{"id":71090,"date":"2015-10-11T10:59:20","date_gmt":"2015-10-11T13:59:20","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=71090"},"modified":"2016-07-30T16:52:26","modified_gmt":"2016-07-30T19:52:26","slug":"cientistas-buscam-no-fundo-do-mar-o-segredo-da-vida-eterna","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/cientistas-buscam-no-fundo-do-mar-o-segredo-da-vida-eterna\/","title":{"rendered":"Cientistas buscam nas an\u00eamonas do fundo do mar segredo da vida eterna"},"content":{"rendered":"<p>As an\u00eamonas-do-mar s\u00e3o facilmente avistadas no litoral de muitas cidades, mas apesar de sua apar\u00eancia colorida e brilhante, elas t\u00eam um ancestral comum com os humanos. Mas n\u00e3o \u00e9 por essa caracter\u00edstica que esses animais marinhos v\u00eam atraindo a aten\u00e7\u00e3o da comunidade cient\u00edfica. Pesquisadores est\u00e3o estudando se as an\u00eamonas-do-mar podem guardar o segredo da vida eterna. A especialista brit\u00e2nica em meio ambiente Mary Colwell comenta por qu\u00ea.<\/p>\n<p>A bruxa do conto de fadas tornou-se famosa pela pergunta ret\u00f3rica: &#8220;Espelho meu espelho meu, existe algu\u00e9m mais bela do que eu?&#8221; Mas seu sonho da juventude eterna \u00e9 ilus\u00f3rio &#8211; na medida em que os anos passam, o corpo humano perde o vi\u00e7o dado que as c\u00e9lulas sofrem muta\u00e7\u00e3o e morrem. Perdemos audi\u00e7\u00e3o, mobilidade, agilidade mental, massa muscular e cerebral.<\/p>\n<p>A Rainha M\u00e1 segue o caminho de todos os seres vivos, exceto por uma criatura um tanto quanto negligenciada do mar &#8211; a an\u00eamona-do-mar.<\/p>\n<p>Outrora consideradas plantas, as an\u00eamonas-do-mar s\u00e3o animais de corpo flex\u00edvel que se agarram \u00e0s rochas e recifes de coral em \u00e1guas rasas. Seus tent\u00e1culos injetam veneno em pequenos peixes e camar\u00f5es que se arriscam em atravess\u00e1-los e levam as presas paralisadas \u00e0 sua boca \u2500 um orif\u00edcio que tamb\u00e9m funciona como \u00e2nus.<\/p>\n<p>H\u00e1 mais de mil esp\u00e9cies de an\u00eamonas-do-mar, cujo tamanho varia de alguns cent\u00edmetros a mais de alguns metros. Elas vivem no oceano, das \u00e1guas mais quentes \u00e0s mais frias.<\/p>\n<p>A esp\u00e9cie mais familiar na Gr\u00e3-Bretanha \u00e9 a , tamb\u00e9m conhecida como morango-do-mar. Na mar\u00e9 baixa, seus tent\u00e1culos permanecem recolhidos e o animal parece uma mancha vermelha na rocha. Mas na medida em que a mar\u00e9 sobe, as an\u00eamonas-do-mar se transformam e se assemelham a flores, seus tent\u00e1culos dan\u00e7am com a correnteza como p\u00e9talas ao vento, buscando comida.<\/p>\n<p>Como diz o bi\u00f3logo Philip Henry Gosse em seu livro (&#8220;Um ano no litoral&#8221;, em tradu\u00e7\u00e3o livre): &#8220;A eleg\u00e2ncia maravilhosa da forma, o brilho requintado das cores, a grande variedade, os instintos, os poderes, o organismo extremamente elaborado, tudo isso foi outorgado a essas criaturas&#8221;. Sua prosa efusiva inspirou quem estava come\u00e7ando a explorar o seu litoral. Seus leitores costumavam coletar an\u00eamonas-do-mar e guard\u00e1-las em aqu\u00e1rios em casa.<\/p>\n<p><strong>Imortalidade?<\/strong> &#8211;\u00a0Normalmente, as an\u00eamonas-do-mar n\u00e3o vivem por muito tempo, mas em condi\u00e7\u00f5es ideais a realidade \u00e9 diferente.<\/p>\n<p>&#8220;Pelo que sabemos at\u00e9 agora, esses animais s\u00e3o imortais&#8221;, diz Dan Rokhsar, professor de gen\u00e9tica da Universidade da Calif\u00f3rnia, em Berkeley. &#8220;Elas vivem por muito tempo \u2500 uma delas teria vivido 100 anos segundo um registro documentado. As an\u00eamonas-do-mar n\u00e3o envelhecem. Esses animais vivem para sempre e se proliferam, tornando-se cada vez maiores&#8221;.<\/p>\n<p>Se os tent\u00e1culos s\u00e3o cortados, por exemplo, nascem novos. Mesmo se as bocas s\u00e3o cortadas, novas &#8220;cabe\u00e7as&#8221; surgem. Se elas n\u00e3o forem envenadas ou comidas por outras criaturas, elas parecem poder viver para sempre.<\/p>\n<p>Elas parecem evitar o processo de envelhecimento e os efeitos adversos que n\u00f3s, seres humanos, sofremos ao longo do tempo. &#8220;Voc\u00ea deveria ver tumores nesses animais, mas h\u00e1 poucas descri\u00e7\u00f5es disso na literatura cient\u00edfica. Eles est\u00e3o constantemente se recompondo sem apresentar nenhum sinal de c\u00e2ncer&#8221;, diz Rokhsar.<\/p>\n<p>Ao inv\u00e9s de envelhecer, as an\u00eamonas-do-mar parece permanecer jovens e em pleno funcionamento. &#8220;Se voc\u00ea olhar para uma an\u00eamona-do-mar hoje e uma semana depois a estrutura ser\u00e1 igual, mas muitas das c\u00e9lulas ter\u00e3o sido substitu\u00eddas por outras novas&#8221;.<\/p>\n<p>Os cientistas n\u00e3o sabem ainda como isso \u00e9 poss\u00edvel. &#8220;Adorar\u00edamos poder descobrir um gene ou uma pista que nos permita evitar o envelhecimento&#8221;, diz Rokhsar. Mas ele e sua equipe ainda est\u00e3o buscando pelo Santo Graal.<\/p>\n<p><strong>Semelhan\u00e7as<\/strong> &#8211;\u00a0Mas se eles acharem o que est\u00e3o buscando, isso ter\u00e1 algum impacto no processo de envelhecimento humano?<\/p>\n<p>Na verdade, as an\u00eamonas-do-mar s\u00e3o mais parecidas com os humanos do que muitas pessoas pensam.<\/p>\n<p>&#8220;As an\u00eamonas-do-mar s\u00e3o os animais mais simples de que temos conhecimento com um sistema nervoso \u2500 a estrutura n\u00e3o \u00e9 organizada como a nossa, mas elas t\u00eam uma rede de neur\u00f4nios que lhes permite responder aos est\u00edmulos e ser predadoras muito ativas&#8221;, diz Rokhsar.<\/p>\n<p>Seus tent\u00e1culos podem imobilizar a presa, suas bocas podem abrir e fechar voluntariamente, e elas t\u00eam um aparelho intestinal que digere a comida \u2500 uma caracter\u00edstica que as une aos seres humanos em um ancestral comum.<\/p>\n<p>&#8220;As an\u00eamonas-do-mar t\u00eam muito em comum conosco. Descobrimos muitas semelhan\u00e7as que n\u00e3o t\u00ednhamos constatado quando comparamos os humanos com mosca-das-frutas ou nemat\u00f3deos. H\u00e1 paralelos na forma como os genomas est\u00e3o organizados e como os genes est\u00e3o estruturados, revelando uma conex\u00e3o que data de 700 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s.&#8221;<\/p>\n<p>Mas h\u00e1 quest\u00f5es filos\u00f3ficas tamb\u00e9m. &#8220;At\u00e9 que ponto a imortalidade para uma an\u00eamona-do-mar e a imortalidade para um ser humano s\u00e3o iguais?&#8221;, questiona Rokhsar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As an\u00eamonas-do-mar s\u00e3o facilmente avistadas no litoral de muitas cidades, mas apesar de sua apar\u00eancia colorida e brilhante, elas t\u00eam um ancestral comum com os humanos. Mas n\u00e3o \u00e9 por essa caracter\u00edstica que esses animais marinhos v\u00eam atraindo a aten\u00e7\u00e3o da comunidade cient\u00edfica. 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