{"id":47757,"date":"2015-05-10T15:45:05","date_gmt":"2015-05-10T18:45:05","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=47757"},"modified":"2015-05-10T15:52:47","modified_gmt":"2015-05-10T18:52:47","slug":"holmes-e-bond-criam-ouvidos-hilarios-em-paredes-trincadas-do-buriti","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/holmes-e-bond-criam-ouvidos-hilarios-em-paredes-trincadas-do-buriti\/","title":{"rendered":"Holmes e Bond criam ouvidos hil\u00e1rios em paredes trincadas"},"content":{"rendered":"<p>Lan\u00e7aram grampos no Pal\u00e1cio do Buriti. Quem foi, ningu\u00e9m sabe, ningu\u00e9m viu. E se gravaram, n\u00e3o se ouviu. A not\u00edcia soa como uma obra de fic\u00e7\u00e3o produzida por Conan Doyle, para ter roteiro adaptado por Ian Fleming. Algo sem p\u00e9 nem cabe\u00e7a, como se criado por uma mente com Alzheimer e escrita por m\u00e3os com Parkinson.Talvez fruto da defasagem de tempo entre Sherlock Holmes e James Bond.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria \u00e9 hil\u00e1ria, embora pretendessem fazer terrorismo. Ouvidos com otite aguda captaram informa\u00e7\u00f5es truncadas e transmitiram com a velocidade da internet algo que n\u00e3o vale andar a 500 kb. Acredita-se que inalaram alguma coisa e imaginaram outra.<\/p>\n<p>Consultado por <strong>Notibras<\/strong>, Henry Katsberg, especialista em contra-informa\u00e7\u00e3o, sintetiza uma posi\u00e7\u00e3o j\u00e1 conhecida desde os fins do \u00faltimo s\u00e9culo: a \u00e9poca \u00e9 de internet, de tecnologia de ponta; portato, grampo virou coisa ultrapassada. E, pior. A autoriza\u00e7\u00e3o judicial para esses casos demora tanto, que na maioria das vezes os alvos n\u00e3o t\u00eam mais raz\u00e3o de ser.<\/p>\n<p>Microfone sob a mesa existiu at\u00e9 o derradeiro epis\u00f3dio de 007 lan\u00e7ado nas telonas e reprisado nas telinhas. E isso faz tempo. \u00c9 t\u00e3o fantasioso quanto imaginar Holmes substituindo seu cachimbo por um cigarro eletr\u00f4nico.<\/p>\n<blockquote><p>Em tempos modernos (que n\u00e3o os de Chaplin) h\u00e1 duas quest\u00f5es que mandam os grampos para o espa\u00e7o. Se, de um lado, sons praticamente inaud\u00edveis impedem a capta\u00e7\u00e3o de conversas, de outro, a puni\u00e7\u00e3o para quem pratica grampo \u00e9 de 6 anos de cadeia.<\/p><\/blockquote>\n<p>As paredes do Buriti, trincadas desde o governo de Agnelo Queiroz, n\u00e3o sustentam mais equipamentos de grava\u00e7\u00f5es clandestinas. Isso est\u00e1 ultrapassado. Hoje as fontes de informa\u00e7\u00e3o s\u00e3o abertas. O trabalho de intelig\u00eancia \u00e9 feito com base em fontes confi\u00e1veis, tanto quanto jornalismo. A informa\u00e7\u00e3o tem de ter proced\u00eancia. E para ser publicada, deve ser checada com outras fontes.<\/p>\n<p>Katsberg lembra que um dado n\u00e3o confirmado se transforma em informe. S\u00f3 vira informa\u00e7\u00e3o quando \u00e9 devidamente interpretado como conhecimento pelo pessoal da intelig\u00eancia.<\/p>\n<p>Na fase de cofre vazio, como est\u00e1 vivendo o Pal\u00e1cio do Buriti, pensar em maleta de espionagem \u00e9 querer levar os an\u00e9is, deixando as digitais \u00e0 mostra, mesmo sabendo que outros dedos ficar\u00e3o intactos.<\/p>\n<blockquote><p>H\u00e9lio \u00e9 jornalista experiente. Come\u00e7ou a fazer entrevistas quando n\u00e3o se utilizava gravador. Acostumou-se a esse tipo de trabalho e assim permanece. Miguel, jornalista por amor \u00e0s letras, fez Direito e virou delegado para consertar as coisas erradas.<\/p><\/blockquote>\n<p>Querer intrigar H\u00e9lio, Miguel, Renato, Rosso e mais de uma dezena de deputados distritais \u00e9 coisa de quem pretende ver a coisa russa. A pessoas assim precisa ser dito que Holmes e Bond nasceram em Londres. Ali\u00e1s, bem distante de Moscou.<\/p>\n<p><strong>Jos\u00e9 Seabra<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lan\u00e7aram grampos no Pal\u00e1cio do Buriti. Quem foi, ningu\u00e9m sabe, ningu\u00e9m viu. E se gravaram, n\u00e3o se ouviu. A not\u00edcia soa como uma obra de fic\u00e7\u00e3o produzida por Conan Doyle, para ter roteiro adaptado por Ian Fleming. 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