{"id":76093,"date":"2015-11-13T11:42:46","date_gmt":"2015-11-13T13:42:46","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=76093"},"modified":"2015-11-13T11:43:28","modified_gmt":"2015-11-13T13:43:28","slug":"brasil-e-um-mar-com-203-milhoes-de-habitantes-mas-com-muitas-diferencas-sociais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/brasil-e-um-mar-com-203-milhoes-de-habitantes-mas-com-muitas-diferencas-sociais\/","title":{"rendered":"Brasil \u00e9 um mar com 203 milh\u00f5es de habitantes mas repleto de diferen\u00e7as sociais"},"content":{"rendered":"<p>A Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad 2014), divulgada nesta sexta-feira, 13, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), mostra que o Brasil tinha 203,2 milh\u00f5es de residentes no ano passado, o que significou um crescimento populacional de 0,9% em rela\u00e7\u00e3o a 2013, ou 1,7 milh\u00e3o de pessoas.<\/p>\n<p>A faixa de 60 anos ou mais j\u00e1 corresponde a 13,7% dos brasileiros &#8211; em 2004, o \u00edndice era de 9,7%. A participa\u00e7\u00e3o do grupo et\u00e1rio at\u00e9 24 anos foi de 38%, 0,8 ponto porcentual a menos do que em 2013. Os dados foram coletados no m\u00eas de setembro.<\/p>\n<p>Mulheres representam 51,6% da popula\u00e7\u00e3o; pretos e pardos s\u00e3o 53,6% (de acordo com autodeclara\u00e7\u00e3o de cor\/ra\u00e7a). At\u00e9 os 19 anos, os homens s\u00e3o maioria; ap\u00f3s essa idade, as mulheres passam \u00e0 frente.<\/p>\n<p>Norte e Centro-oeste foram as regi\u00f5es que apresentaram as maiores varia\u00e7\u00f5es de popula\u00e7\u00e3o residente na compara\u00e7\u00e3o com 2013, 1,4% e 1,5%. A menor est\u00e1 no Nordeste, 0,7%. O maior contingente populacional reside no Sudeste, 85,3 milh\u00f5es de pessoas, e o menor, no Centro-oeste, 15,3 milh\u00f5es.<\/p>\n<p><b>Rede de esgoto &#8211;\u00a0<\/b>De acordo com os dados da Pnad, dos 67 milh\u00f5es domic\u00edlios brasileiros, 63,5% contam com rede de coleta de esgoto. A propor\u00e7\u00e3o quase n\u00e3o aumentou de 2013 para 2014 (era 63,4%). A conex\u00e3o \u00e0 rede de abastecimento de \u00e1gua foi verificada em 85,4% das resid\u00eancias.<\/p>\n<p>J\u00e1 a coleta de lixo chega a 89,8% dos lares e a ilumina\u00e7\u00e3o el\u00e9trica, a 99,7%. A cobertura de todos os servi\u00e7os foi ampliada no per\u00edodo.<\/p>\n<p>Do total de domic\u00edlios, 73,7% eram pr\u00f3prios. A pesquisa revelou uma queda em 2014 de 0,6 ponto porcentual nesse tipo de im\u00f3vel e tamb\u00e9m um acr\u00e9scimo na mesma propor\u00e7\u00e3o no n\u00famero de domic\u00edlios alugados.<\/p>\n<p><b>Analfabetismo &#8211;\u00a0<\/b>As taxas de analfabetismo e de analfabetismo funcional (propor\u00e7\u00e3o de pessoas acima de 15 anos com menos de quatro anos de estudo) seguem em queda no Pa\u00eds, mas ainda \u00e9 alta entre idosos: quase um quarto da popula\u00e7\u00e3o brasileira com mais de 60 anos n\u00e3o sabe nem ler nem escrever, revelou a Pnad.<\/p>\n<p>De 2013 para 2014, a taxa de analfabetismo desceu de 8,5% para 8,3%, ou 13,2 milh\u00f5es de pessoas. A de analfabetismo funcional caiu de 18,1% para 17,6% &#8211; a s\u00e9rie hist\u00f3rica do IBGE mostra que, em 2001, o patamar de analfabetismo funcional era de 12,4%. Entre os idosos, a primeira passou de 24,3% para 23,1%. S\u00e3o pessoas que n\u00e3o tiveram oportunidade de se alfabetizar na inf\u00e2ncia, e que, com o passar dos anos, tamb\u00e9m n\u00e3o o fizeram.<\/p>\n<p>O n\u00famero m\u00e9dio de anos de estudo dos brasileiros com dez anos ou mais passou, de 2004 a 2014, de 6,5 para 7,7. No Sudeste, chega a 8,4; no Nordeste, \u00e9 de 6,6. Mulheres v\u00e3o mais \u00e0 escola &#8211; a m\u00e9dia \u00e9 de 8 anos, contra 7,5 dos homens &#8211; e t\u00eam propor\u00e7\u00e3o menor de analfabetos (7,9%, ante 8,6% dos homens).<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao n\u00edvel de instru\u00e7\u00e3o dos adultos, n\u00e3o houve mudan\u00e7a significativa de 2013 para 2014: 43,7% da popula\u00e7\u00e3o de 25 anos ou mais t\u00eam fundamental incompleto ou menos de um ano de estudo.<\/p>\n<p><b>Pr\u00e9-escola &#8211;\u00a0<\/b>Um ano depois de sancionada a lei que antecipou a entrada das crian\u00e7as na escola dos 6 para os 4 anos, cresceu a taxa de escolariza\u00e7\u00e3o nessa faixa et\u00e1ria: o \u00edndice era de 81,4% em 2013 e passou a 82,7% em 2014, conforme a Pnad. Em 2007, o taxa era de 70%, o que significa que o crescimento foi de 18%.<\/p>\n<p>Segundo o levantamento do IBGE, este foi o maior aumento da taxa de todas as faixas et\u00e1rias, na compara\u00e7\u00e3o com o ano anterior.<\/p>\n<p>H\u00e1 diferen\u00e7as regionais: no Norte, o \u00edndice \u00e9 de 70%; no Nordeste, 87,7%. Os dados podem estar ligados \u00e0 maior inser\u00e7\u00e3o da mulher no mercado de trabalho &#8211; como n\u00e3o pode mais ficar com os filhos em casa, ela busca creches e pr\u00e9-escolas.<\/p>\n<p>A altera\u00e7\u00e3o na Lei de Diretrizes e Bases, que prev\u00ea tamb\u00e9m a oferta, por Estados e munic\u00edpios, de oferta de educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica gratuita a partir dos 4 anos, foi sancionada em abril de 2013, mas a obrigatoriedade vale apenas a partir de 2016.<\/p>\n<p>Das crian\u00e7as entre 6 e 14 anos, 98,5% v\u00e3o \u00e0 escola no Brasil. Em todas as idades, a propor\u00e7\u00e3o das que frequentam escola p\u00fablica \u00e9 de 75,7%. Quando se chega \u00e0 universidade, o \u00edndice cai para 24,6%. No Sudeste, esse patamar \u00e9 de 19,8%.<\/p>\n<p><b>Internet &#8211;\u00a0<\/b>A Pnad do IBGE revelou tamb\u00e9m que mais da metade da popula\u00e7\u00e3o brasileira usa a internet. De 2013 a 2014, houve crescimento de 11,4% no total de pessoas conectadas: a propor\u00e7\u00e3o passou de 49,4% para 54,4%, ou 9,8 milh\u00f5es de usu\u00e1rios a mais.<\/p>\n<p>S\u00e3o pessoas que est\u00e3o acessando a partir de telefones celulares, cujo n\u00famero cresceu 4,9% no per\u00edodo. O IBGE estima que 136,6 milh\u00f5es de brasileiros de dez anos ou mais tenham um celular nas m\u00e3os, o que significa 77,9% da popula\u00e7\u00e3o, ante 75,2% em 2013.<\/p>\n<p>Em 56,3% de domic\u00edlios, o telefone fixo foi desligado e o celular j\u00e1 \u00e9 o \u00fanico telefone dispon\u00edvel, um aumento de 2,3 pontos porcentuais em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. Isso se verificou notadamente no Norte e no Nordeste. Em todo o Pa\u00eds, s\u00f3 2,4% das resid\u00eancias contam apenas com o fixo; em 2013, eram 2,7%.<\/p>\n<p>O microcomputador, seja desktop ou notebook, tamb\u00e9m est\u00e1 menos presente nos domic\u00edlios, na esteira da populariza\u00e7\u00e3o dos smartphones. Em 2013, estava em 48,9% das resid\u00eancias; em 2014, em 48,5%.<\/p>\n<p><b>M\u00e1quina de lavar roupa &#8211;\u00a0<\/b>De acordo com a Pnad do IBGE, fog\u00e3o, geladeira e televis\u00e3o est\u00e3o em quase a totalidade dos lares brasileiros &#8211; em 98,8%, 97,6% e 97,1%, respectivamente, do total de domic\u00edlios. J\u00e1 a m\u00e1quina de lavar roupa \u00e9 o eletrodom\u00e9stico que segue como grande objeto de desejo das fam\u00edlias, com crescimento de 5,1% no n\u00famero de domic\u00edlios que possuem o equipamento de 2013 para 2014: 39,3 milh\u00f5es de domic\u00edlios, ou 58,7% do total, possuem uma.<\/p>\n<p>A explica\u00e7\u00e3o para a procura pelas lavadoras tamb\u00e9m \u00e9 a maior entrada das mulheres no mercado de trabalho, o que reduz seu tempo de dedica\u00e7\u00e3o \u00e0s tarefas dom\u00e9sticas, tradicionalmente femininas no Brasil.<\/p>\n<p>A Pnad 2014 mostrou que os domic\u00edlios brasileiros t\u00eam menos freezers, aparelhos de r\u00e1dio e de DVD do que no passado. J\u00e1 carros e motocicletas foram mais encontrados nas resid\u00eancias do que em 2013: o n\u00famero absoluto dos im\u00f3veis com ao menos um autom\u00f3vel cresceu 6,7%, com maior aumento no Norte e no Nordeste As motocicletas tiveram crescimento semelhante, de 6,4%. A propor\u00e7\u00e3o de domic\u00edlios com carro \u00e9 de 45,3%; com moto \u00e9 de 21,2%.<\/p>\n<p><b>\u00daltima pesquisa anual &#8211;\u00a0<\/b>Em 2016, o IBGE divulgar\u00e1 a \u00faltima edi\u00e7\u00e3o da Pnad anual, referente a 2015. A coleta de dados est\u00e1 atualmente em campo.<\/p>\n<p>H\u00e1 pelo menos dois anos o instituto vem prometendo extinguir a Pnad anual. A pesquisa ser\u00e1 substitu\u00edda pela Pnad Cont\u00ednua, que j\u00e1 apresenta mensalmente indicadores sobre o mercado de trabalho<\/p>\n<p>Ano passado, o instituto esteve envolvido em uma pol\u00eamica, ap\u00f3s a divulga\u00e7\u00e3o da Pnad 2013. Um erro em dados da pesquisa levou a uma suposta melhora nos n\u00fameros do analfabetismo e piora nos de desigualdade. O engano foi assumido e corrigido pelo IBGE no dia seguinte \u00e0 divulga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-70065\" src=\"http:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/estadao.png\" alt=\"estadao\" width=\"99\" height=\"16\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad 2014), divulgada nesta sexta-feira, 13, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), mostra que o Brasil tinha 203,2 milh\u00f5es de residentes no ano passado, o que significou um crescimento populacional de 0,9% em rela\u00e7\u00e3o a 2013, ou 1,7 milh\u00e3o de pessoas. 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