{"id":68713,"date":"2015-09-20T08:49:40","date_gmt":"2015-09-20T11:49:40","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=68713"},"modified":"2015-09-20T10:52:53","modified_gmt":"2015-09-20T13:52:53","slug":"planalto-aposta-em-renan-para-cortar-forca-do-impeachment-que-ameaca-dilma","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/planalto-aposta-em-renan-para-cortar-forca-do-impeachment-que-ameaca-dilma\/","title":{"rendered":"Planalto aposta em Renan para barrar impeachment que amea\u00e7a Dilma como forca"},"content":{"rendered":"<p>Diante do apoio recebido na C\u00e2mara dos Deputados pelo movimento em favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff, o Pal\u00e1cio do Planalto passou a apostar no Senado como a \u00faltima e mais segura barreira para evitar a interrup\u00e7\u00e3o deste segundo mandato da petista.<\/p>\n<p>O Senado, lembra reportagem do jornal O Estado de S.Paulo, \u00e9 respons\u00e1vel por dar seguimento ao processo ap\u00f3s a C\u00e2mara dos Deputados autorizar sua abertura. Na quinta-feira passada, o presidente da C\u00e2mara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), recebeu o pedido de impeachment assinado pelos juristas H\u00e9lio Bicudo e Miguel Reale J\u00fanior.<\/p>\n<p>O texto conta com o apoio de uma frente de oposi\u00e7\u00e3o e foi considerado reservadamente pelo Pal\u00e1cio do Planalto como sendo o mais bem fundamentado e consistente entre os 13 que atualmente est\u00e3o na Casa.<\/p>\n<p>Por causa disso, anteontem, o ex-presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva se reuniu com Cunha para pedir a ele que n\u00e3o leve adiante o pedido, tamanha a preocupa\u00e7\u00e3o com essa possibilidade. No entanto, o diagn\u00f3stico do Planalto \u00e9 de que o presidente da C\u00e2mara, rompido com a presidente Dilma, n\u00e3o dever\u00e1 acatar o pedido de Lula.<\/p>\n<p>Diante dessa adversidade, os governistas mapearam o apoio a Dilma no Senado e j\u00e1 iniciaram o corpo a corpo com a base de apoio \u00e0 presidente. Desde o retorno do recesso parlamentar, no in\u00edcio de agosto, o governo melhorou suas rela\u00e7\u00f5es com o presidente da Casa, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), o que favorece as articula\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o podemos brincar. Est\u00e1 todo mundo atento ao andamento na C\u00e2mara&#8221;, afirmou o l\u00edder do governo no Senado, Delc\u00eddio Amaral (PT-MS). Nas contas realizadas por integrantes da articula\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, haveria 43 votos a favor do impeachment no Senado. Esse n\u00famero asseguraria a perman\u00eancia de Dilma na Presid\u00eancia. Para que ela seja impedida de concluir o mandato s\u00e3o necess\u00e1rios ao menos 54 senadores a favor.<\/p>\n<p>O mapeamento dos votos do governo tamb\u00e9m foi feito no calor das discuss\u00f5es da c\u00fapula do Pal\u00e1cio do Planalto a respeito da pr\u00f3xima sess\u00e3o do Congresso, prevista para ter\u00e7a-feira. Na ordem do dia, estar\u00e3o os vetos presidenciais \u00e0 chamada &#8220;pauta bomba&#8221;, integrada por propostas que podem elevar os gastos do governo federal.<\/p>\n<p>Entre as principais preocupa\u00e7\u00f5es do Executivo est\u00e1 a derrubada do veto ao projeto que estabelece o aumento do Judici\u00e1rio, que pode causar rombo de cerca de R$ 26 bilh\u00f5es ao Or\u00e7amento da Uni\u00e3o para 2016. A derrubada de algum veto ser\u00e1 considerado um term\u00f4metro pelo governo para o processo de impeachment.<\/p>\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o de integrantes da c\u00fapula do Senado e at\u00e9 lideran\u00e7as de oposi\u00e7\u00e3o da Casa \u00e9 a de que, ao contr\u00e1rio da C\u00e2mara, o processo ainda n\u00e3o &#8220;est\u00e1 maduro&#8221; para o impedimento da petista. Essa foi a constata\u00e7\u00e3o feita na madrugada da quarta-feira passada, quando l\u00edderes do PMDB se reuniram com Renan.<\/p>\n<p>O entendimento inicial \u00e9 de que as rea\u00e7\u00f5es contr\u00e1rias dos parlamentares da base e do pr\u00f3prio PT aos principais itens do novo pacote deixar\u00e3o o ambiente em Bras\u00edlia sob uma nuvem de &#8220;total incerteza&#8221; quanto aos rumos do atual governo.<\/p>\n<p>No encontro, parte dos presentes considerou que n\u00e3o cabe \u00e0 c\u00fapula do Senado, neste momento, incentivar um &#8220;rompimento democr\u00e1tico&#8221;.<\/p>\n<p>Parte do grupo ligado a Renan tem o entendimento de que, em meio \u00e0 falta de solu\u00e7\u00e3o para as crises pol\u00edtica e econ\u00f4mica, assumir o comando do Pa\u00eds com o vice Michel Temer (PMDB) traria apenas desgaste \u00e0 legenda, que trabalha para lan\u00e7ar uma candidatura presidencial em 2018. Segundo esse grupo, \u00e9 imposs\u00edvel fazer um progn\u00f3stico do que pode acontecer no curto prazo e um posicionamento contra ou a favor de um rompimento seria estrategicamente errado.<\/p>\n<p>Mesmo uma coaliz\u00e3o com partidos de oposi\u00e7\u00e3o, caso Temer assuma o lugar de Dilma, \u00e9 vista como fr\u00e1gil, uma vez que legendas como o PSDB n\u00e3o det\u00eam uma milit\u00e2ncia forte que pudesse blindar rea\u00e7\u00f5es de movimentos sociais ligados ao PT.<\/p>\n<p>Nas hostes da c\u00fapula do PSDB do Senado, tamb\u00e9m h\u00e1 tucanos, ligados ao presidente da legenda, senador A\u00e9cio Neves (MG), derrotado por Dilma na elei\u00e7\u00e3o presidencial do ano passado, que consideram que assumir o Pa\u00eds agora \u00e9 &#8220;entrar no sal\u00e3o, no fim da festa, e ter que arrumar toda a bagun\u00e7a deixada pelos advers\u00e1rios&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Diante do apoio recebido na C\u00e2mara dos Deputados pelo movimento em favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff, o Pal\u00e1cio do Planalto passou a apostar no Senado como a \u00faltima e mais segura barreira para evitar a interrup\u00e7\u00e3o deste segundo mandato da petista. 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