{"id":53762,"date":"2015-06-16T18:14:54","date_gmt":"2015-06-16T21:14:54","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=53762"},"modified":"2015-06-16T18:15:49","modified_gmt":"2015-06-16T21:15:49","slug":"gritaria-e-troca-de-insultos-marcam-a-discussao-da-lei-ao-silencio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/gritaria-e-troca-de-insultos-marcam-a-discussao-da-lei-ao-silencio\/","title":{"rendered":"Gritaria e troca de insultos marcam debate sobre a Lei ao Sil\u00eancio"},"content":{"rendered":"<p>Integrantes do governo de Bras\u00edlia, produtores culturais, artistas, religiosos e outros representantes da sociedade civil debateram nesta ter\u00e7a-feira (16) poss\u00edveis mudan\u00e7as na Lei n\u00ba 4.092, de 2008, conhecida como Lei do Sil\u00eancio, que regula a emiss\u00e3o de sons e ru\u00eddos resultantes de atividades urbanas e rurais no Distrito Federal. A discuss\u00e3o ocupou o plen\u00e1rio da C\u00e2mara Legislativa do DF durante toda a manh\u00e3 e foi proposta pelo deputado Ricardo Vale (PT), autor do Projeto de Lei n\u00ba 445, de 2015, que pretende revisar a norma vigente.<\/p>\n<p>Tenso na maior parte do tempo e permeado por vaias e aplausos, o debate apontou problemas no cumprimento da atual legisla\u00e7\u00e3o, assim como no texto que prop\u00f5e alter\u00e1-la. Artistas e representantes religiosos se queixaram sobretudo dos limites atuais para a emiss\u00e3o sonora, os quais consideram baixos, enquanto moradores reclamaram do n\u00e3o cumprimento dos par\u00e2metros.<\/p>\n<p>Integrantes do governo afirmaram que as atuais restri\u00e7\u00f5es \u00e0 polui\u00e7\u00e3o sonora devem ser respeitadas, mas que algumas medidas podem facilitar a solu\u00e7\u00e3o dos conflitos. &#8220;Esse Fla-Flu n\u00e3o interessa a ningu\u00e9m. Temos de buscar uma legisla\u00e7\u00e3o que atenda a todos \u2014 o que n\u00e3o se far\u00e1 com paix\u00e3o, mas com intelig\u00eancia e estudo&#8221;, alegou o secret\u00e1rio de Cultura, Guilherme Reis. &#8220;S\u00f3 vamos resolver o problema se todos estiverem dispostos a ceder um pouco para chegarmos a um consenso&#8221;, concordou o secret\u00e1rio de Turismo, Jaime Recena.<\/p>\n<p>O governo de Bras\u00edlia tem um grupo de trabalho para debater a polui\u00e7\u00e3o sonora, do qual participam agentes culturais e engenheiros ac\u00fasticos. Reis deu exemplos de propostas discutidas no colegiado, como o estabelecimento de par\u00e2metros diferenciados de toler\u00e2ncia conforme o local, o hor\u00e1rio ou o dia da semana. O secret\u00e1rio do Meio Ambiente, Andr\u00e9 Lima, ressaltou que o Executivo local n\u00e3o \u00e9 favor\u00e1vel \u00e0 mudan\u00e7a da lei nem contra, mas que o objetivo principal \u00e9 achar solu\u00e7\u00f5es que pacifiquem os conflitos constatados no dia a dia. Ele citou ainda a possibilidade de financiamento, por meio do Banco de Bras\u00edlia, de melhorias de isolamento ac\u00fastico nos estabelecimentos.<\/p>\n<p>A presidente do Instituto Bras\u00edlia Ambiental (Ibram), Jane Vilas B\u00f4as, esclareceu que o \u00f3rg\u00e3o n\u00e3o fiscaliza seletivamente, mas conforme o recebimento de den\u00fancias. Ela contou que a maior parte das multas por polui\u00e7\u00e3o sonora aplicadas pelo instituto nos \u00faltimos anos foi para empreendimentos de Ceil\u00e2ndia, e a regi\u00e3o com mais advert\u00eancias \u00e9 Taguatinga. Jane elencou ainda estabelecimentos comerciais e religiosos que, advertidos, fizeram adequa\u00e7\u00f5es ac\u00fasticas e evitaram a aplica\u00e7\u00e3o de penalidade.<\/p>\n<p>O deputado Ricardo Vale reclamou da intoler\u00e2ncia e do individualismo da sociedade, tanto por parte de moradores quanto de propriet\u00e1rios de estabelecimentos, e pregou o di\u00e1logo para a solu\u00e7\u00e3o do impasse. &#8220;Existe um problema na cidade trazido por essa lei, e a gente precisa discuti-la&#8221;, justificou o autor do PL 445, queixando-se do fechamento de bares, restaurantes e igrejas que ultrapassam os limites atualmente estabelecidos para a emiss\u00e3o de ru\u00eddo. Ele salientou ainda que o projeto de lei pode ser alterado por outros parlamentares ao longo da tramita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;Esta lei nasceu de um projeto absurdo, sem discuss\u00e3o, e est\u00e1 afetando as nossas vidas&#8221;, lamentou o pianista R\u00eanio Quintas, lembrando da r\u00e1pida tramita\u00e7\u00e3o da Lei do Sil\u00eancio, sancionada em 2008. A flautista Gabriela Tunes, do movimento Quem desligou o som?, apresentou levantamento segundo o qual muitas cidades do Brasil e do mundo adotam par\u00e2metros de ru\u00eddo mais elevados do que os aplicados em Bras\u00edlia. &#8220;Isso mostra que n\u00e3o \u00e9 nada fora de prop\u00f3sito sugerirmos um aumento no limite de decib\u00e9is&#8221;, defendeu. &#8220;Reconhecemos o direito das pessoas de dormirem, de terem sil\u00eancio, mas proteger o incomodado n\u00e3o \u00e9 amorda\u00e7ar o emissor.&#8221;<\/p><\/blockquote>\n<p>O f\u00edsico e pesquisador em ac\u00fastica ambiental S\u00e9rgio Garavelli frisou a necessidade de fundamenta\u00e7\u00e3o e embasamento antes de qualquer altera\u00e7\u00e3o. &#8220;N\u00e3o podemos perder de vista as pesquisas cient\u00edficas e os resultados que elas indicam&#8221;, afirmou, alertando que a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade indica que a polui\u00e7\u00e3o sonora deve ser tratada como uma quest\u00e3o de sa\u00fade p\u00fablica.<\/p>\n<p><strong>\u00c9tore Medeiros, Ag\u00eancia Bras\u00edlia<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Integrantes do governo de Bras\u00edlia, produtores culturais, artistas, religiosos e outros representantes da sociedade civil debateram nesta ter\u00e7a-feira (16) poss\u00edveis mudan\u00e7as na Lei n\u00ba 4.092, de 2008, conhecida como Lei do Sil\u00eancio, que regula a emiss\u00e3o de sons e ru\u00eddos resultantes de atividades urbanas e rurais no Distrito Federal. 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