{"id":68326,"date":"2015-09-17T17:27:05","date_gmt":"2015-09-17T20:27:05","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=68326"},"modified":"2015-09-18T15:19:57","modified_gmt":"2015-09-18T18:19:57","slug":"supremo-da-basta-a-lavagem-e-proibe-doacao-de-empresas-a-politicos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/supremo-da-basta-a-lavagem-e-proibe-doacao-de-empresas-a-politicos\/","title":{"rendered":"Supremo d\u00e1 um basta \u00e0 lavagem e pro\u00edbe doa\u00e7\u00e3o de empresa a partido e pol\u00edtico"},"content":{"rendered":"<p>O\u00a0Supremo Tribunal Federal decidiu nesta quinta-feira, 17, que as empresas est\u00e3o proibidas de fazer doa\u00e7\u00f5es a cadidatos e partidos pol\u00edticos. Analistas avaliam que a medida dificultar\u00e1 atos futuros de corrup\u00e7\u00e3o, como as identificadas pela Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato.<\/p>\n<p>A vota\u00e7\u00e3o contra as doa\u00e7\u00f5es foi de 8 a 3. A a\u00e7\u00e3o que contestou as contribui\u00e7\u00f5es empresariais no financiamento pol\u00edtico foi movida em 2013 pela Ordem dos Advogados do Brasil. O argumento \u00e9 o que o poder econ\u00f4mico desequilibra a disputa eleitoral.<\/p>\n<p>O julgamento come\u00e7ou em dezembro de 2013 e foi interrompido duas vezes. Em 2013, o ministro Teori Zavascki pediu vistas e, em abril de 2014, o ministro Gilmar Mendes fez o mesmo. O julgamento s\u00f3 foi retomado nesta quarta-feira (16).<\/p>\n<p>Na quarta-feira, Mendes votou pela permiss\u00e3o das contribui\u00e7\u00f5es eleitorais das empresas. Tamb\u00e9m votou favoravelmente o ministro Teori Zavascki e Celso de Mello, o \u00faltimo a votar nesta quinta.<\/p>\n<p>A ministra Carmen L\u00facia votou contra a continuidade do financiamento privado de campanhas pol\u00edticas. Para a ministra, a influ\u00eancia das doa\u00e7\u00f5es desiguala a disputa eleitoral entre os partidos e internamente, pois o candidato passa a representar os interesse das empresas e n\u00e3o do cidad\u00e3o em sua fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n<p>Para a ministra Rosa Weber, o poder econ\u00f4mico das doa\u00e7\u00f5es de empresas desequilibra o jogo politico. \u201cA influencia do poder econ\u00f4mico culmina por transformar o processo eleitoral em jogo pol\u00edtico de cartas marcadas, que faz o eleitor um fantoche.\u201d<\/p>\n<p>A maioria dos ministros acompanhou o voto do relator, Luiz Fux, proferido no ano passado. Segundo o ministro, as \u00fanicas fontes legais de recursos dos partidos devem ser doa\u00e7\u00f5es de pessoas f\u00edsicas e repasses do Fundo Partid\u00e1rio, garantidos pela Constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Pela regra atual, as empresas podem doar at\u00e9 2% do faturamento bruto obtido no ano anterior ao da elei\u00e7\u00e3o. Para pessoas f\u00edsicas, a doa\u00e7\u00e3o \u00e9 limitada a 10% do rendimento bruto do ano anterior.<\/p>\n<p>O fim do financiamento privado recebeu votos do relator, ministro Luiz Fux, e dos ministros Lu\u00eds Roberto Barroso, Dias Toffoli, Joaquim Barbosa (aposentado), Marco Aur\u00e9lio, Ricardo Lewandowski, Rosa Weber e Carmen L\u00facia. Teori Zavascki, Gilmar Mendes e Celso de Mello votaram a favor das doa\u00e7\u00f5es de empresas. Edson Fachin n\u00e3o votou, porque substituiu Barbosa.<\/p>\n<p><strong>Felipe Meirelles, com Ag\u00eancias<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O\u00a0Supremo Tribunal Federal decidiu nesta quinta-feira, 17, que as empresas est\u00e3o proibidas de fazer doa\u00e7\u00f5es a cadidatos e partidos pol\u00edticos. Analistas avaliam que a medida dificultar\u00e1 atos futuros de corrup\u00e7\u00e3o, como as identificadas pela Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato. A vota\u00e7\u00e3o contra as doa\u00e7\u00f5es foi de 8 a 3. 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