{"id":48516,"date":"2015-05-14T10:14:57","date_gmt":"2015-05-14T13:14:57","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=48516"},"modified":"2015-05-14T10:15:43","modified_gmt":"2015-05-14T13:15:43","slug":"arquivo-publico-do-df-recebera-documentos-de-ernesto-silva","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/arquivo-publico-do-df-recebera-documentos-de-ernesto-silva\/","title":{"rendered":"Arquivo P\u00fablico do DF receber\u00e1 documentos de Ernesto Silva"},"content":{"rendered":"<p>No apartamento onde viveu 15 anos ao lado do marido, na Asa Sul, cada objeto representa um peda\u00e7o da hist\u00f3ria de Bras\u00edlia: cartas de agradecimento do presidente Juscelino Kubitschek, homenagens de \u00f3rg\u00e3os do governo, fotografias de momentos importantes do crescimento da capital. S\u00e3o documentos pessoais de Ernesto Silva que a vi\u00fava, S\u00f4nia Souto Silva, de 77 anos, vai dividir com os brasilienses. Por isso, decidiu do\u00e1-los ao Arquivo P\u00fablico do Distrito Federal, que fornecer\u00e1 profissionais para catalogar o material.<\/p>\n<p>A doa\u00e7\u00e3o foi oficializada por S\u00f4nia na ter\u00e7a-feira (12), durante visita feita a ela pela superintendente do Arquivo P\u00fablico, Marta C\u00e9lia Bezerra, e pela coordenadora de Arquivo Permanente, Tereza Eleut\u00e9rio. Encontro que contou ainda com a presen\u00e7a do presidente da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), Hermes de Paula, e do historiador e jornalista Jarbas da Silva Marques.<\/p>\n<blockquote><p>A ideia \u00e9 que os documentos do m\u00e9dico e militar que chegou a Bras\u00edlia em 5 de fevereiro de 1955 fa\u00e7am parte de uma exposi\u00e7\u00e3o em comemora\u00e7\u00e3o aos 60 anos da Novacap em 2016 \u2014 \u00f3rg\u00e3o ao qual o <em>Pioneiro do Antes<\/em>, como era conhecido, dedicou grande parte da vida. Foi um dos primeiros a chegar ao Distrito Federal, antes mesmo de Juscelino.<\/p><\/blockquote>\n<p>Ao compartilhar as recorda\u00e7\u00f5es, S\u00f4nia espera que o trabalho de Ernesto permane\u00e7a vivo na mem\u00f3ria do povo do lugar que ele tanto amava. \u201cEu sempre digo que ele n\u00e3o deveria ter morrido, porque h\u00e1 tanta coisa que ele precisava passar para os outros, tanto conhecimento, tantas hist\u00f3rias\u201d, desabafa, ao recordar as longas conversas com o marido.<\/p>\n<p><strong>Horas no escrit\u00f3rio<br \/>\n<\/strong>Ernesto Silva e S\u00f4nia Souto Silva se conheceram em Bras\u00edlia, na d\u00e9cada de 1990, em uma festa no Rotary Club, de onde ele era s\u00f3cio e ela, funcion\u00e1ria. \u201cEle me ensinava muito; sabia muita coisa sobre cada lugar da capital.\u201d<\/p>\n<p>O escrit\u00f3rio era o c\u00f4modo preferido do pediatra. Segundo a vi\u00fava, era onde ele chegava a passar mais de seis horas por dia, debru\u00e7ado sobre livros. A \u00fanica coisa que se repetia era o amor eterno por Bras\u00edlia. Em 3 de fevereiro de 2010, depois de complica\u00e7\u00f5es em consequ\u00eancia de uma pneumonia, o pioneiro morreu aos 96 anos. S\u00f4nia cumpriu o desejo do marido de ser cremado, o que coincidiu com a data em que ele chegou \u00e0 ent\u00e3o futura capital: 5 de fevereiro.<\/p>\n<p>Carioca de Vila Isabel, Ernesto Silva passou metade da vida em Bras\u00edlia. Entre suas obras, est\u00e3o a cria\u00e7\u00e3o da Funda\u00e7\u00e3o Hospitalar do Distrito Federal e a constru\u00e7\u00e3o do Hospital de Base, na \u00e9poca chamado de Hospital Distrital de Bras\u00edlia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No apartamento onde viveu 15 anos ao lado do marido, na Asa Sul, cada objeto representa um peda\u00e7o da hist\u00f3ria de Bras\u00edlia: cartas de agradecimento do presidente Juscelino Kubitschek, homenagens de \u00f3rg\u00e3os do governo, fotografias de momentos importantes do crescimento da capital. 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