{"id":44973,"date":"2015-04-22T11:55:05","date_gmt":"2015-04-22T14:55:05","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=44973"},"modified":"2015-04-22T11:55:05","modified_gmt":"2015-04-22T14:55:05","slug":"estudo-da-codeplan-apresenta-quadro-triste-dos-indios-de-brasilia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/estudo-da-codeplan-apresenta-quadro-triste-dos-indios-de-brasilia\/","title":{"rendered":"Estudo da Codeplan apresenta quadro triste dos \u00edndios de Bras\u00edlia"},"content":{"rendered":"<p>Ind\u00edgenas que vivem no Distrito Federal t\u00eam menor renda e menor n\u00edvel educacional que o restante da popula\u00e7\u00e3o do DF, segundo estudo in\u00e9dito da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan). Os ind\u00edgenas habitam o Planalto Central h\u00e1 pelo menos 8 mil anos. Mesmo assim, n\u00e3o existem terras ind\u00edgenas demarcadas no DF. Isso dificulta tanto a coleta de dados quanto o atendimento \u00e0 essa popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Os servi\u00e7os urbanos n\u00e3o s\u00e3o preparados para lidar com a quest\u00e3o ind\u00edgena, muitas vezes deixando de coletar e de fornecer informa\u00e7\u00f5es sobre o seu atendimento nas \u00e1reas de sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, assist\u00eancia social e outras&#8221;, diz o texto, que acrescenta que o acesso \u00e0s informa\u00e7\u00f5es \u00e9 dificultado pelo fato de pesquisas sobre a popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena n\u00e3o aprofundarem as especificidades desse p\u00fablico quando fora de territ\u00f3rios demarcados.<\/p>\n<p>Atualmente, segundo o estudo Popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena &#8211; Um primeiro olhar sobre o fen\u00f4meno do \u00edndio urbano na \u00c1rea Metropolitana de Bras\u00edlia, com base nos dados do Censo Demogr\u00e1fico de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), 6.128 ind\u00edgenas moram no DF, o equivalente a 0,24% dessa popula\u00e7\u00e3o no Brasil. Considerada a \u00e1rea do entorno do DF, em Goi\u00e1s, esse n\u00famero chega a 7.790. A maior parte vive na \u00e1rea urbana, 97%.<\/p>\n<blockquote><p>O estudo mostra que os ind\u00edgenas t\u00eam renda inferior ao restante da popula\u00e7\u00e3o do DF. Mais da metade, 55%, declarou perceber, individualmente, mais de um a tr\u00eas sal\u00e1rios m\u00ednimos mensais; 24,8% recebem at\u00e9 um sal\u00e1rio m\u00ednimo. Apenas 4,7% desse grupo t\u00eam rendimento superior a cinco sal\u00e1rios m\u00ednimos.<\/p><\/blockquote>\n<p>Os dados s\u00e3o de 2013, da Pesquisa Distrital por Amostra de Domic\u00edlios e mostram que, considerando a popula\u00e7\u00e3o total do DF, verificam-se propor\u00e7\u00f5es bastante diferentes, em especial na faixa de rendimento mais alta, na qual est\u00e3o 23,8% das pessoas. Recebem mais de 10 sal\u00e1rios m\u00ednimos mensais, 9,7% da popula\u00e7\u00e3o total, faixa em que n\u00e3o se encontra qualquer percentual de ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>A popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena \u00e9 tamb\u00e9m proporcionalmente a maior benefici\u00e1ria do Bolsa Fam\u00edlia, programa de transfer\u00eancia de renda do Governo Federal, com 15,2% de sua popula\u00e7\u00e3o coberta, superando a negra, da qual 12,6% usufruem dos benef\u00edcios. De acordo com o estudo, a popula\u00e7\u00e3o negra \u00e9 conhecida por raramente superar os indicadores da popula\u00e7\u00e3o autodeclarada branca ou amarela.<\/p>\n<p>&#8220;Esse dado demonstra que o povo ind\u00edgena \u00e9 o mais fragilizado na sociedade, considerando tratar-se de um programa de transfer\u00eancia direta de renda, que beneficia fam\u00edlias em situa\u00e7\u00e3o de pobreza e de extrema pobreza&#8221;, analisa o texto.<\/p>\n<p>O estudo destaca a escolariza\u00e7\u00e3o como um fator determinante da situa\u00e7\u00e3o socioecon\u00f4mica. Entre os ind\u00edgenas do DF, a propor\u00e7\u00e3o de pessoas de 15 anos ou mais n\u00e3o alfabetizadas \u00e9 superior ao de quaisquer outros grupos \u00e9tnicos, ficando em 5,3%. A popula\u00e7\u00e3o negra soma 4,3% de analfabetos, enquanto a n\u00e3o negra tem a menor taxa, de 2,4%.<\/p>\n<p>Os \u00edndices est\u00e3o, no entanto, abaixo dos nacionais: 6% entre n\u00e3o negros, 13,2% entre negros e 23,3% entre ind\u00edgenas. &#8220;N\u00e3o se pode ignorar, no entanto, o fato de que grande parte da popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena brasileira reside em terras ind\u00edgenas, algumas isoladas, e com tradi\u00e7\u00f5es educacionais pr\u00f3prias, nem sempre havendo alfabetiza\u00e7\u00e3o em portugu\u00eas, nos crit\u00e9rios urbanos e da popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o ind\u00edgena&#8221;, explica o estudo.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o a manuten\u00e7\u00e3o da l\u00edngua, no DF, 3,1% dos ind\u00edgenas com mais de 5 anos falam l\u00edngua ind\u00edgena no domic\u00edlio. O \u00edndice \u00e9 inferior ao nacional: em todo o pa\u00eds, os ind\u00edgenas residentes fora de terra demarcada utilizam menos a l\u00edngua de seu povo, mesmo assim esse \u00edndice chega a 12,7%. Nos territ\u00f3rios reconhecidos pela Uni\u00e3o 63,7% falam a l\u00edngua materna na resid\u00eancia.<\/p>\n<p>Os ind\u00edgenas vivem, em sua maioria, em cidades do DF ou no Entorno \u2013 apenas 7,3% vivem em Bras\u00edlia. Ceil\u00e2ndia \u00e9 a cidade que concentra a maior porcentagem, 13%, seguida de Planaltina, 8,6% e Samambaia, 8,5%. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 origem, 22% nasceram no DF. Os demais, vieram principalmente da regi\u00e3o Nordeste, 40,2%, e Norte, 17,3%.<\/p>\n<p><strong>Mariana Tokarnia, ABr<br \/>\n<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ind\u00edgenas que vivem no Distrito Federal t\u00eam menor renda e menor n\u00edvel educacional que o restante da popula\u00e7\u00e3o do DF, segundo estudo in\u00e9dito da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan). Os ind\u00edgenas habitam o Planalto Central h\u00e1 pelo menos 8 mil anos. Mesmo assim, n\u00e3o existem terras ind\u00edgenas demarcadas no DF. 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