{"id":71172,"date":"2015-10-11T19:26:58","date_gmt":"2015-10-11T22:26:58","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=71172"},"modified":"2015-10-12T18:23:34","modified_gmt":"2015-10-12T21:23:34","slug":"ou-tudo-ou-nada-o-musical-vira-boa-opcao-para-encarar-a-crise","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/ou-tudo-ou-nada-o-musical-vira-boa-opcao-para-encarar-a-crise\/","title":{"rendered":"Ou tudo ou nada, o musical, vira boa op\u00e7\u00e3o para encarar crise que sufoca brasileiros"},"content":{"rendered":"<p>As dificuldades econ\u00f4micas que hoje deixam cicatrizes no Brasil conferiram uma inesperada atualidade ao espet\u00e1culo Ou Tudo ou Nada &#8211; O Musical, que entra em cartaz no Theatro Net, do Rio de Janeiro. Afinal, nada mais moderno que um bando de desempregados de uma ind\u00fastria do ferro tentar a sorte em uma atividade incomum para conseguir um refor\u00e7o ao minguado aux\u00edlio mensal do sindicato: subir em um palco para fazer strip-tease.<\/p>\n<p>&#8220;Crise econ\u00f4mica,\u00a0desemprego, uma discuss\u00e3o sobre o papel do homem e da mulher na sociedade, parece que nada mudou nos \u00faltimos 20 anos&#8221;, comenta o jornalista Artur Xex\u00e9o, autor da vers\u00e3o para o portugu\u00eas do texto que estreou nos palcos americanos em 2000. A base de tudo, no entanto, \u00e9 o filme ingl\u00eas Ou Tudo ou Nada (The Full Monty), dirigido por Peter Cattaneo em 1997 e estrelado por Robert Carlyle e Tom Wilkinson. Um longa despretensioso, mas que, gra\u00e7as ao poder de sua cr\u00edtica social embalada com bom humor, conquistou enorme audi\u00eancia em todo o mundo.<\/p>\n<p>&#8220;O que explica esse sucesso \u00e9 o fato de ser uma hist\u00f3ria que n\u00e3o fala de tristeza, mas de esperan\u00e7a&#8221;, acredita Tadeu Aguiar, diretor do espet\u00e1culo baseado no original de Terrence McNally (texto) e David Yazbek (m\u00fasica). &#8220;Cabe a cada um superar seu momento dif\u00edcil, o que serve at\u00e9 como li\u00e7\u00e3o a esse momento de crise em que hoje vivemos.&#8221;<\/p>\n<p>Dificuldades de toda ordem que acompanham a produ\u00e7\u00e3o h\u00e1 algum tempo. Diretor de musicais marcantes como Quase Normal, que tratou da bipolaridade, Aguiar batalhava fazia tr\u00eas anos para conseguir levar a trama ao palco. &#8220;Diversos patrocinadores nem se interessaram em conhecer o projeto por temerem ligar sua marca a um musical com homens pelados, o que revela um temor preconceituoso&#8221;, critica. &#8220;Montamos, ent\u00e3o, um espet\u00e1culo adaptado \u00e0 crise.&#8221;<\/p>\n<p>De fato, o grupo formado por 17 atores, sete m\u00fasicos e diversos t\u00e9cnicos aceitou trabalhar no sistema de cooperativa: os ganhos v\u00eam da bilheteria e do pequeno investimento j\u00e1 conquistado &#8211; de um or\u00e7amento inicial de R$ 3,5 milh\u00f5es, a produ\u00e7\u00e3o conseguiu arrecadar at\u00e9 agora R$ 500 mil. &#8220;Trabalhamos gra\u00e7as \u00e0 grande disposi\u00e7\u00e3o de cada um em acreditar no projeto&#8221;, assegura o produtor Eduardo Bakr. &#8220;Eu me desdobrei, pois tanto fiz bolo para vender como trabalhei de motorista para nosso diretor musical Miguel Briamonte&#8221;, diverte-se Tadeu, sem esconder, no entanto, um tom mais s\u00e9rio.<\/p>\n<p>O strip-tease fica por conta dos seis protagonistas &#8211; Ou Tudo ou Nada conta a hist\u00f3ria de sujeitos comuns que, demitidos h\u00e1 um certo tempo, decidem arriscar uma exposi\u00e7\u00e3o completa no palco em troca de uma boa quantia. A ideia surge quando Jerry Lukowski (Mouhamed Harfouch), cujo atraso no pagamento da pens\u00e3o pode impedir que veja o filho, compartilha com seu melhor amigo, Dave Bukatinsky (Claudio Mendes), uma descoberta: se eles est\u00e3o desempregados, suas mulheres, al\u00e9m de novas provedoras das fam\u00edlias, se divertem em um espet\u00e1culo dos Chippendales, o mais famoso grupo de strippers masculinos dos EUA.<\/p>\n<p>Se elas pagam para ver desconhecidos seminus, quanto n\u00e3o desembolsariam para ver um show deles que terminaria com todos inteiramente pelados? \u00c9 tal pensamento que move o magrelo Jerry e o gorducho Dave a buscarem, por meio de uma sele\u00e7\u00e3o, outros desempregados a formarem um grupo de strippers mais ousados.<\/p>\n<p>Surgem, ent\u00e3o, o esquisito e solit\u00e1rio Malcolm (Andr\u00e9 Dias), o antigo gerente Harold (Carlos Arruza), que esconde a demiss\u00e3o da mulher, Noah &#8216;Jegue&amp;#146; Simmons (S\u00e9rgio Menezes), cuja maior qualidade, logo se descobre, \u00e9 a viv\u00eancia na dan\u00e7a embora porte uma artrite avan\u00e7ada, e, finalmente, o jovem Ethan (Victor Maia), obcecado em dan\u00e7ar como Donald O&amp;#146;Connor em Cantando na Chuva, mas que s\u00f3 ganha notoriedade gra\u00e7as a seu imenso p\u00eanis. A trupe se completa com a pianista Jeanette (Sylvia Massari), experiente em musicais, que acompanha os ensaios.<\/p>\n<p>Como acontece no filme, n\u00e3o h\u00e1 nudez frontal, mas o grupo t\u00e3o heterog\u00eaneo encanta justamente pela falta de per\u00edcia em se desnudar artisticamente. &#8220;S\u00e3o personagens que falam da import\u00e2ncia de se despir dos medos durante uma crise econ\u00f4mica, de se encher de coragem e de buscar o desejado futuro&#8221;, diz Tadeu.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-70065\" src=\"http:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/estadao.png\" alt=\"estadao\" width=\"99\" height=\"16\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As dificuldades econ\u00f4micas que hoje deixam cicatrizes no Brasil conferiram uma inesperada atualidade ao espet\u00e1culo Ou Tudo ou Nada &#8211; O Musical, que entra em cartaz no Theatro Net, do Rio de Janeiro. 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