p>\n<p>Uma das empreiteiras envolvidas no esquema de corrup\u00e7\u00e3o investigado pela Lava Jato, a Galv\u00e3o Engenharia informou, ainda, que a atual situa\u00e7\u00e3o foi agravada pela inadimpl\u00eancia de alguns de seus principais clientes, entre eles a Petrobras.<\/p>\n<blockquote><p>Po meio de nota, a Petrobras esclareceu que est\u00e1 em dia com suas obriga\u00e7\u00f5es contratuais e que os pagamentos dos compromissos reconhecidos com as contratadas s\u00e3o realizados de acordo com a legisla\u00e7\u00e3o vigente e os prazos contratuais. &#8220;Eventualmente, empresas contratadas apresentam pleitos de pagamentos adicionais, que s\u00e3o submetidos a avalia\u00e7\u00e3o. Eventuais pleitos n\u00e3o representam a exist\u00eancia de d\u00edvida por parte da Petrobras&#8221;, ressaltou a nota.<\/p><\/blockquote>\n<p>A pris\u00e3o preventiva de Dario de Queiroz Galv\u00e3o Filho foi requerida pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF), com base em depoimentos colhidos em outras etapas da Lava Jato, inclusive de dela\u00e7\u00e3o premiada. No despacho, o juiz da 13\u00aa Vara Federal em Curitiba esclareceu que seria \u201cestranho\u201d manter a pris\u00e3o preventiva de Erton Fonseca, presidente da Divis\u00e3o Industrial da Galv\u00e3o Engenharia, e deixar em liberdade \u201caquele a quem as provas em cogni\u00e7\u00e3o sum\u00e1ria apontam como mandante\u201d.<\/p>\n<p>No documento, Moro citou depoimento do engenheiro civil Shinko Nakandakari, acusado de ser um dos operadores do esquema de corrup\u00e7\u00e3o investigado pela Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato. Nakandakari afirmou que Dario Galv\u00e3o Filho tinha conhecimento do pagamento de propina e que Erton Fonseca era subordinado a ele.<\/p>\n<p>\u201cApesar da presun\u00e7\u00e3o de inoc\u00eancia e da excepcionalidade da pris\u00e3o cautelar, a medida se justifica diante dos ind\u00edcios supervenientes de que era Dario Galv\u00e3o, como mandante, o principal respons\u00e1vel pelos crimes no \u00e2mbito da Galv\u00e3o Engenharia\u201d, argumentou S\u00e9rgio Moro.<\/p>\n<p>Sobre Guilherme Esteves de Jesus, o magistrado ressaltou que, al\u00e9m das provas de materialidade e autoria de crimes de corrup\u00e7\u00e3o e de lavagem, pesou o fato de ele ter suprimido documentos do local onde agentes da PF cumpriram mandado de busca e apreens\u00e3o no dia 5 de fevereiro.<\/p>\n<p>\u201cAs atividades de Guilherme Esteves de Jesus inserem-se neste contexto, j\u00e1 que est\u00e1 presente, em cogni\u00e7\u00e3o sum\u00e1ria, prova de seu envolvimento direto em crimes de corrup\u00e7\u00e3o e lavagem de dinheiro de cerca de US$ 8 milh\u00f5es, com destina\u00e7\u00e3o das propinas a dirigentes da Petrobras e da Sete Brasil\u201d, salientou Moro.<\/p>\n<p>Conforme o despacho, no dia seguinte ao cumprimento de um mandado de busca e apreens\u00e3o na casa do operador de pagamento de propina pela empresa Sete Brasil, ele tentou sacar R$ 300 mil de sua conta banc\u00e1ria. De acordo com o MPF, a Sete Brasil ganhou licita\u00e7\u00e3o da Petrobras para constru\u00e7\u00e3o de sonda e negociou com v\u00e1rios estaleiros. Seis sondas foram negociadas com o Estaleiro Jurong.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cCada estaleiro tinha seu respons\u00e1vel pelo pagamento de propinas. Guilherme Esteves de Jesus era o operador do Estaleiro Jurong\u201d, afirmou Moro. \u201cAl\u00e9m disso, documentos e celulares apreendidos cont\u00eam provas relevantes, conforme an\u00e1lise j\u00e1 realizada dos pressupostos da preventiva. Ainda assim, \u00e9 prov\u00e1vel que a busca revelasse provas ainda mais relevantes, n\u00e3o fosse o epis\u00f3dio lament\u00e1vel, no qual a esposa de Guilherme, a seu mando e com o seu aux\u00edlio, subtraiu do local material probat\u00f3rio ainda desconhecido\u201d, concluiu o juiz no despacho.<\/p><\/blockquote>\n<p>Apesar de o MPF ter pedido a pris\u00e3o preventiva de Lilia Loureiro Esteves de Jesus, mulher de Guilherme, o juiz indeferiu o pedido. Os dois presos ser\u00e3o levados para a carceragem da PF, em Curitiba.<\/p>\n<p><strong>Ivan Richard, ABr<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Pol\u00edcia Federal (PF) prendeu nesta sexta 27 em mais uma etapa da Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato, o acionista e presidente do Conselho de Administra\u00e7\u00e3o do Grupo Galv\u00e3o, controlador da empreiteira Galv\u00e3o Engenharia, Dario de Queiroz Galv\u00e3o Filho. 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