{"id":58418,"date":"2015-07-21T06:30:38","date_gmt":"2015-07-21T09:30:38","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=58418"},"modified":"2015-07-21T07:35:56","modified_gmt":"2015-07-21T10:35:56","slug":"mar-de-camisinha-ao-lado-de-motel-irrita-cariocas-do-catete","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/mar-de-camisinha-ao-lado-de-motel-irrita-cariocas-do-catete\/","title":{"rendered":"&#8216;Mar de camisinha&#8217; ao lado de motel irrita cariocas do Catete"},"content":{"rendered":"<p>H\u00e1 dois anos, durante o Carnaval, o aposentado Ant\u00f4nio Carlos Barbosa da Silva, 67, observava a movimenta\u00e7\u00e3o dos blocos de rua na Gl\u00f3ria, no Rio, quando foi surpreendido por um &#8220;mar de camisinhas&#8221; que se formava em frente \u00e0 porta de seu pr\u00e9dio, situado na rua do Catete, na zona sul da cidade.<\/p>\n<p>S\u00edndico do condom\u00ednio, que fica ao lado do motel Love Time, o idoso se dirigiu ao local e testemunhou uma cena que, segundo ele, foi &#8220;uma das coisas mais grotescas que j\u00e1 viu&#8221;. &#8220;Os preservativos pulavam do bueiro. Eles borbulhavam e escorriam pela cal\u00e7ada&#8221;, afirmou em entrevista ao Uol.<\/p>\n<p>&#8220;Havia um bloco de Carnaval com muitos turistas se concentrando na rua. Eles olhavam para as camisinhas com uma cara de nojo&#8221;, disse ele. &#8220;Foi uma coisa realmente vergonhosa para todos os moradores.&#8221;<\/p>\n<p>Barbosa relata que esse tem sido um problema recorrente nos \u00faltimos seis anos, per\u00edodo em que diz ter solicitado servi\u00e7os de manuten\u00e7\u00e3o da Cedae (Companhia Estadual de \u00c1guas e Esgotos) mais de 20 vezes.<\/p>\n<p>&#8220;Em m\u00e9dia, a gente precisa ligar e chamar os t\u00e9cnicos de quatro a cinco vezes ao ano&#8221;, disse. &#8220;Mas a culpa n\u00e3o \u00e9 da Cedae. A responsabilidade \u00e9 do motel, que est\u00e1 causando um transtorno muito grande n\u00e3o s\u00f3 para n\u00f3s [moradores]. Isso \u00e9 uma vergonha para o bairro. Por isso que, desde 2013, eu coloco a minha plaquinha: &#8216;Vergonha do bairro&#8217;. Mas n\u00e3o adianta, pois eles jogam a culpa na Cedae.&#8221;<\/p>\n<p>O gerente do motel Love Time, S\u00e9rgio Fernando, afirmou ao UOL ter providenciado, h\u00e1 alguns anos, a instala\u00e7\u00e3o de uma caixa coletora para impedir que o material descartado pelos clientes entupisse a rede de esgoto. Segundo ele, o problema foi resolvido.<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;\u00c9 poss\u00edvel que ainda tenha algum vazamento espor\u00e1dico, mas n\u00e3o com preservativos saindo pelo bueiro. N\u00f3s fazemos a limpeza di\u00e1ria da caixa coletora&#8221;, declarou Fernando, que n\u00e3o soube especificar h\u00e1 quanto tempo a caixa coletiva foi instalada.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Confronto de vers\u00f5es<\/strong><br \/>\nQuando o bueiro transborda, al\u00e9m de fixar a placa com a mensagem &#8220;Vergonha do bairro&#8221; na grade que protege a entrada do condom\u00ednio, o s\u00edndico solicita o servi\u00e7o da Cedae, que vai ao local e desentope a rede coletora. &#8220;Eles v\u00eam e fica tudo limpinho, como est\u00e1 agora. O problema \u00e9 que se trata de uma medida paliativa. Daqui a dois ou tr\u00eas meses, voc\u00eas podem vir aqui que estar\u00e1 tudo sujo de novo. Quando est\u00e1 limpo, eu retiro a placa, mas ela n\u00e3o consegue ficar muito tempo guardada. O motel n\u00e3o deixa&#8221;, declarou. A Cedae foi procurada pela reportagem, mas n\u00e3o se pronunciou at\u00e9 o fechamento deste texto.<\/p>\n<p>Outros moradores corroboram a vers\u00e3o do s\u00edndico. &#8220;Voc\u00ea acaba trazendo esse tipo de res\u00edduo para dentro de casa, pois \u00e9 obrigado a pisar nas camisinhas. \u00c9 revoltante voc\u00ea chegar em casa e encontrar camisinhas na sua porta&#8221;, afirmou a advogada Carla Vitorino Gomes, 46. Para a engenheira florestal Denise Alves, 50, que diz ter especializa\u00e7\u00e3o em gest\u00e3o ambiental, &#8220;esse \u00e9 um problema de sa\u00fade p\u00fablica&#8221;.<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;Moro aqui h\u00e1 13 anos e percebo que isso \u00e9 uma sangria que n\u00e3o cura. A Cedae sempre vem e limpa, mas \u00e9 necess\u00e1rio que um perito judicial fa\u00e7a uma an\u00e1lise para apontar responsabilidades&#8221;, disse. &#8220;A Gl\u00f3ria \u00e9 um bairro com p\u00e9ssima drenagem, pois o mar vinha at\u00e9 aqui. Por ser uma \u00e1rea aterrada, as ruas alagam com muita facilidade. Com essas camisinhas boiando por a\u00ed, h\u00e1 um risco enorme. Algu\u00e9m pode se ferir e acabar pisando nesse material patog\u00eanico.&#8221;<\/p><\/blockquote>\n<p>Barbosa relatou uma de suas tentativas frustradas de chamar aten\u00e7\u00e3o dos respons\u00e1veis pelo motel. &#8220;Eu peguei uma vassoura e comecei a pescar algumas camisinhas. Depois disso, joguei em cima do carro de um dos donos do motel, que sempre para aqui perto&#8221;, afirmou. &#8220;Eu pensei que ele chamaria a pol\u00edcia, que ir\u00edamos \u00e0 delegacia. Era tudo que eu queria. Mas a rea\u00e7\u00e3o dele foi mandar um funcion\u00e1rio limpar.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 dois anos, durante o Carnaval, o aposentado Ant\u00f4nio Carlos Barbosa da Silva, 67, observava a movimenta\u00e7\u00e3o dos blocos de rua na Gl\u00f3ria, no Rio, quando foi surpreendido por um &#8220;mar de camisinhas&#8221; que se formava em frente \u00e0 porta de seu pr\u00e9dio, situado na rua do Catete, na zona sul da cidade. 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