{"id":78718,"date":"2015-11-29T14:09:46","date_gmt":"2015-11-29T16:09:46","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=78718"},"modified":"2015-11-29T14:10:52","modified_gmt":"2015-11-29T16:10:52","slug":"ministros-senadores-deputados-lista-da-lava-jato-tem-67-nomes-investigados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/ministros-senadores-deputados-lista-da-lava-jato-tem-67-nomes-investigados\/","title":{"rendered":"Ministros, senadores, deputados&#8230; Lava Jato tem 67 nomes sob investiga\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<h6 class=\"Assina\"><strong>Beatriz Bulla e Gustavo Aguiar<\/strong><\/h6>\n<p>Oito meses ap\u00f3s a abertura dos primeiros inqu\u00e9ritos contra pol\u00edticos por suposto envolvimento na Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato, o Supremo Tribunal Federal contabiliza, pelo menos, 67 investigados na Corte por suposto envolvimento nos esquemas de corrup\u00e7\u00e3o na Petrobr\u00e1s. Na lista, est\u00e3o um ministro de Estado (Edinho Silva, da Comunica\u00e7\u00e3o Social), um ministro do Tribunal de Contas da Uni\u00e3o (Raimundo Carreiro), 13 senadores e 23 deputados federais. Alguns est\u00e3o no alvo por mais de um fato criminoso.<\/p>\n<p>A primeira leva de inqu\u00e9ritos na Corte, com 49 nomes, se tornou p\u00fablica nos primeiros dias de mar\u00e7o deste ano. De l\u00e1 para c\u00e1, o grupo de trabalho formado pelo procurador-geral da Rep\u00fablica, Rodrigo Janot, avan\u00e7ou em den\u00fancias contra 13 pessoas, sendo cinco parlamentares: o presidente da C\u00e2mara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), os senadores Fernando Collor (PTB-AL) e Benedito de Lira (PP-AL) e os deputados Arthur Lira (PP-AL) e Nelson Meurer (PP-PR). Oferecida a den\u00fancia, cabe agora ao STF decidir se abre uma a\u00e7\u00e3o penal e torna r\u00e9us os investigados.<\/p>\n<p><b>Sigilo<\/b> &#8211; As primeiras den\u00fancias, de Cunha e Collor, vieram em agosto. Entre os investigadores, o prazo de cinco meses entre a abertura de inqu\u00e9rito e o oferecimento da acusa\u00e7\u00e3o formal \u00e9 considerado c\u00e9lere. Al\u00e9m das dela\u00e7\u00f5es premiadas que embasaram o in\u00edcio das investiga\u00e7\u00f5es &#8211; de Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobr\u00e1s, e do doleiro Alberto Youssef -, novos delatores e quebras de sigilo banc\u00e1rio e fiscal engordaram o material da Procuradoria. A den\u00fancia de Collor \u00e9 mantida em sigilo at\u00e9 hoje, por conter trechos de depoimento do empreiteiro Ricardo Pessoa, dono da empresa UTC.<\/p>\n<p>O Supremo n\u00e3o deve ter tempo h\u00e1bil de dar ainda neste ano o primeiro passo no julgamento de pol\u00edticos: o recebimento da den\u00fancia. Defesa e Minist\u00e9rio P\u00fablico t\u00eam prazos legais para manifesta\u00e7\u00f5es. Os advogados de Collor e de Cunha, por exemplo, conseguiram ganhar tempo na Corte, com prazo em dobro para resposta. O senador Delc\u00eddio Amaral (PT-MS) e o banqueiro Andr\u00e9 Esteves, do BTG Pactual, assim como o assessor do congressista, Diogo Ferreira, e o advogado Edson Ribeiro, presos por tentativa de obstru\u00e7\u00e3o das investiga\u00e7\u00f5es, devem refor\u00e7ar o rol de denunciados.<\/p>\n<p><b>Acesso restrito<\/b> &#8211; No total, o Supremo tem, pelo menos, 33 inqu\u00e9ritos abertos. Uma investiga\u00e7\u00e3o foi arquivada at\u00e9 o momento: a do senador Ant\u00f4nio Anastasia (PSDB-MG), por falta de provas, segundo a Procuradoria. O n\u00famero \u00e9 subestimado em raz\u00e3o dos chamados &#8220;inqu\u00e9ritos ocultos&#8221; &#8211; pe\u00e7as que, apesar de estarem em andamento, n\u00e3o existem no sistema eletr\u00f4nico do tribunal e ficam acess\u00edveis a um n\u00famero restrito de servidores do gabinete do discreto ministro Teori Zavascki, o relator da Lava Jato no Supremo. No grupo de inqu\u00e9ritos ocultos est\u00e3o o do ministro Edinho Silva, al\u00e9m da investiga\u00e7\u00e3o sobre o ministro do TCU Raimundo Carreiro e do advogado Tiago Cedraz, filho do presidente da Corte de Contas, Aroldo Cedraz.<\/p>\n<p>Na maioria das outras pe\u00e7as, sem den\u00fancia, a Pol\u00edcia Federal pediu no in\u00edcio do m\u00eas a prorroga\u00e7\u00e3o do prazo para investiga\u00e7\u00f5es \u00c9 o caso do inqu\u00e9rito que investiga o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).<\/p>\n<p><b>Bra\u00e7os<\/b> &#8211; Os desdobramentos das investiga\u00e7\u00f5es que n\u00e3o possuem rela\u00e7\u00e3o direta com o esquema de corrup\u00e7\u00e3o na Petrobras s\u00e3o distribu\u00eddos para relatoria de outros ministros. \u00c9 o caso do inqu\u00e9rito que investiga o ministro da Educa\u00e7\u00e3o, Aloizio Mercadante, e o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP). Ambos foram citados na dela\u00e7\u00e3o de Ricardo Pessoa e s\u00e3o suspeitos de uso de caixa 2 eleitoral, sem rela\u00e7\u00e3o com a Petrobr\u00e1s. O ministro Dias Toffoli recebeu outro desdobramento da Lava Jato, relativo a suposta fraude no Minist\u00e9rio do Planejamento com investiga\u00e7\u00e3o da senadora Gleisi Hoffman (PT-PR).<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-70065\" src=\"http:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/estadao.png\" alt=\"estadao\" width=\"99\" height=\"16\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Beatriz Bulla e Gustavo Aguiar Oito meses ap\u00f3s a abertura dos primeiros inqu\u00e9ritos contra pol\u00edticos por suposto envolvimento na Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato, o Supremo Tribunal Federal contabiliza, pelo menos, 67 investigados na Corte por suposto envolvimento nos esquemas de corrup\u00e7\u00e3o na Petrobr\u00e1s. 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