{"id":66715,"date":"2015-09-08T21:04:46","date_gmt":"2015-09-09T00:04:46","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=66715"},"modified":"2015-09-09T12:00:03","modified_gmt":"2015-09-09T15:00:03","slug":"supremo-abre-acao-penal-contra-deputado-paulinho-da-forca-por-lavagem-de-dinheiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/supremo-abre-acao-penal-contra-deputado-paulinho-da-forca-por-lavagem-de-dinheiro\/","title":{"rendered":"Supremo abre a\u00e7\u00e3o penal contra Paulinho da For\u00e7a por suspeita de lavagem de dinheiro"},"content":{"rendered":"<p>A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) abriu nesta ter\u00e7a (8) a\u00e7\u00e3o penal contra o deputado federal Paulo Pereira da Silva (SD-SP), conhecido como Paulinho da For\u00e7a Sindical. Por unanimidade, os ministros receberam den\u00fancia apresentada pela Procuradoria-Geral da Rep\u00fablica (PGR), por entenderem que h\u00e1 provas do cometimento dos crimes de lavagem de dinheiro e contra o sistema financeiro nacional.<\/p>\n<p>De acordo com a procuradoria, o parlamentar foi benefici\u00e1rio de um esquema de desvios de dinheiro em empr\u00e9stimos de financiamento entre o Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES), a prefeitura de Praia Grande (SP) e as Lojas Marisa. Os fatos foram investigados na Opera\u00e7\u00e3o Santa Tereza, deflagrada pela Pol\u00edcia Federal em 2008.<\/p>\n<p>Segundo a acusa\u00e7\u00e3o, o esquema de desvios ocorria por meio da falsifica\u00e7\u00e3o de notas fiscais para tentar explicar a aplica\u00e7\u00e3o do dinheiro repassado pelo banco, cujos montantes eram divididos entre os envolvidos. De acordo com a den\u00fancia, os crimes eram facilitados por Jo\u00e3o Pedro de Moura, ex-assessor do deputado e ex-integrante da For\u00e7a Sindical no conselho do BNDES.<\/p>\n<p>Segundo o subprocurador Paulo Gonet, o valor cobrado nos contratos era 4%. \u201cO denunciado [deputado], em troca de favores pol\u00edticos, recebia uma parte das comiss\u00f5es. Que era paga \u00e0 quadrilha e benefici\u00e1rios desses empr\u00e9stimos concedidos pelo BNDES\u201d, disse.<\/p>\n<p>Para o ministro Teori Zavascki, relator da a\u00e7\u00e3o penal, conversas telef\u00f4nicas gravadas pela Pol\u00edcia Federal indicam que houve o desvio dos recursos. Segundo o ministro, planilhas manuscritas e cheques apreendidos mostram a divis\u00e3o dos valores, que foram recebidos por interm\u00e9dio de consultorias inexistentes e depositados na conta da ONG Meu Guri, ligada ao deputado, para ocultar a origem dos recursos.<\/p>\n<p>\u201cA den\u00fancia apontou que a suposta associa\u00e7\u00e3o criminosa seria composta, entre outros, pelo acusado [Paulinho], que se utilizaria sua influ\u00eancia junto ao BNDES para conseguir aprova\u00e7\u00e3o do financiamento, cobrando como contrapartida, comiss\u00f5es, que variavam de 2% e 4% do valor financiado. A influ\u00eancia exercida decorreria dos cargos ocupados pelo acusado, deputado federal, e de presidente da For\u00e7a Sindical\u201d, disse o ministro.<\/p>\n<p>Advogado do parlamentar, Marcelo Leal afirmou que os e-mails que constam nas investiga\u00e7\u00f5es provam que os servi\u00e7os da empresa de consultoria Probus, acusada de falsificar as notas, foram efetivamente prestados. \u201cO paciente n\u00e3o teve participa\u00e7\u00e3o nos supostos fatos delituosos\u201d, afirmou Leal.<\/p>\n<p><strong>Andr\u00e9 Richter &#8211; ABr<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) abriu nesta ter\u00e7a (8) a\u00e7\u00e3o penal contra o deputado federal Paulo Pereira da Silva (SD-SP), conhecido como Paulinho da For\u00e7a Sindical. 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