{"id":71076,"date":"2015-10-11T09:32:55","date_gmt":"2015-10-11T12:32:55","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=71076"},"modified":"2015-10-12T18:13:16","modified_gmt":"2015-10-12T21:13:16","slug":"restauras-sentem-peso-da-crise-com-mesas-vazias-e-reducao-dos-pedidos-em-casa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/restauras-sentem-peso-da-crise-com-mesas-vazias-e-reducao-dos-pedidos-em-casa\/","title":{"rendered":"Restaurante sente peso da crise com mesas vazias e quebra de pedidos em casa"},"content":{"rendered":"<p>Mesas vazias e pedidos mais magros s\u00e3o uma realidade cada vez mais frequente nos bares a restaurantes brasileiros. No segundo trimestre de 2015, o faturamento do setor caiu 6,34% em termos nominais (ou seja, sem descontar a infla\u00e7\u00e3o) na compara\u00e7\u00e3o com os tr\u00eas primeiros meses do ano, e um a cada quatro estabelecimentos j\u00e1 operam no vermelho, segundo dados da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel).<\/p>\n<p>&#8220;No terceiro trimestre, o n\u00famero de empresas com preju\u00edzo continuou crescendo e deve chegar a um ter\u00e7o&#8221;, afirma o presidente-executivo da entidade, Paulo Solmucci J\u00fanior. &#8220;Muita gente que come\u00e7ou o ano ganhando dinheiro agora est\u00e1 zerada, e a chance de fechar o ano com d\u00e9ficit \u00e9 grande.&#8221; Se esse cen\u00e1rio continuar, alerta o executivo, o risco \u00e9 que muitos empres\u00e1rios decidam fechar as portas, com consequente aumento no n\u00famero de demiss\u00f5es no setor.<\/p>\n<p>Alta do desemprego, queda na renda das fam\u00edlias e infla\u00e7\u00e3o elevada s\u00e3o alguns dos fatores que pressionam o bolso dos brasileiros, que decidem priorizar despesas essenciais e economizam nas refei\u00e7\u00f5es fora de casa. Al\u00e9m disso, h\u00e1 um &#8220;fator preventivo&#8221;, segundo o presidente da Abrasel. &#8220;O cliente est\u00e1 empregado, mas est\u00e1 com medo do que vem por a\u00ed. Ent\u00e3o, ele corta gastos.&#8221;<\/p>\n<p>No restaurante Maraton, no bairro Santa Cec\u00edlia, em S\u00e3o Paulo, o empres\u00e1rio Antonio Correia assiste a uma combina\u00e7\u00e3o curiosa. O movimento cresceu no \u00faltimo m\u00eas e meio, j\u00e1 que o quilo a R$ 39,90 \u00e9 um dos mais baratos da regi\u00e3o. Mas o faturamento n\u00e3o subiu como era esperado: ficou no zero a zero. &#8220;Diminuiu a quantidade de comida que a pessoa coloca no prato. Esses dias fechei uma comanda de menos de R$ 7. A menina comeu menos de 200 gramas&#8221;, conta.<\/p>\n<p>A dieta for\u00e7ada, principalmente entre mulheres, \u00e9 para fazer o vale-refei\u00e7\u00e3o durar at\u00e9 o fim do m\u00eas, imagina Correia. Em compensa\u00e7\u00e3o, os custos do restaurante n\u00e3o param de aumentar. O quilo da carne ficou at\u00e9 R$ 8 mais caro, e os gastos com itens de hortifruti subiram quase R$ 500 por semana. &#8220;A gente precisa garimpar para poder comprar sem prejudicar o produto.&#8221;<\/p>\n<p>Em todo o Brasil, a crise atinge de maneira mais intensa os locais onde o t\u00edquete m\u00e9dio consumido por cliente vai de R$ 30 a R$ 70. Nesses casos, a queda no faturamento chega a 30%. Nos mais caros, o movimento est\u00e1 est\u00e1vel gra\u00e7as a seu p\u00fablico cativo. J\u00e1 nos estabelecimentos onde o gasto m\u00e9dio \u00e9 menor que R$ 20, h\u00e1 avan\u00e7o de at\u00e9 15%.<\/p>\n<p>&#8220;H\u00e1 um fluxo migrat\u00f3rio. O consumidor enfrenta a crise buscando op\u00e7\u00f5es mais acess\u00edveis, cortando bebidas, sobremesas e escolhendo pratos e restaurantes mais baratos&#8221;, analisa Solmucci Jr. Diante do quadro nada favor\u00e1vel, o n\u00famero de trabalhadores no setor caiu 4,64% entre abril e junho contra o primeiro trimestre deste ano, e a previs\u00e3o \u00e9 cortar ainda mais, aponta a Abrasel.<\/p>\n<p>O empres\u00e1rio Valter Luiz Sanches, s\u00f3cio h\u00e1 15 anos do restaurante Genu\u00edno, na Vila Mariana, demitiu cinco funcion\u00e1rios desde o fim de 2014. O movimento n\u00e3o diminuiu, mas as pessoas t\u00eam gastado menos. No primeiro semestre deste ano, o t\u00edquete m\u00e9dio estava em R$ 70. Agora, caiu para R$ 59.<\/p>\n<p>At\u00e9 o fim do ano, Sanches espera queda de 10% no faturamento em rela\u00e7\u00e3o a 2014. &#8220;Ainda estou no azul, mas setembro n\u00e3o foi t\u00e3o bom quanto agosto, que j\u00e1 tinha sido pior que julho. Est\u00e1 ficando preocupante&#8221;, diz o empres\u00e1rio, que reclama da alta de custos e da impossibilidade de reajustar pre\u00e7os, sob o risco de &#8220;afugentar&#8221; clientes. &#8220;Cortei do card\u00e1pio itens mais caros que n\u00e3o t\u00eam muita sa\u00edda. Tamb\u00e9m reduzi estoque, estou fazendo compras menores&#8221;, conta Sanches, que aposta em promo\u00e7\u00f5es para atrair clientes.<\/p>\n<p>Um sinal favor\u00e1vel, de acordo com a Abrasel, \u00e9 que 49% dos empres\u00e1rios ouvidos declararam ter investido no segundo trimestre. No Genu\u00edno, Sanches investiu em \u00e1gua de re\u00faso, l\u00e2mpadas LED e instala\u00e7\u00e3o de timer para desligar automaticamente alguns aparelhos durante a madrugada. &#8220;O custo est\u00e1 maior, preciso economizar.&#8221;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-70065\" src=\"http:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/estadao.png\" alt=\"estadao\" width=\"99\" height=\"16\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mesas vazias e pedidos mais magros s\u00e3o uma realidade cada vez mais frequente nos bares a restaurantes brasileiros. 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