{"id":44909,"date":"2015-04-22T11:46:00","date_gmt":"2015-04-22T14:46:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=44909"},"modified":"2015-04-22T12:29:52","modified_gmt":"2015-04-22T15:29:52","slug":"pesquisadores-da-unb-estudam-fossil-de-dinossauro-de-70-mi-de-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/pesquisadores-da-unb-estudam-fossil-de-dinossauro-de-70-mi-de-anos\/","title":{"rendered":"UnB estuda f\u00f3ssil de dinossauro que viveu h\u00e1 70 milh\u00f5es de anos"},"content":{"rendered":"<p>Pesquisadores da Universidade de Bras\u00edlia (UnB) come\u00e7aram este m\u00eas a preparar e estudar o f\u00f3ssil de um dinossauro que viveu h\u00e1 cerca de 70 milh\u00f5es de anos no Brasil. Os ossos de um titanossauro foram encontrados em 2009, em Mar\u00edlia, no interior de S\u00e3o Paulo, pr\u00f3ximo a uma rodovia. As rochas com peda\u00e7os do animal foram engessadas, de modo a garantir que n\u00e3o fosem danificas. Elas foram trazidas este ano para a universidade.<\/p>\n<p>Coordenador da pesquisa, o professor e paleont\u00f3logo Rodrigo Santucci estima que os trabalhos durem dez anos, pois os ossos, que devem ser limpos com cuidado, est\u00e3o sob rochas que pesam toneladas. \u201cQuando achamos, o f\u00f3ssil estava no n\u00edvel do ch\u00e3o. Cavamos com britadeira e marretas, at\u00e9 poder andar em volta e deixar a estrutura como de um c\u00e1lice. Depois da estrutura, engessamos e soltamos o bloco\u201d, explicou o professor.<\/p>\n<blockquote><p>O f\u00f3ssil foi descoberto durante trabalhos de explora\u00e7\u00e3o de rotina do pesquisador William Nava. Ap\u00f3s conseguir o financiamento necess\u00e1rio, a escava\u00e7\u00e3o ocorreu de 2011 para 2012. Engessados, os dez blocos de rocha com os ossos animal pesam at\u00e9 10 toneladas. Como Mar\u00edlia n\u00e3o tem estrutura e equipe suficientes para analisar os ossos, foi preciso transferi-los para Bras\u00edlia.<\/p><\/blockquote>\n<p>A opera\u00e7\u00e3o para transportar o material at\u00e9 a UnB envolveu caminh\u00f5es e guindastes. Em fevereiro, o f\u00f3ssil chegou ao Distrito Federal, sem qualquer avaria. Segundo o professor, mais da metade do esqueleto do dinossauro estava preservada. Foram encontradas partes do cr\u00e2nio, de v\u00e9rtebras do pesco\u00e7o, tronco e cauda, ossos das costelas, f\u00eamur e bacia, al\u00e9m das patas do animal.<\/p>\n<p>A primeira parte das pesquisa \u00e9 aquela que o pesquisador chama de preparar o f\u00f3ssil. \u201cNessa etapa, vamos remover a rocha em volta dos ossos, sem danific\u00e1-los. Para preparar, usamos uma caneta parecida com raspador de dentista ou um equipamento que tira pedacinhos da rocha. \u00c9 um processo demorado, porque precisa de bastante cuidado\u201d, disse Santucci. O processo deve durar cinco anos.<\/p>\n<p>Depois que todos os ossos estiverem removidos da rocha, os pesquisadores partem para a an\u00e1lise do material. \u201cQuando todo o f\u00f3ssil estiver limpo, o descrevemos e o comparamos com os outros dinossauros do mesmo grupo que conhecemos. Comparando, podemos dizer se \u00e9 parecida com alguma esp\u00e9cie j\u00e1 conhecida ou se \u00e9 uma nova.\u201d<\/p>\n<p>Para Rodrigo Santucci, ser\u00e3o mais cinco anos para descrever e comparar o f\u00f3ssil com outras esp\u00e9cies de titanossauro<\/p>\n<p>Diversos aspectos do animal s\u00e3o analisados, de modo que o grupo de pesquisadores tenham uma no\u00e7\u00e3o melhor do ambiente em que o titanossauro viveu. Em todo o mundo, s\u00e3o conhecidas 50 esp\u00e9cies desse dinossauro \u2013 dez delas foram descoberta no Brasil. Segundo o pesquisador, h\u00e1 a possibilidade de o f\u00f3ssil de Mar\u00edlia ser uma nova esp\u00e9cie.<\/p>\n<p>O estudo ser\u00e1 encerrado com duas r\u00e9plicas do dinossauro: uma para a UnB e outra para ser exposta no Museu de Paleontologia de Mar\u00edlia. O material ser\u00e1 devolvido e ficar\u00e1 guardado na cole\u00e7\u00e3o do memorial. Impressoras 3D devem ser usadas para o estudo e para a produ\u00e7\u00e3o das r\u00e9plicas.<\/p>\n<p>O coordenador acrescentou que a pesquisa de um ser que viveu h\u00e1 milh\u00f5es de anos \u00e9 importante para entender quest\u00f5es atuais, como as consequ\u00eancias de mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. \u201cCada pe\u00e7a nova, cada dinossauro novo que a gente coloca nesse quadro para entender o passado, podemos tamb\u00e9m coloc\u00e1-lo no presente. Por exemplo, o efeito que o aquecimento global tem na extin\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o de esp\u00e9cies atuais. Para falar com proprieade sobre o presente, \u00e9 preciso entender o passado\u201d.<\/p>\n<p>Os titanossauros eram dinossauros gigantescos, que se alimentavam apenas de plantas. O pesco\u00e7o podia chegar a 4 metros (m). Todo o corpo do animal tinha, em m\u00e9dia, 15 m de comprimento, 2,5m de altura e pesava 10 toneladas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores da Universidade de Bras\u00edlia (UnB) come\u00e7aram este m\u00eas a preparar e estudar o f\u00f3ssil de um dinossauro que viveu h\u00e1 cerca de 70 milh\u00f5es de anos no Brasil. Os ossos de um titanossauro foram encontrados em 2009, em Mar\u00edlia, no interior de S\u00e3o Paulo, pr\u00f3ximo a uma rodovia. 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