{"id":5296,"date":"2014-03-26T00:33:03","date_gmt":"2014-03-26T03:33:03","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=5296"},"modified":"2014-03-26T00:33:03","modified_gmt":"2014-03-26T03:33:03","slug":"moradores-estao-apreensivos-com-ocupacao-no-complexo-da-mare","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/moradores-estao-apreensivos-com-ocupacao-no-complexo-da-mare\/","title":{"rendered":"Moradores est\u00e3o apreensivos com ocupa\u00e7\u00e3o no Complexo da Mar\u00e9"},"content":{"rendered":"<p>Os dias que antecedem a grande opera\u00e7\u00e3o de ocupa\u00e7\u00e3o, pelo Ex\u00e9rcito, do Complexo da Mar\u00e9, s\u00e3o de apreens\u00e3o entre os cerca de 120 mil moradores do conjunto de favelas, na zona norte do Rio de Janeiro, entre a Avenida Brasil e a Linha Vermelha. No interior da comunidade Nova Holanda, a qual se tem acesso pelo port\u00e3o de tr\u00e1s do 22\u00ba Batalh\u00e3o de Pol\u00edcia Militar (BPM), o sentimento geral \u00e9 de tens\u00e3o entre os moradores. A regi\u00e3o ser\u00e1 ocupada, nos pr\u00f3ximos dias, por cerca de 4 mil homens do Ex\u00e9rcito, e futuramente receber\u00e1 mais uma Unidade de Pol\u00edcia Pacificadora (UPP).<\/p>\n<p>Quem aceita conversar com a imprensa, fala baixo, poupando as palavras e nunca se identifica. Alguns sequer respondem \u00e0 tentativa de conversa, pois em uma comunidade onde o tr\u00e1fico sempre ditou as regras, falar com estranhos, incluindo jornalistas, pode ser mal interpretado.<\/p>\n<p>Uma moradora que estava na cal\u00e7ada limitou-se a dizer: \u201cEu n\u00e3o tenho nada a ver com ningu\u00e9m, mas s\u00f3 assim os bagunceiros v\u00e3o embora\u201d. Um senhor ao lado dela comentou: \u201cEu n\u00e3o sei de nada. Nem ao Ex\u00e9rcito eu servi. Levo minha vida sem me meter com os outros\u201d.<\/p>\n<p>Mais para dentro da favela, em uma rua larga e movimentada, com um com\u00e9rcio intenso, duas viaturas do 22\u00ba BPM estavam estacionadas e os policiais faziam rondas em grupos. J\u00e1 nos becos estreitos, o trabalho era delegado aos homens do Batalh\u00e3o de Opera\u00e7\u00f5es Especiais (Bope), que faziam opera\u00e7\u00f5es de varredura no interior da comunidade. Duplas de policiais, com as tradicionais roupas pretas, vigiavam as esquinas, protegidos atr\u00e1s de postes. O nervosismo da a\u00e7\u00e3o era evidente em alguns policiais do Bope, que falavam rispidamente com a imprensa e insistiam em n\u00e3o serem fotografados.<\/p>\n<p>Alguns moradores, falando reservadamente, comentavam a a\u00e7\u00e3o do Bope: \u201c\u00c9 sempre assim, eles j\u00e1 v\u00eam no esculacho\u201d, dizia um jovem, em refer\u00eancia \u00e0 postura violenta de alguns policiais da unidade com a popula\u00e7\u00e3o local.<\/p>\n<p>Uma comerciante aceitou falar mais demoradamente com a reportagem. Segundo ela, que \u00e9 evang\u00e9lica, foi o poder da ora\u00e7\u00e3o que retirou os traficantes de frente de seu com\u00e9rcio. \u201cEra muita arma, dinheiro e papelotes. Na cara de todo mundo, inclusive das crian\u00e7as\u201d, disse ela.<\/p>\n<p>As opera\u00e7\u00f5es dos policiais do 22\u00ba BPM no dia de hoje resultaram, at\u00e9 o final da tarde, na apreens\u00e3o de tr\u00eas pistolas, quatro granadas e cerca de 20 quilos de maconha, de acordo com o comandante da unidade, coronel Walter Silva J\u00fanior.<\/p>\n<p>Enquanto os policiais militares realizavam a\u00e7\u00f5es no interior da comunidade, os primeiros homens do Ex\u00e9rcito desembarcavam na \u00e1rea. Um caminh\u00e3o de militares do Batalh\u00e3o-Escola de Comunica\u00e7\u00e3o esteve por volta das 16h de hoje (25) no 22\u00ba BPM, que serve de ponto de apoio para as opera\u00e7\u00f5es. De acordo com o coronel Silva J\u00fanior, os militares foram apenas com a miss\u00e3o de conseguir mapas da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os dias que antecedem a grande opera\u00e7\u00e3o de ocupa\u00e7\u00e3o, pelo Ex\u00e9rcito, do Complexo da Mar\u00e9, s\u00e3o de apreens\u00e3o entre os cerca de 120 mil moradores do conjunto de favelas, na zona norte do Rio de Janeiro, entre a Avenida Brasil e a Linha Vermelha. 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