{"id":72875,"date":"2015-10-25T14:10:08","date_gmt":"2015-10-25T16:10:08","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=72875"},"modified":"2015-10-25T14:11:08","modified_gmt":"2015-10-25T16:11:08","slug":"seguradora-francesa-aproveita-o-dolar-em-alta-e-fica-de-olho-nos-ativos-brasileiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/seguradora-francesa-aproveita-o-dolar-em-alta-e-fica-de-olho-nos-ativos-brasileiros\/","title":{"rendered":"Seguradora francesa usa d\u00f3lar em alta para lan\u00e7ar olhares a ativos brasileiros"},"content":{"rendered":"<p>Favorecida pela desvaloriza\u00e7\u00e3o do real, a seguradora francesa Axa mant\u00e9m apetite para aquisi\u00e7\u00f5es no Brasil e v\u00ea no sistema de sa\u00fade local uma oportunidade futura de neg\u00f3cio. Nos \u00faltimos cinco anos, a companhia, que soma 1,3 trilh\u00e3o em ativos ao redor do globo, comprou 20 empresas no mundo. Dessas, apenas uma foi no Brasil, a primeira desde que se restabeleceu no Pa\u00eds. Ap\u00f3s algumas tentativas sem sucesso, o alvo foi a carteira de grandes riscos da SulAm\u00e9rica por R$ 135 milh\u00f5es, cuja compra deve ser conclu\u00edda ainda este ano.<\/p>\n<p>A despeito da crise, Philippe Jouvelot, presidente da Axa no Pa\u00eds, diz que o momento \u00e9 &#8220;mais f\u00e1cil&#8221; para come\u00e7ar uma opera\u00e7\u00e3o no Brasil diante do c\u00e2mbio, que \u00e9 favor\u00e1vel, e o retorno, beneficiado pelos juros altos. Depois de dois anos e meio de estudos, a francesa emitiu a primeira ap\u00f3lice em janeiro.<\/p>\n<p>&#8220;Com o c\u00e2mbio favor\u00e1vel, tudo que voc\u00ea compra sai mais barato. O dinheiro investido d\u00e1 mais lucro. Colocamos meio bilh\u00e3o de reais (no Pa\u00eds) e o retorno \u00e9 de 14,25% no lugar de 8% antigamente. Para uma seguradora que gosta de entrar no longo prazo, n\u00e3o tem melhor momento&#8221;, avalia Jouvelot, em entrevista ao Broadcast, servi\u00e7o de not\u00edcias em tempo real da Ag\u00eancia Estado.<\/p>\n<p>O executivo admite, por\u00e9m, que as incertezas atuais remam contra o poss\u00edvel ingresso da Axa em sa\u00fade. Esse n\u00e3o \u00e9 ainda, segundo ele, um plano da francesa, mas um sonho pessoal que nasceu da oportunidade de ofertar uma op\u00e7\u00e3o complementar de sa\u00fade no Brasil com coberturas &#8220;essenciais&#8221; para o cidad\u00e3o e n\u00e3o &#8220;de luxo&#8221;.<\/p>\n<p><b>Expertise n\u00e3o falta &#8211;\u00a0<\/b>No mundo, o neg\u00f3cio de sa\u00fade da Axa \u00e9 de 11 bilh\u00f5es de euros. Neste momento, a seguradora come\u00e7a a operar o segmento no Egito. Para que o mesmo ocorra no Brasil, conforme Jouvelot, estabilidade e regulamenta\u00e7\u00e3o, que hoje limita os reajustes dos planos individuais, s\u00e3o palavras-chave j\u00e1 que tal passo consumiria &#8220;bilh\u00f5es&#8221; de reais em investimento.<\/p>\n<p>&#8220;A quest\u00e3o n\u00e3o \u00e9 o dinheiro, mas se vale a pena investir no Brasil para desenvolver o mercado de sa\u00fade ou fazer outra coisa. \u00c9 uma arbitragem e tem a ver com a estabilidade do investimento no longo prazo. O que investidores estrangeiros gostam \u00e9 de visibilidade de longo prazo. O momento n\u00e3o \u00e9 o melhor. H\u00e1 muita incerteza e a regulamenta\u00e7\u00e3o de sa\u00fade teria de ser provavelmente adaptada para que o mercado atendesse mais pessoas&#8221;, explica ele<\/p>\n<p>Enquanto n\u00e3o encontra mais ativos de seu interesse no Brasil, a Axa toca seu projeto org\u00e2nico, aproveitando a baixa penetra\u00e7\u00e3o do seguro a despeito da crise que assola o Pa\u00eds. No mundo, \u00e9 conhecida por ter um perfil comprador. Possui, inclusive, uma equipe pr\u00f3pria de fus\u00f5es e aquisi\u00e7\u00f5es (M&amp;A, na sigla em ingl\u00eas), estrutura mais comum aos bancos de investimento. Essa postura permitiu \u00e0 Axa ter expertise na an\u00e1lise de valuation e o pre\u00e7o do ativo que t\u00eam de ser, segundo Jouvelot, mais atrativo que crescer de forma org\u00e2nica. Essa seria, conforme fontes, a raz\u00e3o que fez a francesa desistir da carteira de seguro de vida em grupo do Ita\u00fa.<\/p>\n<p>Questionado, o franc\u00eas, que tem 30 anos de Axa, prefere n\u00e3o comentar transa\u00e7\u00f5es em andamento. Fontes dizem que AIG e Pan Seguros, de BTG e Caixa, estariam no p\u00e1reo final da disputa. O executivo tamb\u00e9m n\u00e3o revela se o grupo mant\u00e9m outras conversas. Refor\u00e7a, entretanto, que &#8220;dinheiro n\u00e3o \u00e9 o problema&#8221;. Uma prova de fogo foi dada pela Axa em meados do ano passado quando quase levou a opera\u00e7\u00e3o de grandes riscos do Ita\u00fa, mas foi desbancada pela americana Ace que ofereceu alguns bilh\u00f5es a mais.<\/p>\n<p>Antes disso, tamb\u00e9m tentou ficar com a fatia do holand\u00eas ING na SulAm\u00e9rica. Restou, por\u00e9m, a carteira de grandes riscos. Apesar de menor do que a do Ita\u00fa, Jouvelot explica que o ativo tem um valor importante por ser o segundo maior na \u00e1rea de cascos mar\u00edtimos, \u00e1rea com potencial no Pa\u00eds. De quebra, a Axa ainda refor\u00e7ou a parceria com a seguradora controlada pela fam\u00edlia Larragoiti, tamb\u00e9m da Fran\u00e7a.<\/p>\n<p>Questionado sobre se a SulAm\u00e9rica seria um poss\u00edvel alvo de aquisi\u00e7\u00e3o, o executivo afirma que v\u00ea o relacionamento perdurar no longo prazo. &#8220;Somos bem pr\u00f3ximos, mas n\u00e3o temos opera\u00e7\u00e3o de M&amp;A com a SulAm\u00e9rica. Temos uma parceria de dez anos e que deve durar mais dez anos a frente. Como vai terminar, n\u00e3o sei. Pode ser que termine com casamento&#8221;, admite o executivo, acrescentando que &#8220;para comprar, \u00e9 preciso que algu\u00e9m queira vender&#8221;. Sobre a SulAm\u00e9rica ter tal ambi\u00e7\u00e3o, ele afirma que n\u00e3o pode comentar, mas diz que h\u00e1 outras fam\u00edlias al\u00e9m da Larragoiti que podem se desfazer de participa\u00e7\u00f5es no mercado de seguros no Brasil, principalmente, com as novas regras de solv\u00eancia que tendem a exigir mais capital das companhias.<\/p>\n<p>A combina\u00e7\u00e3o de uma estrat\u00e9gia org\u00e2nica e via aquisi\u00e7\u00f5es, segundo o presidente da Axa, deve render quase R$ 400 milh\u00f5es em pr\u00eamios \u00e0 companhia em 2015. A meta \u00e9 de ao menos R$ 360 milh\u00f5es Embora a cifra n\u00e3o se compare \u00e0 uma &#8220;Bradesco Seguros&#8221;, o presidente da Axa n\u00e3o esconde a ambi\u00e7\u00e3o da seguradora no Pa\u00eds. Segundo ele, o grupo n\u00e3o \u00e9 o n\u00famero dez em lugar algum, mas sempre est\u00e1 acostumado com a segunda e quarta coloca\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>No Brasil, de acordo com ele, n\u00e3o ser\u00e1 diferente. Embora tenha feito uma estrutura do zero, que conta com uma seguradora e uma resseguradora local, a Axa j\u00e1 teve presen\u00e7a no Brasil no passado Deixou o Pa\u00eds em 2003 quando vendeu sua opera\u00e7\u00e3o, filial fruto da aquisi\u00e7\u00e3o da Union des Assurances De Paris (UAP), para a Porto Seguro que deu origem \u00e0 marca Azul.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-70065\" src=\"http:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/estadao.png\" alt=\"estadao\" width=\"99\" height=\"16\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Favorecida pela desvaloriza\u00e7\u00e3o do real, a seguradora francesa Axa mant\u00e9m apetite para aquisi\u00e7\u00f5es no Brasil e v\u00ea no sistema de sa\u00fade local uma oportunidade futura de neg\u00f3cio. Nos \u00faltimos cinco anos, a companhia, que soma 1,3 trilh\u00e3o em ativos ao redor do globo, comprou 20 empresas no mundo. Dessas, apenas uma foi no Brasil, a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":72876,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[16],"tags":[],"class_list":["post-72875","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72875","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=72875"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72875\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":72878,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72875\/revisions\/72878"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/72876"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=72875"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=72875"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=72875"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}