{"id":53602,"date":"2015-06-16T10:10:33","date_gmt":"2015-06-16T13:10:33","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=53602"},"modified":"2015-06-16T10:24:51","modified_gmt":"2015-06-16T13:24:51","slug":"se-rollemberg-quer-governar-bem-precisa-errar-menos-e-aprender-a-pedalar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/se-rollemberg-quer-governar-bem-precisa-errar-menos-e-aprender-a-pedalar\/","title":{"rendered":"Se RR quiser governar bem, vai precisar errar menos e saber pedalar"},"content":{"rendered":"<p>S\u00e3o v\u00e1rios os nomes considerados inventores da bicicleta, popularmente chamada hoje de bike. Tem muita gente na lista, de Leonardo da Vinci a Dunlop, um escoc\u00eas que deu a apar\u00eancia atual ao ve\u00edculo de duas rodas mais utilizado em todo o mundo.<\/p>\n<p>A bike pr\u00f3xima da que conhecemos existe h\u00e1 mais de dois s\u00e9culos. Na \u00faltima d\u00e9cada a onda do politicamente correto, ambientalmente perfeito e outros apelos \u00e9ticos proliferaram.<\/p>\n<p>No meio pol\u00edtico \u00e9 um prato cheio para os profissionais do voto ganharem dividendos em tribos ecologicamente engajadas. Existem milhares de associa\u00e7\u00f5es, ONGs, confrarias, que erguem a bandeira da bike como o mais perfeito recurso para resolver os problemas da mobilidade urbana. E ningu\u00e9m ousa submet\u00ea-los a cr\u00edticas severas.<\/p>\n<p>Pega mal. Afinal, os condutores desse meio de transporte que n\u00e3o polui, n\u00e3o desperdi\u00e7a combust\u00edvel f\u00f3ssil, s\u00e3o fr\u00e1geis v\u00edtimas do tr\u00e2nsito violento, do preconceito, da indiferen\u00e7a, dizem os l\u00edderes dessas organiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<blockquote><p>Mas a realidade n\u00e3o \u00e9 essa. Tem at\u00e9 promessa de campanha que usa a quilometragem das ciclovias como extens\u00e3o de plataforma pol\u00edtica. O governo de Agnelo Queiroz pavimentou dezenas de ciclovias sem nenhum efeito pr\u00e1tico. \u00c9 bom observar que o GDF inventou a \u00fanica ciclovia de m\u00e3o \u00fanica do mundo e ela est\u00e1 localizada no Eixo Monumental de Bras\u00edlia. Existe naquela via uma que acompanha o Eixo Norte (sentido Feira Popular) e outra ao lado do Eixo Sul (sentido Congresso Nacional).<\/p><\/blockquote>\n<p>Algu\u00e9m entendido pode explicar de onde vem tal aberra\u00e7\u00e3o? Uma ciclovia serve aos dois sentidos, especialmente em um local que tem um amplo canteiro central. No Rio de Janeiro, considerada a cidade populosa que mais utiliza ciclovias no Brasil, n\u00e3o existe m\u00e3o \u00fanica. Elas servem aos dois sentidos, respeitada a prefer\u00eancia do tr\u00e2nsito \u00e0 direita.<\/p>\n<p>Nem o TCDF percebeu isso. Ou percebeu? Quanto custou duplicar uma via sem nenhuma necessidade? O ciclista que andar na contram\u00e3o ser\u00e1 multado? Quantos ciclistas pedalam ali durante a semana? S\u00e3o essas respostas que os l\u00edderes dos movimentos pr\u00f3-bike t\u00eam que responder. E as autoridades tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>Quais s\u00e3o os estudos que determinam a raz\u00e3o de construir uma ciclovia na EPTG, como foi anunciado com alarde e complac\u00eancia dos integrantes da mesa redonda em programa matinal da r\u00e1dio CBN nesta segunda-feira 15, que ningu\u00e9m nunca viu nem h\u00e1 justificativa para isso?<\/p>\n<p>Esses integrantes das v\u00e1rias organiza\u00e7\u00f5es Rodas Disso e Daquilo, n\u00e3o d\u00e3o respostas convincentes. Fazer ciclovia \u00e9 moda. Ent\u00e3o esses admiradores do ve\u00edculo politicamente correto que, ali\u00e1s, n\u00e3o utilizam as ciclovias, mas as vias dos autom\u00f3veis, inclusive com os seus pr\u00f3prios carros durante os dias \u00fateis \u2013 e est\u00e3o sempre morrendo \u2013 argumentam que s\u00e3o atletas de alto rendimento arriscando suas almas por mero altru\u00edsmo.<\/p>\n<p>Ah&#8230; \u00e9 preciso ter mesmo muita paci\u00eancia. Esta reda\u00e7\u00e3o aguarda uma foto de um desses integrantes utilizando as ciclovias de segunda a sexta-feira. Tem que ser flagrante&#8230; Vamos aos fatos, senhor diretor do DER do Distrito Federal, Henrique Ludovice, que acolheu os fundamentos dos ciclistas na mesma entrevista da r\u00e1dio que toca not\u00edcias com grande eleg\u00e2ncia. Ambos. Nos anais do pr\u00f3prio GDF existem estudos t\u00e9cnicos internacionais que revelam o perfeito planejamento do sistema vi\u00e1rio no modal bicicleta, como importante auxiliar da mobilidade urbana. Mas \u00e9 preciso n\u00e3o se deixar contaminar pela realidade holandesa.<\/p>\n<blockquote><p>Estamos em Bras\u00edlia, al\u00f4 al\u00e9m, no Brasil. A m\u00e9dia mundial de utiliza\u00e7\u00e3o de ciclovias para a locomo\u00e7\u00e3o \u00fatil (n\u00e3o \u00e9 de lazer), pelos trabalhadores \u00e9 de menos de 2 km. Ou seja, elas servem para iniciar e finalizar um percurso das suas resid\u00eancias at\u00e9 o trabalho. V\u00e3o de casa at\u00e9 atingir uma esta\u00e7\u00e3o de transporte coletivo decente \u2013 VLT, monorrail, trem, \u00f4nibus etc. Ali encontram modernos biciclet\u00e1rios onde seus ve\u00edculos de duas rodas n\u00e3o poluentes s\u00e3o guardados com seguran\u00e7a, embarcam e chegam ao destino em pouco tempo. Podem, inclusive, embarcar suas bikes.<\/p><\/blockquote>\n<p>Senhor Ludovice, desculpe a ousadia e a exposi\u00e7\u00e3o desse modesto escriba em provocar o assunto, mas foram consultados os sindicatos dos trabalhadores p\u00fablicos, da constru\u00e7\u00e3o civil, do com\u00e9rcio, estudantes? Rodas Disso e Daquilo n\u00e3o est\u00e3o preocupadas com esse p\u00fablico que poderia justificar ciclovias de 20, 30, 40 km.<\/p>\n<p>Que levante a m\u00e3o o trabalhador que vai pedalar um percurso como o de Taguatinga ou Gama at\u00e9 o Plano Piloto, ida e volta, no sol e na chuva, todos os dias, para pagar a presta\u00e7\u00e3o da sua bike, comprada com suor. Fal\u00e1cia e irresponsabilidade.<\/p>\n<p>Temos em m\u00e3os o estudo t\u00e9cnico respons\u00e1vel e o resultado da pesquisa. Eles provam porque uma ciclovia localizada no Park Way, por exemplo, est\u00e1 coberta de mato onde as cobras n\u00e3o pedalam. Nunca uma alma penada passou de bike por l\u00e1. Se quiser, podemos visit\u00e1-la. S\u00f3 n\u00e3o d\u00e1 para pedalar. Est\u00e3o enterrados ali muitos rem\u00e9dios da rede p\u00fablica de sa\u00fade. Custou dinheiro, muito dinheiro do contribuinte.<\/p>\n<p>Uma recomenda\u00e7\u00e3o, longe de querer ser simp\u00e1tico ao tema, que tem apelo forte, diga-se, \u00e9 deixar de ouvir apenas as confrarias dos elegantes com suas sapatilhas, capacetes, roupinhas coladas e bikes que custam alguns milhares de d\u00f3lares, e ou\u00e7a os especialistas dos pa\u00edses desenvolvidos, os usu\u00e1rios do transporte coletivo, trabalhadores e estudantes, antes de dar in\u00edcio a outro absurdo que \u00e9 uma ciclovia na EPTG. No desenho que \u00e9 proposto, evidentemente.<\/p>\n<blockquote><p>Fa\u00e7a a medi\u00e7\u00e3o de usu\u00e1rios nas ciclovias existentes, de segunda a domingo. O resultado \u00e9 de impressionar. Temos o resultado, inclusive em v\u00eddeo. \u00c9 melhor abrir o aut\u00f3dromo para os tais atletas de alto rendimento, que n\u00e3o entenderam at\u00e9 hoje que a bike de Leonardo da Vinci \u00e9 praticamente a mesma desde milhares de anos. Mas os autom\u00f3veis n\u00e3o. Assim teremos mais pedalantes vivos e mais trabalhadores chegando aos seus destinos sem poluir e sem ter que pedalar oito horas por dia.<\/p><\/blockquote>\n<p>Governar exige menos bajula\u00e7\u00e3o e mais bom senso. Isso sim, \u00e9 justo. E procure saber exatamente quantos pedalantes votam. N\u00e3o \u00e9 de impressionar.<\/p>\n<p><strong>Kleber Ferriche<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00e3o v\u00e1rios os nomes considerados inventores da bicicleta, popularmente chamada hoje de bike. Tem muita gente na lista, de Leonardo da Vinci a Dunlop, um escoc\u00eas que deu a apar\u00eancia atual ao ve\u00edculo de duas rodas mais utilizado em todo o mundo. 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