{"id":7062,"date":"2014-04-18T09:13:07","date_gmt":"2014-04-18T12:13:07","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=7062"},"modified":"2014-04-18T09:13:31","modified_gmt":"2014-04-18T12:13:31","slug":"poetas-gastam-sola-do-sapato-para-mostrar-e-vender-seus-versos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/poetas-gastam-sola-do-sapato-para-mostrar-e-vender-seus-versos\/","title":{"rendered":"Poetas gastam sola do sapato para mostrar (e vender) os seus versos"},"content":{"rendered":"<p>As dificuldades de ter um livro publicado e vendido nas grandes livrarias, de fazer parte do chamado mercado editorial, fazem com que poetas tenham que, cada vez mais, ganhar as ruas e descobrir caminhos para divulgar e vender seu trabalho.<\/p>\n<p>As plataformas n\u00e3o podem se restringir apenas aos livros, t\u00eam que alcan\u00e7ar viadutos, pra\u00e7as, paredes, camisetas e, principalmente, a internet. O assunto foi tema da mesa A produ\u00e7\u00e3o po\u00e9tica, o leitor e o mercado editorial, na\u00a0 2\u00aa Bienal Brasil do Livro e da Leitura.<\/p>\n<p>&#8220;<em>A Voz do Ventr\u00edloquo<\/em> n\u00e3o est\u00e1 em nenhuma livraria do pa\u00eds&#8221;, disse o poeta Ademir Assun\u00e7\u00e3o, autor do livro, pelo qual recebeu, no ano passado, o Pr\u00eamio Jabuti de Poesia. &#8220;Meu editor ofereceu para as grandes livrarias, mas exig\u00eancias eram tantas que ele me perguntou se valia a pena. Eu disse que n\u00e3o. As regras s\u00e3o muito predat\u00f3rias.&#8221;<\/p>\n<p>A sa\u00edda encontrada por Assun\u00e7\u00e3o foi colocar o livro \u00e0 venda na internet. &#8220;Para a poesia, a internet \u00e9 um meio muito melhor e mais adapt\u00e1vel que para o romance&#8221;, diz o autor, que costuma publicar poemas em sua p\u00e1gina do Facebook. &#8220;Vi que \u00e9 um meio \u00f3timo, onde se tem de tudo. At\u00e9 poemas. Leio coisas muito interessantes, conhe\u00e7o autores pelo Facebook. O Facebook \u00e9 a rua, d\u00e1 tudo.&#8221;<\/p>\n<p>O poeta brasiliense Nicholas Behr, associado \u00e0 chamada Gera\u00e7\u00e3o Mime\u00f3grafo e \u00e0 Poesia Marginal, n\u00e3o poupa esfor\u00e7os para que o que escreve chegue aos leitores. &#8220;Escrevo para ser lido e divulgado, vou \u00e0s escolas, compartilho meus sentimentos, minhas emo\u00e7\u00f5es, mando meus livros pelo correio \u2013 eu adoro enviar pelo correio&#8221;, contou Behr.<\/p>\n<p>Segundo ele, que tamb\u00e9m usa a internet e o Facebook para divulgar sua poesia, o maior pr\u00eamio \u00e9 o contato e o reconhecimento do leitor. &#8220;Eu estou sempre facilitando o contato. No meu livro tem <em>e-mail<\/em>, telefone e endere\u00e7o. Sempre me perguntam se sou louco por dar essas informa\u00e7\u00f5es. Eu digo, fica tranquilo, os pedidos s\u00e3o pouqu\u00edssimos. Esse \u00e9 um privil\u00e9gio do poeta menor.&#8221;<\/p>\n<p>O tamb\u00e9m poeta Wilson Pereira v\u00ea na educa\u00e7\u00e3o e nos programas governamentais uma forma de divulgar as obras e difundir a poesia. O nome de Pereira consta da lista de autores do Programa Nacional do Livro Did\u00e1tico, que distribui obras nas escolas p\u00fablicas de todo o pa\u00eds. Com isso, Pereira j\u00e1 vendeu mais de 20 mil c\u00f3pias. &#8220;Poesia n\u00e3o \u00e9 um g\u00eanero desprezado, precisa de mais promo\u00e7\u00e3o. Precisa estar nos muros, no tel\u00e3o dos est\u00e1dios, precisa popularizar a poesia&#8221;, ressaltou.<\/p>\n<p>Apesar de algumas obras chegarem aos alunos, observou o poeta Z\u00e9 Carlos Vieira, nas escolas, falta incentivo \u00e0 leitura, ao consumo de arte, em geral. &#8220;\u00c9 na escola que acontece a forma\u00e7\u00e3o de plateia, de leitor, de consumidor de arte.&#8221;<\/p>\n<p><strong>Mariana Tokarnia, ABr<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As dificuldades de ter um livro publicado e vendido nas grandes livrarias, de fazer parte do chamado mercado editorial, fazem com que poetas tenham que, cada vez mais, ganhar as ruas e descobrir caminhos para divulgar e vender seu trabalho. 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