{"id":56565,"date":"2015-07-07T10:02:26","date_gmt":"2015-07-07T13:02:26","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=56565"},"modified":"2015-07-07T10:12:26","modified_gmt":"2015-07-07T13:12:26","slug":"formada-pela-unb-priscila-cria-tecnologia-para-detectar-cancer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/formada-pela-unb-priscila-cria-tecnologia-para-detectar-cancer\/","title":{"rendered":"Formada pela UnB, Priscila cria tecnologia para detectar c\u00e2ncer"},"content":{"rendered":"<p class=\"texto\">Dados publicados em 2014 pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade apontam que, em duas d\u00e9cadas, ser\u00e3o descobertos 22 milh\u00f5es de novos casos de c\u00e2ncer ao ano em todo o planeta. Apesar dos avan\u00e7os nos m\u00e9todos de tratamento da doen\u00e7a, o relat\u00f3rio destaca a necessidade do desenvolvimento de a\u00e7\u00f5es para diagn\u00f3stico precoce, a fim de aumentar as chances de cura dos pacientes.<\/p>\n<p class=\"texto\">H\u00e1 sete anos no Instituto de Microeletr\u00f4nica de Madri, Priscila Kosaka (35) tem se tornado conhecida no meio cient\u00edfico por desenvolver uma tecnologia capaz de detectar a incid\u00eancia de c\u00e9lulas do c\u00e2ncer por meio de exames de sangue, mesmo quando os sintomas habituais ainda n\u00e3o s\u00e3o percebidos no paciente.<\/p>\n<p class=\"texto\">A nova maneira \u2013 al\u00e9m de bem menos invasiva \u2013 possui margem de erro de apenas dois casos em cada 10 mil. Ap\u00f3s aprimoramentos, seria capaz de identificar o tipo espec\u00edfico de c\u00e2ncer a que pertenceria determinada amostra.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"texto\">A t\u00e9cnica tamb\u00e9m pode diagnosticar outras doen\u00e7as, como hepatite e Alzheimer. Os resultados foram publicados na edi\u00e7\u00e3o de novembro de 2014 da revista <em>Nature Nanotechnology<\/em> e abriram novos horizontes para a pesquisa cient\u00edfica voltada ao tema.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"texto\">Ainda s\u00e3o necess\u00e1rios novos testes e financiamentos para a continuidade da pesquisa, mas a proje\u00e7\u00e3o de Priscila Kosaka \u00e9 de que o biomarcador esteja dispon\u00edvel no mercado em dez anos e a\u00a0 pre\u00e7o acess\u00edvel \u00e0 popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"texto\">\u201cO sensor que usamos \u00e9 feito com a mesma tecnologia aplicada na fabrica\u00e7\u00e3o dos chips de computadores. Atualmente, o pre\u00e7o de cada sensor \u00e9 caro, mas se fabricamos muitos, cai consideravelmente\u201d, explica.<\/p>\n<p class=\"texto\">Priscila se formou pela UnB em 2002. Foi durante a primeira experi\u00eancia acad\u00eamica que a cientista desenvolveu o interesse pela pesquisa. \u201cA forma\u00e7\u00e3o que a Universidade me proporcionou foi crucial. Durante o curso de Qu\u00edmica, tive excelentes professores, que me passaram todo conhecimento necess\u00e1rio para eu me desenvolver como pesquisadora. Sou muito agradecida a todos eles\u201d, conta.<\/p>\n<p class=\"texto\">Entre as experi\u00eancias, a pesquisadora destaca per\u00edodos de est\u00e1gio com os professores Elton Bauer do Departamento de Engenharia e Maria Jos\u00e9 Ara\u00fajo Sales do Instituto de Qu\u00edmica. \u201cHoje, Maria Jos\u00e9 \u00e9 uma grande amiga e ela foi meu primeiro exemplo de mulheres na ci\u00eancia\u201d, diz.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"texto\">A inspira\u00e7\u00e3o para empregar seus conhecimentos em prol da sociedade tamb\u00e9m teve origem na Universidade de Bras\u00edlia. \u201cAchava impressionante como os pesquisadores aplicavam o conhecimento cient\u00edfico em benef\u00edcio da ind\u00fastria ou da sa\u00fade das pessoas. No \u00faltimo ano do curso, eu sabia que queria usar o que tinha aprendido para desenvolver alguma coisa \u00fatil para a sociedade, mas para isso eu tinha que aprender mais. Tinha que aprender a fazer ci\u00eancia\u201d, relata.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"texto\">J\u00e1 em 2003, Priscila contou com o incentivo da irm\u00e3, que fazia mestrado na Universidade de S\u00e3o Paulo, para continuar se especializando. \u201cAchei a ideia boa. Gostava muito da UnB, mas ao mesmo tempo senti que deveria sair um pouco da minha zona de conforto\u201d.<\/p>\n<p class=\"texto\">Os primeiros contatos com a nanotecnologia surgiram ao longo do doutorado. Para aprofundar-se no tema, Priscila procurou refer\u00eancias fora do pa\u00eds. Em 2008, apresentou-se a cientistas europeus em busca de oportunidade para o p\u00f3s-doutorado, conseguiu bolsa do governo espanhol e desde ent\u00e3o tem se dedicado aos nanossensores biol\u00f3gicos.<\/p>\n<p class=\"texto\">Em fase de total dedica\u00e7\u00e3o ao projeto, Priscila e sua equipe t\u00eam buscado novos avan\u00e7os. Observando seu campo de atua\u00e7\u00e3o dentro e fora do pa\u00eds, a cientista brasileira acredita que a pesquisa cient\u00edfica, de modo geral, ainda tem um longo caminho a trilhar. A come\u00e7ar pelo reconhecimento de sua import\u00e2ncia para o bem comum.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"texto\">\u201cSei que no Brasil temos pesquisadores excelentes, que fazem m\u00e1gica para continuar pesquisando. Pesquisar \u00e9 caro e o retorno do que foi investido na pesquisa \u00e9 demorado, mas \u00e9 isso que vai trazer desenvolvimento e empregos no futuro para um pa\u00eds\u201d, analisa.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"texto\">Mesmo encontrando seu espa\u00e7o no exterior, Priscila tem a expectativa de reeditar os estudos e pesquisas em parceria com cientistas brasileiros, que come\u00e7aram em Bras\u00edlia h\u00e1 quase 18 anos. \u201cSeria muito bom se algum dia eu pudesse colaborar com pesquisadores n\u00e3o s\u00f3 da UnB, mas de diversas universidades no Brasil\u201d.<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong><a class=\"assina1\" href=\"mailto:renanapuk@unb.br\">Renan Apuk<\/a>, Ag\u00eancia UnB<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dados publicados em 2014 pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade apontam que, em duas d\u00e9cadas, ser\u00e3o descobertos 22 milh\u00f5es de novos casos de c\u00e2ncer ao ano em todo o planeta. 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