{"id":74423,"date":"2015-11-03T08:15:29","date_gmt":"2015-11-03T10:15:29","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=74423"},"modified":"2015-11-03T15:17:12","modified_gmt":"2015-11-03T17:17:12","slug":"para-analistas-ou-o-setor-produtivo-confia-na-economia-ou-a-crise-se-aprofunda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/para-analistas-ou-o-setor-produtivo-confia-na-economia-ou-a-crise-se-aprofunda\/","title":{"rendered":"Oito ou 80. O setor produtivo confia na economia, ou a crise cresce e o PIB cai mais"},"content":{"rendered":"<p>A principal dificuldade da economia brasileira, na avalia\u00e7\u00e3o dos analistas ouvidos pelo jornal O Estado de S. Paulo, est\u00e1 na necessidade de recuperar a confian\u00e7a para que as taxas de crescimento saiam do territ\u00f3rio negativo, que podem levar a uma retra\u00e7\u00e3o do Produto Interno Bruto (PIB) de at\u00e9 3% no ano que vem.<\/p>\n<p>Somente com a retorno da confian\u00e7a o consumo e o investimento podem aumentar, o que vai ajudar no retorno do crescimento econ\u00f4mico. &#8220;N\u00e3o existe uma sinaliza\u00e7\u00e3o clara para onde v\u00e3o as coisas. E a incerteza pol\u00edtica tamb\u00e9m continua&#8221;, afirma Alessandra Ribeiro, economista e s\u00f3cia da Tend\u00eancias Consultoria Integrada. Hoje, ela estima uma recess\u00e3o de 1% para 2016, mas n\u00e3o descarta que a queda do PIB do ano que vem possa chegar a 2%.<\/p>\n<p>Por ora, existe a chance de a economia brasileira come\u00e7ar a se recuperar no fim de 2016. O problema \u00e9 que a sa\u00edda dessa crise vai ser lenta, o que agrava ainda mais o cen\u00e1rio. No passado, os anos seguintes aos de forte recess\u00e3o costumavam ser marcados por um crescimento econ\u00f4mico acelerado. Em 2009, por exemplo, a queda de 0,2% do PIB foi seguida por uma forte expans\u00e3o de 7,6% em 2010.<\/p>\n<p>&#8220;Em geral, a sa\u00edda de uma economia da recess\u00e3o \u00e9 marcada por um n\u00famero forte&#8221;, afirma Silvia Matos, coordenadora t\u00e9cnica do Boletim Macro do Instituto Brasileiro de Economia da Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas (Ibre\/FGV). Em sua \u00faltima proje\u00e7\u00e3o, feita em setembro, o PIB do Brasil dever\u00e1 recuar 3% este ano e 2,1% no ano que vem. &#8220;\u00c9 um per\u00edodo que nos assusta bastante e, infelizmente, n\u00e3o vemos uma sa\u00edda dessa recess\u00e3o&#8221;, afirma.<\/p>\n<p><b>Desafio &#8211;\u00a0<\/b>O futuro brasileiro se torna ainda mais desafiador porque o Pa\u00eds ter\u00e1 de enfrentar um cen\u00e1rio internacional mais adverso: a economia mundial cresce menos. Al\u00e9m disso, o governo continua a lidar com os problemas fiscais &#8211; na semana passada, a equipe econ\u00f4mica admitiu que deve haver mais um ano de d\u00e9ficit.<\/p>\n<p>O risco da piora fiscal \u00e9 a economia brasileira perder o grau de investimento por uma segunda ag\u00eancia de classifica\u00e7\u00e3o de risco &#8211; a Standard and Poor\u2019s retirou o selo de bom pagador do Brasil em setembro. Se isso ocorrer, a recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica fica ainda mais dif\u00edcil e deve ser postergada.<\/p>\n<p>&#8220;A recupera\u00e7\u00e3o dever\u00e1 ser bastante gradual. Dessa vez, o setor externo n\u00e3o vai ajudar como em outros momentos. Antes, a economia mundial estava crescendo num ritmo mais forte e os pre\u00e7os das commodities eram maiores&#8221;, diz Alessandra.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-70065\" src=\"http:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/estadao.png\" alt=\"estadao\" width=\"99\" height=\"16\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A principal dificuldade da economia brasileira, na avalia\u00e7\u00e3o dos analistas ouvidos pelo jornal O Estado de S. Paulo, est\u00e1 na necessidade de recuperar a confian\u00e7a para que as taxas de crescimento saiam do territ\u00f3rio negativo, que podem levar a uma retra\u00e7\u00e3o do Produto Interno Bruto (PIB) de at\u00e9 3% no ano que vem. 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