{"id":67513,"date":"2015-09-13T15:45:46","date_gmt":"2015-09-13T18:45:46","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=67513"},"modified":"2015-09-14T20:18:11","modified_gmt":"2015-09-14T23:18:11","slug":"dilma-recebe-ultimato-basta-e-assumir-as-responsabilidades-ou-sair","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/dilma-recebe-ultimato-basta-e-assumir-as-responsabilidades-ou-sair\/","title":{"rendered":"Dilma recebe ultimato. Basta! \u00c9 assumir responsabilidade ou sair"},"content":{"rendered":"<p>Os grandes jornais do pa\u00eds se alvoro\u00e7am. Quem dir\u00e1 &#8220;Basta&#8221; a Dilma Rousseff, como fez o Correio da Manh\u00e3 h\u00e1 51 anos, depondo Jo\u00e3o Goulart?<\/p>\n<p>Procura-se um editorial com a for\u00e7a do &#8221;Basta!&#8221;, como este colunista antecipou em postagem anterior.<\/p>\n<p>A Folha de S.Paulo, com sua enorme aceita\u00e7\u00e3o na classe m\u00e9dia alta e na ascendente, intelectuais e formadores de opini\u00e3o, emitiu um quase-basta neste domingo, 13, com o editorial &#8220;\u00datima Chance&#8221;.<\/p>\n<p>N\u00e3o foi propriamente um Basta, com B mai\u00fasculo, como o escrito pelo editorialista Otto Maria Carpeaux no Correio da Manh\u00e3, no Rio, em 31 de mar\u00e7o de 1964.<\/p>\n<p>N\u00e3o se brinca com um basta. Ou \u00e9 um Basta completo e definitivo, ou n\u00e3o deve ser um mero basta.<\/p>\n<p>Hoje, um assessor da presidente Dilma deve lhe ter levado o editorial da Folha bem cedo da manh\u00e3.<\/p>\n<p>Ela deve ter posto os \u00f3culos sobre as letras grossas do Clipping da EBC e come\u00e7ado a ler:<\/p>\n<p>&#8220;\u00c0s voltas com uma grav\u00edssima crise pol\u00edtico-econ\u00f4mica, que ajudou a criar e a que tem respondido de forma err\u00e1tica e descoordenada; vivendo a corros\u00e3o vertiginosa de seu apoio popular e parlamentar, a que se soma o desmantelamento \u00e9tico do PT e dos partidos que lhe prestaram apoio, a administra\u00e7\u00e3o Dilma Rousseff est\u00e1 por um fio. A presidente abusou do direito de errar. Em menos de dez meses do segundo mandato, perdeu a credibilidade e esgotou as reservas de paci\u00eancia que a sociedade lhe tinha a conferir. Precisa, agora, demonstrar que ainda tem capacidade pol\u00edtica de apresentar rumos para o pa\u00eds no tempo que lhe resta de governo.&#8221;<\/p>\n<p>Dilma deve ter interrompido a leitura neste trecho para uma reflex\u00e3o. Sentiu-se encorajada, porque o jornal dos Frias lhe deu uma chance de reagir, pois \u201cainda tem capacidade pol\u00edtica\u201d.<\/p>\n<p>Foi em frente na leitura.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 imprescind\u00edvel conter o aumento da d\u00edvida p\u00fablica e a degrada\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica. Cortes nos gastos ter\u00e3o de ser feitos com radicalidade sem precedentes, sob pena de que se tornem realidade pesadelos ainda piores, como o fantasma da infla\u00e7\u00e3o descontrolada. A conten\u00e7\u00e3o de despesas deve se concentrar em benef\u00edcios perdul\u00e1rios da Previd\u00eancia, cujas regras est\u00e3o em descompasso n\u00e3o s\u00f3 com a conjuntura mas tamb\u00e9m com a evolu\u00e7\u00e3o demogr\u00e1fica nacional. Deve mirar ainda subs\u00eddios a setores espec\u00edficos da economia e desembolsos para parte dos programas sociais.&#8221;<\/p>\n<p>(&#8220;At\u00e9 aqui, \u00f3timo&#8221; &#8211; h\u00e1 de ter cogitado l\u00e1 com os bot\u00f5es do robe -, porque \u00e9 exatamente o que estamos tentando fazer&#8221;.)<\/p>\n<p>E a presidente seguiu na leitura:<\/p>\n<p>&#8220;Embora dr\u00e1sticas, tais medidas ser\u00e3o insuficientes para tapar o rombo or\u00e7ament\u00e1rio cavado pela in\u00e9pcia presidencial. Uma vez implementadas, por\u00e9m, dar\u00e3o ao governo cr\u00e9dito para demandar outro sacrif\u00edcio \u2013 a saber, alguma eleva\u00e7\u00e3o da j\u00e1 obscena carga tribut\u00e1ria, um fardo a ser repartido do modo mais justo poss\u00edvel entre as diversas camadas da popula\u00e7\u00e3o. N\u00e3o h\u00e1, infelizmente, como fugir de um aumento de impostos, recorrendo-se a novas al\u00edquotas sobre a renda dos mais privilegiados e \u00e0 amplia\u00e7\u00e3o emergencial de taxas sobre combust\u00edveis, por exemplo. Ser\u00e3o imensas, escusado dizer, as resist\u00eancias da sociedade a iniciativas desse tipo. O pa\u00eds, contudo, n\u00e3o tem escolha. A presidente Dilma Rousseff tampouco: n\u00e3o lhe restar\u00e1, caso se dobre sob o peso da crise, sen\u00e3o abandonar suas responsabilidades presidenciais e, eventualmente, o cargo que ocupa&#8221;.<\/p>\n<p>Fim da leitura. N\u00e3o houve propriamente um Basta. Houve um ultimato. Dilma recebeu um \u00faltimo aviso: &#8220;N\u00e3o se deixar dobrar sob o peso da crise&#8221;.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 nada, mas pode ser tudo o que precisa no momento: a sinaliza\u00e7\u00e3o que \u00e0 banca financeira, somada ao establishment econ\u00f4mico, n\u00e3o interessa agora o impeachment. Foi o recado que o editorial trouxe.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os grandes jornais do pa\u00eds se alvoro\u00e7am. Quem dir\u00e1 &#8220;Basta&#8221; a Dilma Rousseff, como fez o Correio da Manh\u00e3 h\u00e1 51 anos, depondo Jo\u00e3o Goulart? Procura-se um editorial com a for\u00e7a do &#8221;Basta!&#8221;, como este colunista antecipou em postagem anterior. 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