{"id":7268,"date":"2014-04-21T23:01:18","date_gmt":"2014-04-22T02:01:18","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=7268"},"modified":"2014-04-22T15:51:09","modified_gmt":"2014-04-22T18:51:09","slug":"brasilia-e-sao-paulo-sofrem-com-o-custo-de-vida-mais-alto-do-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/brasilia-e-sao-paulo-sofrem-com-o-custo-de-vida-mais-alto-do-pais\/","title":{"rendered":"Bras\u00edlia e S\u00e3o Paulo sofrem com o custo de vida mais alto do Pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<p>Os moradores de Bras\u00edlia e S\u00e3o Paulo disputam o posto de cidade mais cara do Brasil. Comparando o custo de vida com o restante do Pa\u00eds, a capital paulista tem pre\u00e7os 9% maiores que a m\u00e9dia nacional e o Distrito Federal, pasmem, 15% superiores.<\/p>\n<p>Os c\u00e1lculos s\u00e3o parte de um estudo do Banco Central (BC) que projeta que ser\u00e3o necess\u00e1rios 25 anos para que essas regi\u00f5es recuem para o pre\u00e7o m\u00e9dio verificado na m\u00e9dia do Pa\u00eds.<\/p>\n<p>O Nordeste, em contraponto, tem o menor custo de vida, 14% inferior ao da m\u00e9dia nacional. No entanto, essa diferen\u00e7a come\u00e7a a diminuir.<\/p>\n<p>Com o avan\u00e7o econ\u00f4mico da regi\u00e3o Nordeste nos \u00faltimos anos e a maior demanda por produtos e servi\u00e7os, os pre\u00e7os desses itens passaram a subir, mas o processo ainda \u00e9 lento: ser\u00e3o necess\u00e1rios 89 anos para que a regi\u00e3o atinja o custo de vida m\u00e9dio do Brasil.<\/p>\n<p>No Norte, esse prazo de converg\u00eancia \u00e9 ainda maior, e chega a 119 anos. O estudo do BC destaca ainda que, das cinco grandes regi\u00f5es brasileiras, tr\u00eas est\u00e3o ficando mais caras (Norte, Nordeste e Sul), uma est\u00e1 ficando mais barata (Sudeste) e uma est\u00e1 est\u00e1vel (Centro-Oeste), sem perspectiva de cair para a m\u00e9dia nacional.<\/p>\n<p>Os dados do Banco Central evidenciam, al\u00e9m das diferen\u00e7as regionais de n\u00edveis de pre\u00e7o, que as desigualdades brasileiras persistem.<\/p>\n<p>A despeito de avan\u00e7os, sobretudo depois da expans\u00e3o do grupo que se convencionou chamar de nova classe m\u00e9dia, e de programas de distribui\u00e7\u00e3o de renda, as regi\u00f5es onde s\u00e3o verificados os menores custos de vida ainda est\u00e3o associadas com os menores sal\u00e1rios e os piores n\u00edveis de bem estar social, com exce\u00e7\u00e3o do Sul.<\/p>\n<p>&#8220;Essa diferen\u00e7a de pre\u00e7os se explica pelas diferen\u00e7as hist\u00f3ricas e pelo mercado de trabalho regional&#8221;, afirma Vagner Alves, economista da gestora de recursos Franklin Templeton. &#8220;No caso de S\u00e3o Paulo, o custo da m\u00e3o de obra \u00e9 o que puxa os n\u00edveis de pre\u00e7o, assim como em Bras\u00edlia.&#8221;<\/p>\n<p>Segundo a pesquisa, o maior n\u00edvel de qualidade de vida est\u00e1 no Sul. Para Alves, isso se explica porque a regi\u00e3o tem patamar de pre\u00e7os 4% menor que a m\u00e9dia nacional e, ao mesmo tempo, baixa taxa de desemprego.<\/p>\n<p>&#8220;Consequentemente o Sul tamb\u00e9m det\u00e9m uma das rendas mais elevadas&#8221;, observa o economista Alves. &#8220;Se comparar S\u00e3o Paulo com Porto Alegre, n\u00e3o h\u00e1 diferen\u00e7a no pre\u00e7o de servi\u00e7os; essa disparidade pode ser observada, no entanto, nos pre\u00e7os de bens e nos pre\u00e7os administrados, segmentos nos quais a infla\u00e7\u00e3o paulista \u00e9 maior&#8221;, argumenta.<\/p>\n<p>O Norte e o Nordeste t\u00eam os menores n\u00edveis de bem estar, mas se aproximam gradualmente das outras \u00e1reas do Pa\u00eds.<\/p>\n<p>Para F\u00e1bio Bentes, economista da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Com\u00e9rcio (CNC), houve um processo entre 2003 e 2012 no qual o custo de vida mais baixo ajudou a impulsionar a renda e o poder aquisitivo.<\/p>\n<p>Na vis\u00e3o de Bentes, por\u00e9m, esse processo perdeu for\u00e7a a partir de 2013. &#8220;Nas regi\u00f5es mais pobres, a press\u00e3o maior vem dos pre\u00e7os dos alimentos&#8221;, afirma ele.<\/p>\n<p>S\u00e9rgio de Souza Carvalho J\u00fanior, diretor do Grupo 5 \u00e0sec Brasil, explica que a rede de franquias de lavanderias trabalha com quatro tabelas diferentes para que os pre\u00e7os se adequem \u00e0 realidade local.<\/p>\n<p>&#8220;Em Alagoas o pessoal trabalha com tabela zero, a mais barata. Isso porque a concorr\u00eancia l\u00e1 ainda \u00e9 contra a lavadeira de rio&#8221;, relata Carvalho.<\/p>\n<p>&#8220;A gente tem de estar antenado para respeitar as necessidades de cada micro regi\u00e3o. Dentro da Grande S\u00e3o Paulo, eu tenho cinco grupos de lojas e o pessoal trabalha nas tabelas 1, 2 e 3&#8243;, explica o diretor do Grupo 5\u00e0sec Brasil.<\/p>\n<p>Segundo ele, a diferen\u00e7a de pre\u00e7os entre uma tabela e outra \u00e9 de 12% a 15%.&#8221;Varia de acordo com o poder aquisitivo da popula\u00e7\u00e3o de cada cidade e local.&#8221;<\/p>\n<p>Na opini\u00e3o de Andr\u00e9 Braz, economista da Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas (FGV),&#8221;a pol\u00edtica de sal\u00e1rio m\u00ednimo fez com que o consumidor, sobretudo em regi\u00f5es pobres como Norte e Nordeste, incorporasse h\u00e1bitos no cotidiano que passaram a estimular a infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;A gente observa, quando faz os indicadores de pre\u00e7o, que os custos s\u00e3o maiores em regi\u00f5es como Sudeste e Centro-Oeste, mas os \u00edndices n\u00e3o mostram t\u00e3o claramente, como faz essa pesquisa do Banco Central, as diferen\u00e7as regionais de pre\u00e7o&#8221;, pondera Braz.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os moradores de Bras\u00edlia e S\u00e3o Paulo disputam o posto de cidade mais cara do Brasil. 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