{"id":45178,"date":"2015-04-23T18:26:07","date_gmt":"2015-04-23T21:26:07","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=45178"},"modified":"2015-04-23T18:26:55","modified_gmt":"2015-04-23T21:26:55","slug":"feijoada-e-show-vao-marcar-25-anos-do-museu-da-memoria-candanga","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/feijoada-e-show-vao-marcar-25-anos-do-museu-da-memoria-candanga\/","title":{"rendered":"Feijoada e show para os 25 anos do museu da Mem\u00f3ria Candanga"},"content":{"rendered":"<p>Logo na entrada, as sete casas de madeira que formam a alameda hist\u00f3rica chamam a aten\u00e7\u00e3o pelas cores vibrantes no N\u00facleo Bandeirante. Ao redor, amplos gramados com \u00e1rvores de mais de 40 anos e um pomar completam o cen\u00e1rio. &#8220;S\u00e3o poucos os lugares que preservam a nossa hist\u00f3ria desta forma. Os turistas se encantam&#8221;, comenta o funcion\u00e1rio do museu Ronaldo Medeiros.<\/p>\n<p>Considerado o maior s\u00edtio de conserva\u00e7\u00e3o da \u00e9poca da constru\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia, com 184 mil metros quadrados de \u00e1rea, o Museu Vivo da Mem\u00f3ria Candanga revela-se mais que um espa\u00e7o de preserva\u00e7\u00e3o: \u00e9 uma homenagem aos trabalhadores vindos de diferentes partes do Brasil para ganhar a vida. A diretora do local, Rosane Stuckert, afirma: &#8220;Aqui a popula\u00e7\u00e3o pode ver a hist\u00f3ria da capital&#8221;.<\/p>\n<p>O conjunto arquitet\u00f4nico completar\u00e1 25 anos no domingo (26), cinco dias ap\u00f3s o 55\u00ba anivers\u00e1rio de Bras\u00edlia. A hist\u00f3ria, no entanto, come\u00e7ou antes de a capital ser inaugurada. Localizada na antiga Cidade Livre, a instala\u00e7\u00e3o que atualmente abriga o museu foi ocupada em 1957. L\u00e1, funcionava o Hospital Juscelino Kubitschek de Oliveira, erguido em 60 dias para atender oper\u00e1rios da \u00e9poca.<\/p>\n<p>Em 1974, a \u00e1rea foi desativada e tomada por barracos. &#8220;Cogitaram demolir o lugar, mas a comunidade se mobilizou para preservar a mem\u00f3ria&#8221;, explica o funcion\u00e1rio. Em 1985, o local foi tombado e restaurado pelo governo do Distrito Federal \u2014 os barracos foram retirados e as constru\u00e7\u00f5es de madeira ganharam cores. Em 1990, finalmente, foi concebido o Museu Vivo da Mem\u00f3ria Candanga.<\/p>\n<p>Em mar\u00e7o deste ano, o espa\u00e7o foi tombado pelo Instituto do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional (Iphan). &#8220;Ter esse reconhecimento foi uma vit\u00f3ria. Esperamos que assim ele seja cada vez mais bem preservado&#8221;, comenta a diretora. Atualmente, o museu recebe cerca de 15 mil visitantes ao ano.<\/p>\n<blockquote><p>Durante todo o ano letivo, alunos de escolas p\u00fablicas e privadas s\u00e3o guiados em uma visita de pouco mais de duas horas que faz parte do programa educacional Viva o Museu. O passeio come\u00e7a com a exibi\u00e7\u00e3o de um filme hist\u00f3rico de 16 minutos. Os jovens seguem para a galeria principal, onde a exposi\u00e7\u00e3o permanente <em>Poeira, Lona e Concreto<\/em> narra a hist\u00f3ria de Bras\u00edlia por meio de fotos, objetos e ambienta\u00e7\u00f5es fidedignas de lugares como o Bras\u00edlia Palace Hotel e o Hospital Juscelino Kubitschek de Oliveira. &#8220;Temos a cadeira em que o presidente JK sentava na barbearia, a estufa de esteriliza\u00e7\u00e3o do hospital e c\u00e2meras antigas&#8221;, destaca Medeiros.<\/p><\/blockquote>\n<p>Uma das ambienta\u00e7\u00f5es remete \u00e0s cantinas da \u00e9poca. &#8220;As crian\u00e7as adoram ver os utens\u00edlios.&#8221; Em um dos cantos, h\u00e1 malas referentes \u00e0 chegada dos primeiros trabalhadores que moravam no N\u00facleo Bandeirante. &#8220;Bras\u00edlia era um lugar que oferecia empregos a quem chegasse. Para muitos, a mala tamb\u00e9m era a casa&#8221;, afirma Medeiros. Ao lado dos objetos, imagens de candangos dormindo dentro das malas provam a hist\u00f3ria. Mais da metade das fotos foi feita pelo primeiro fot\u00f3grafo oficial de Bras\u00edlia, M\u00e1rio Moreira Fontenelle.<\/p>\n<p>Ao longo da visita\u00e7\u00e3o, os estudantes tamb\u00e9m conhecem a Casa do Mestre Popular, que guarda o acervo do artista maranhense radicado em Bras\u00edlia Mestre Pedro (1920-2005), autor de esculturas ligadas ao Cerrado. Ao fim do passeio, os funcion\u00e1rios fazem jogos da mem\u00f3ria com as crian\u00e7as para refor\u00e7ar o que foi visto durante a visita.<\/p>\n<p>Grupos de at\u00e9 45 pessoas interessadas em visitas guiadas podem fazer agendamento pr\u00e9vio. O espa\u00e7o tamb\u00e9m \u00e9 usado livremente para passeios de bicicleta, piquenique, pesquisa e contempla\u00e7\u00e3o da natureza.<\/p>\n<p>Al\u00e9m das constru\u00e7\u00f5es ic\u00f4nicas da \u00e9poca dos candangos, tradi\u00e7\u00f5es culturais art\u00edsticas s\u00e3o preservadas por meio das Oficinas do Saber Fazer. Papel, marcenaria, cer\u00e2mica, tecelagem e gravura s\u00e3o algumas op\u00e7\u00f5es. &#8220;\u00c9 uma forma de manter a popula\u00e7\u00e3o presente no museu e disseminar a cultura art\u00edstica dos candangos&#8221;, ressalta Medeiros.<\/p>\n<p>A programa\u00e7\u00e3o \u00e9 variada e todo semestre h\u00e1 oferta de cursos gratuitos. &#8220;Temos alunos de todos os perfis, profiss\u00f5es e idades&#8221;, afirma a professora de gravura Eliana Leonir. Ela decidiu se dedicar \u00e0 arte quando se aposentou.<\/p>\n<p>Professor da oficina de cer\u00e2mica do museu h\u00e1 15 anos, Jos\u00e9 Nicodemos Fa\u00e7anha recebe at\u00e9 15 alunos diariamente. H\u00e1 turmas de iniciante a avan\u00e7ado. &#8220;Eles mesmos produzem os instrumentos para fazer a cer\u00e2mica com grampos de cabelo, peda\u00e7os de madeira&#8221;, explica Fa\u00e7anha. &#8220;Depois que eles aprendem algo novo, \u00e9 not\u00f3rio como ficam ansiosos para praticar e satisfeitos ao fazer.&#8221;<\/p>\n<p>O aposentado Esdras Cardoso Soares, morador do Guar\u00e1, \u00e9 aluno da oficina h\u00e1 tr\u00eas anos. &#8220;O ambiente \u00e9 incr\u00edvel, estou aqui quase todos os dias. Se n\u00e3o estiver na aula, estou no ateli\u00ea.&#8221; Ele conta que come\u00e7ou na marcenaria, se encantou pela argila e hoje \u00e9 monitor nas aulas dos colegas iniciantes.<\/p>\n<p>O vigia noturno Manoel Lima \u00e9 aluno da oficina de marcenaria desde o in\u00edcio do ano. &#8220;Da modelagem de uma madeira bruta, criamos coisas novas. \u00c9 a m\u00e1gica da transforma\u00e7\u00e3o&#8221;, emociona-se. Morador de \u00c1guas Lindas, Lima \u00e9 um dos alunos que busca a profissionaliza\u00e7\u00e3o, mas lamenta a desvaloriza\u00e7\u00e3o do trabalho. &#8220;A concorr\u00eancia com a ind\u00fastria \u00e9 desleal&#8221;, afirma. Mesmo com as dificuldades, ele passa as tardes no museu praticando e, entre uma pe\u00e7a e outra, agradece a oportunidade de aprender um novo of\u00edcio. &#8220;Todo mundo tem a arte dentro de si.&#8221;<\/p>\n<p>Para comemorar os 25 anos do museu, a diretoria promover\u00e1, no s\u00e1bado (25), um dia cheio de atividades abertas ao p\u00fablico. Haver\u00e1 apresenta\u00e7\u00f5es musicais, exposi\u00e7\u00e3o de carros antigos, artesanato, oficinas gratuitas e feijoada beneficente. O evento come\u00e7a \u00e0s 10 e termina \u00e0s 16 horas. Interessados em participar das oficinas devem fazer a inscri\u00e7\u00e3o no mesmo dia.<\/p>\n<blockquote><p><strong>Viva o Museu Vivo! \u2014 25 anos<br \/>\n<\/strong>25 de abril<br \/>\nDas 10 \u00e0s 16 horas<br \/>\nMuseu Vivo da Mem\u00f3ria Candanga<br \/>\nVia EPIA Sul, SPMS, Lote D, N\u00facleo Bandeirante<br \/>\nGratuito e aberto ao p\u00fablico<\/p>\n<p><strong>Venda antecipada para a feijoada: R$ 20<\/strong><br \/>\n(61) 3301-3590 \/ 3227-4405<br \/>\n<a href=\"mailto:mvmc1990@gmail.com\">mvmc1990@gmail.com<\/a><\/p>\n<p><strong>Hor\u00e1rio de funcionamento<\/strong><br \/>\nDe segunda a s\u00e1bado, das 9 \u00e0s 17 horas<\/p><\/blockquote>\n<p><strong><span class=\"nome-autor\">Gabriela Moll,\u00a0 Ag\u00eancia Bras\u00edlia<\/span><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Logo na entrada, as sete casas de madeira que formam a alameda hist\u00f3rica chamam a aten\u00e7\u00e3o pelas cores vibrantes no N\u00facleo Bandeirante. 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