{"id":47975,"date":"2015-05-11T11:27:29","date_gmt":"2015-05-11T14:27:29","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=47975"},"modified":"2015-05-11T11:29:50","modified_gmt":"2015-05-11T14:29:50","slug":"cleo-se-torna-primeira-transexual-a-ter-identidade-alterada-na-puc","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/cleo-se-torna-primeira-transexual-a-ter-identidade-alterada-na-puc\/","title":{"rendered":"A aluna \u00e9 a primeira na hist\u00f3ria da PUC a ter nome substitu\u00eddo"},"content":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s quatro anos tentando ser reconhecida como mulher na universidade em que cursa Servi\u00e7o Social, a transexual Cl\u00e9o Oliveira, de 34 anos, conseguiu o registro de seu nome social nos documentos da PUC, semana passada. De acordo com &#8220;O Dia&#8221;, a vit\u00f3ria veio gra\u00e7as \u00e0 ajuda de funcion\u00e1rios da institui\u00e7\u00e3o, que convenceram a reitoria. A aluna \u00e9 a primeira na hist\u00f3ria da faculdade a ter o nome substitu\u00eddo.<\/p>\n<p>Desde que entrou na PUC, em 2011, Cl\u00e9o fez tr\u00eas pedidos formais \u00e0 dire\u00e7\u00e3o para mudan\u00e7a de seu nome. No primeiro, causou espanto nos funcion\u00e1rios do departamento, que ignoraram a solicita\u00e7\u00e3o. \u201cUm deles disse que era imposs\u00edvel fazer isso e at\u00e9 riu da situa\u00e7\u00e3o\u201d, explicou a aluna.<\/p>\n<p>Na segunda vez, o n\u00e3o foi ainda mais incisivo. \u201cFalaram que eu tinha que ir at\u00e9 a Justi\u00e7a para pedir a troca do nome\u201d, relembrou Cl\u00e9o, que n\u00e3o desistiu do objetivo.<\/p>\n<p>No come\u00e7o deste ano, ap\u00f3s receber outra resposta negativa da institui\u00e7\u00e3o, a transexual resolveu pedir uma reuni\u00e3o com a reitoria.<\/p>\n<p>\u201cAchei que estava na hora de levar o caso para outras inst\u00e2ncias, mas nem foi preciso, pois no departamento social um funcion\u00e1rio me ajudou imediatamente, porque ficou sensibilizado com a hist\u00f3ria. Ele logo convenceu o reitor e resolveu meu problema\u201d, contou.<\/p>\n<p>A troca oficial do nome na pauta acad\u00eamica foi feita na semana passada e desde ent\u00e3o, no di\u00e1rio de classe, o Cl\u00e9ber ficou para tr\u00e1s. \u201cFoi uma conquista muito importante. Tomara que sirva de exemplo para outras institui\u00e7\u00f5es\u201d, declarou Cl\u00e9o. Durante os quatro anos de estudo, foram raros os momentos em que ela foi v\u00edtima de algum preconceito. \u201cS\u00f3 teve uma vez que um professor exigiu que eu escrevesse meu nome de batismo na prova. Eu fiz para n\u00e3o criar problemas\u201d, ressaltou. Na lista de chamada, os professores sempre fizeram quest\u00e3o de riscar o nome Cl\u00e9ber e escrever Cl\u00e9o e, quando esqueciam de cham\u00e1-la adequadamente, a estudante n\u00e3o respondia.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cTinha vezes que me chamavam de Cl\u00e9ber. Eu ficava quietinha e, quando acabava a aula, ia no professor e explicava a situa\u00e7\u00e3o. Sempre fui muito bem acolhida\u201d, completou a aluna, que agora aguarda sua nova carteira de estudante. \u201c\u00c9 t\u00e3o dif\u00edcil conseguir um documento com nome social. Meu processo na Justi\u00e7a j\u00e1 dura dois meses. A carteira vai me ajudar a ser reconhecida nos lugares\u201d, alegou Cl\u00e9o.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Emprego \u00e9 o mais dif\u00edcil\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Entre as transexuais que n\u00e3o conseguem o registro do nome social, o maior desafio \u00e9 ter um emprego. Segundo B\u00e1rbara Aires, do Conselho LGBT Municipal, muitas s\u00e3o dispensadas antes mesmo de come\u00e7ar a trabalhar. \u201cO problema \u00e9 na hora da entrega de documento. A empresa geralmente n\u00e3o aceita e at\u00e9 humilha a trans\u201d, explicou B\u00e1rbara.<\/p>\n<p>Para conseguir o benef\u00edcio, \u00e9 preciso acionar a Justi\u00e7a, pela Defensoria P\u00fablica ou particular, mas o processo ainda \u00e9 demorado. \u201c\u00c9 preciso uma lei que obrigue a mudan\u00e7a de nome na sociedade. At\u00e9 o momento, s\u00f3 temos resolu\u00e7\u00f5es\u201d, completou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s quatro anos tentando ser reconhecida como mulher na universidade em que cursa Servi\u00e7o Social, a transexual Cl\u00e9o Oliveira, de 34 anos, conseguiu o registro de seu nome social nos documentos da PUC, semana passada. De acordo com &#8220;O Dia&#8221;, a vit\u00f3ria veio gra\u00e7as \u00e0 ajuda de funcion\u00e1rios da institui\u00e7\u00e3o, que convenceram a reitoria. 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