{"id":44257,"date":"2015-04-16T07:17:19","date_gmt":"2015-04-16T10:17:19","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=44257"},"modified":"2016-07-30T16:54:57","modified_gmt":"2016-07-30T19:54:57","slug":"cientistas-anunciam-super-civilizacoes-de-ets-em-cinquenta-galaxias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/cientistas-anunciam-super-civilizacoes-de-ets-em-cinquenta-galaxias\/","title":{"rendered":"Cientistas anunciam super civiliza\u00e7\u00f5es de ETs em 50 gal\u00e1xias"},"content":{"rendered":"<p>Um estudo rec\u00e9m-conclu\u00eddo por pesquisadores americanos identificou 50 gal\u00e1xias que podem conter sinais de uma superciviliza\u00e7\u00e3o atuando nelas. O trabalho faz parte da pesquisa G-HAT, sigla para Glimpsing Heat from Alien Technologies, ou Detectando Calor de Tecnologias Alien\u00edgenas, e ser\u00e1 publicado na edi\u00e7\u00e3o de 15 de abril do \u201cAstrophysical Journal Supplement Series\u201d. Ou seja, \u00e9 pesquisa s\u00e9ria mesmo, n\u00e3o coisa de maluco. A informa\u00e7\u00e3o \u00e9 do blog Mensageiro Sideral.<\/p>\n<p>O estudo foi conduzido com base nos dados do sat\u00e9lite Wise, da Nasa, que fez uma varredura completa do c\u00e9u em infravermelho, e por ora o resultado \u00e9 que nenhuma evid\u00eancia \u00f3bvia de uma superciviliza\u00e7\u00e3o foi encontrada, ap\u00f3s uma an\u00e1lise da luz de cerca de 100 mil gal\u00e1xias.<\/p>\n<p>\u201cA ideia por tr\u00e1s da nossa pesquisa \u00e9 que, se uma gal\u00e1xia inteira tivesse sido colonizada por uma civiliza\u00e7\u00e3o espacial avan\u00e7ada, a energia produzida pelas tecnologias daquela civiliza\u00e7\u00e3o seria detect\u00e1vel em comprimentos de onda do infravermelho m\u00e9dio \u2014 exatamente a radia\u00e7\u00e3o que o sat\u00e9lite Wise foi projetado para detectar, para outros prop\u00f3sitos astron\u00f4micos\u201d, disse, em nota, Jason Wright, astr\u00f4nomo da Universidade Estadual da Pensilv\u00e2nia e criador do projeto.<\/p>\n<p>Talvez pare\u00e7a estranho procurar sinais de intelig\u00eancia extraterrestre desse modo, em vez de seguir a linha mais tradicional da pesquisa SETI, que tenta ouvir sinais de r\u00e1dio de civiliza\u00e7\u00f5es pr\u00f3ximas habitando sistemas planet\u00e1rios em nossa pr\u00f3pria gal\u00e1xia, a Via L\u00e1ctea. Mas \u00e9 uma linha de pesquisa sugerida h\u00e1 d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>Em 1964, o astrof\u00edsico russo Nikolai Kardashev prop\u00f4s que civiliza\u00e7\u00f5es avan\u00e7adas pudessem ser classificadas de acordo com seu n\u00edvel de consumo de energia. As de tipo I seriam aquelas que usufruem do equivalente energ\u00e9tico da radia\u00e7\u00e3o que chega a seu planeta emanada de seu sol. As de tipo II teriam \u00e0 sua disposi\u00e7\u00e3o a energia equivalente \u00e0 produ\u00e7\u00e3o toal de sua estrela. Finalmente, as de tipo III teriam energia compat\u00edvel com a produ\u00e7\u00e3o em escala gal\u00e1ctica.<\/p>\n<blockquote><p>O G-HAT buscou exatamente essas poderosas superciviliza\u00e7\u00f5es de tipo III. A premissa \u00e9 que a produ\u00e7\u00e3o de calor combinada das m\u00e1quinas operadas por essa sociedade e espalhadas por uma gal\u00e1xia inteira pudessem aparecer como uma anomalia da emiss\u00e3o de infravermelho m\u00e9dio. O grupo come\u00e7ou com 100 milh\u00f5es de objetos catalogados pelo Wise e ent\u00e3o restringiu a an\u00e1lise \u00e0s 100 mil gal\u00e1xias que tinham imagens com qualidade suficiente para uma poss\u00edvel detec\u00e7\u00e3o.<\/p><\/blockquote>\n<p>\u201cEncontramos cerca de 50 gal\u00e1xias que t\u00eam n\u00edveis incomumente altos de radia\u00e7\u00e3o no infravermelho m\u00e9dio\u201d, afirma Wright. \u201cNossos estudos subsequentes dessas gal\u00e1xias poder\u00e3o revelar se a origem dos resultados vem de processos astron\u00f4micos naturais ou se poderiam indicar a presen\u00e7a de uma civiliza\u00e7\u00e3o altamente avan\u00e7ada.\u201d<\/p>\n<p>De toda forma, j\u00e1 est\u00e1 claro que uma superciviliza\u00e7\u00e3o que use a maior parte da energia produzida pela gal\u00e1xia (85% ou mais) para seus pr\u00f3prios fins n\u00e3o habita nenhuma das 100 mil estudadas. \u201cIsso \u00e9 interessante porque essas gal\u00e1xias t\u00eam bilh\u00f5es de anos, o que \u00e9 tempo mais que suficiente para que elas ficassem cheias de civiliza\u00e7\u00f5es alien\u00edgenas, caso elas existam\u201d, diz Wright. \u201cEnt\u00e3o, ou elas n\u00e3o existem ou n\u00e3o usam energia suficiente para que n\u00f3s as reconhe\u00e7amos.\u201d<\/p>\n<p>O objetivo agora \u00e9 refinar as t\u00e9cnicas de medi\u00e7\u00e3o para investigar se as 50 gal\u00e1xias com anomalias no infravermelho m\u00e9dio podem ser resultado de civiliza\u00e7\u00f5es poderosas para os nossos padr\u00f5es, mas que ainda n\u00e3o chegaram ao tipo III. A prop\u00f3sito, usando a escala de Kardashev, a humanidade n\u00e3o chegou nem ao tipo I ainda. (Segundo Carl Sagan, ser\u00edamos do tipo 0,7, ou algo assim.)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um estudo rec\u00e9m-conclu\u00eddo por pesquisadores americanos identificou 50 gal\u00e1xias que podem conter sinais de uma superciviliza\u00e7\u00e3o atuando nelas. O trabalho faz parte da pesquisa G-HAT, sigla para Glimpsing Heat from Alien Technologies, ou Detectando Calor de Tecnologias Alien\u00edgenas, e ser\u00e1 publicado na edi\u00e7\u00e3o de 15 de abril do \u201cAstrophysical Journal Supplement Series\u201d. 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