{"id":42299,"date":"2015-04-01T12:03:32","date_gmt":"2015-04-01T15:03:32","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=42299"},"modified":"2015-04-01T12:03:32","modified_gmt":"2015-04-01T15:03:32","slug":"delegado-e-perito-sao-presos-acusados-de-extorsao-a-empresarios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/delegado-e-perito-sao-presos-acusados-de-extorsao-a-empresarios\/","title":{"rendered":"Delegado e perito s\u00e3o presos acusados de extors\u00e3o a empres\u00e1rios"},"content":{"rendered":"<p>O perito crimial Jos\u00e9 Afonso Garcia Alvernaz e o delegado Fernando Cesar Magalh\u00e3es Reis foram presos na manh\u00e3 desta quarta-feira (1\u00b0) por suspeita de integrarem uma organiza\u00e7\u00e3o criminosa que extorquia empres\u00e1rios, desde pelo menos, 2012. Al\u00e9m deles, foram expedidos mandados de pris\u00e3o preventiva contra o policial civil Jos\u00e9 Luis Fernandes Alves, que est\u00e1 sendo procurado.<\/p>\n<blockquote><p>A opera\u00e7\u00e3o feita para cumprir mandados de pris\u00e3o preventivaexpedidos contra os tr\u00eass suspeitos, foi realizada pelo Grupo de Atua\u00e7\u00e3o Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Minist\u00e9rio P\u00fablico do Rio de Janeiro e pela Subsecretaria de Intelig\u00eancia da Secretaria de Seguran\u00e7a. Segundo as investiga\u00e7\u00f5es, algumas extors\u00f5es chegavam a R$300 mil. Os respons\u00e1veis v\u00e3o responder pelos crimes de organiza\u00e7\u00e3o criminosa, extors\u00e3o mediante sequestro e concuss\u00e3o.<\/p><\/blockquote>\n<p>Outras sete pessoas, sendo cinco policiais civis, tamb\u00e9m foram denunciadas pelos mesmos crimes, mas j\u00e1 se encontram presas. Tamb\u00e9m est\u00e3o sendo cumpridos mandados de busca e apreens\u00e3o nas resid\u00eancias dos acusados. A a\u00e7\u00e3o \u00e9 um desdobramento das investiga\u00e7\u00f5es conduzidas durante a Opera\u00e7\u00e3o Hiena.<\/p>\n<p>De acordo com a den\u00fancia, a quadrilha era chefiada por Fernando Reis e por Jos\u00e9 Luiz, considerado o homem de confian\u00e7a do delegado. Reis era o chefe maior de todo o esquema, comandando-o, inicialmente, do Departamento Geral de Pol\u00edcia Especializada da Pol\u00edcia Civil e, posteriormente, como delegado titular da Delegacia de Prote\u00e7\u00e3o do Meio Ambiente (DPMA), e Jos\u00e9 Luiz era o chefe das equipes de investiga\u00e7\u00e3o da mesma DPMA. Os dois mantinham uma rela\u00e7\u00e3o de subordina\u00e7\u00e3o, proximidade e confian\u00e7a na Pol\u00edcia Civil h\u00e1 19 anos, o que ajudou na estrutura\u00e7\u00e3o do bando e na coordena\u00e7\u00e3o dos agentes a eles obedientes.<\/p>\n<p>Segundo o Minist\u00e9rio P\u00fablico, Jos\u00e9 Luiz era o respons\u00e1vel pela administra\u00e7\u00e3o operacional da arrecada\u00e7\u00e3o de propina realizada diretamente por seus comparsas, integrantes das equipes de investiga\u00e7\u00e3o da DPMA, intituladas F\u00eanix. J\u00e1 Jos\u00e9 Afonso forjava laudos periciais, que apontavam crimes ambientais inexistentes. As v\u00edtimas eram amea\u00e7adas de pris\u00e3o em flagrante ou de instaura\u00e7\u00e3o de investiga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em algumas ocasi\u00f5es, o dinheiro era arrecadado pelos policiais envolvidos no esquema de uma s\u00f3 vez, o que eles chamavam \u201cpancada\u201d, e ocorria quando uma empresa tinha seus funcion\u00e1rios amea\u00e7ados de pris\u00e3o, ou efetivamente presos, cedendo \u00e0 press\u00e3o para o pagamento. Em alguns casos, as v\u00edtimas chegavam a ser sequestradas ou mantidas como ref\u00e9ns por mais de oito horas, enquanto o pre\u00e7o dos resgates era negociado.<\/p>\n<p>Donos de empresas amea\u00e7ados com armas<br \/>\nAl\u00e9m dos empregados, muitas vezes os pr\u00f3prios donos das empresas eram amea\u00e7ados com armas de fogo para cederem \u00e0s extors\u00f5es. No caso da &#8220;pancada&#8221;, o percentual arrecadado destinado aos chefes da organiza\u00e7\u00e3o era de 40%, sendo que os restantes 60% eram divididos entre agentes os que participavam das dilig\u00eancias.<\/p>\n<p>Havia tamb\u00e9m as chamadas \u201cmerendas\u201d, acertos fixos e mensais criados a partir de uma interven\u00e7\u00e3o policial na sede da empresa. Constatando ou n\u00e3o a pr\u00e1tica de crime ambiental, os agentes pressionavam o empres\u00e1rio a entrar para a lista de pagadores mensais de propina.<\/p>\n<p>Estes pagamentos indevidos eram realizados muitas vezes nas depend\u00eancias da pr\u00f3pria DPMA, sempre at\u00e9 o dia 10 de cada m\u00eas. No caso da &#8220;merenda&#8221;, o percentual que cabia a cada um dos integrantes girava em torno de 50% do montante para os chefes, e os restantes 50% das quantias para os demais agentes. O valor das propinas mensais variava de R$ 500 a at\u00e9 R$ 6 mil dependendo do porte da empresa.<\/p>\n<p>A atua\u00e7\u00e3o dos criminosos se dava sempre da mesma forma: os membros das equipes F\u00eanix diligenciavam na sede de alguma empresa, sob o argumento de estarem \u201cverificando&#8221; uma den\u00fancia an\u00f4nima sobre a pr\u00e1tica de crime ambiental, alegando a necessidade de uma \u201cvistoria\u201d. No local, os agentes criminosos constatavam alguma irregularidade ou simplesmente apontavam, sem fundamentos t\u00e9cnicos razo\u00e1veis, que havia crime ambiental. Assim, pressionavam e amea\u00e7avam o empres\u00e1rio ou o respons\u00e1vel pelo local a realizar os pagamentos indevidos.<\/p>\n<p>Ainda segundo a den\u00fancia, parte da investiga\u00e7\u00e3o foi baseada no sistema de dela\u00e7\u00e3o premiada de um dos policiais civis lotados na DPMA. Todos os pedido formulados pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico foram acolhidos pela Ju\u00edza em exerc\u00edcio na 16\u00aa Vara Criminal da Capital, Simone Ferraz.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O perito crimial Jos\u00e9 Afonso Garcia Alvernaz e o delegado Fernando Cesar Magalh\u00e3es Reis foram presos na manh\u00e3 desta quarta-feira (1\u00b0) por suspeita de integrarem uma organiza\u00e7\u00e3o criminosa que extorquia empres\u00e1rios, desde pelo menos, 2012. Al\u00e9m deles, foram expedidos mandados de pris\u00e3o preventiva contra o policial civil Jos\u00e9 Luis Fernandes Alves, que est\u00e1 sendo procurado. 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