{"id":78867,"date":"2015-11-30T23:58:33","date_gmt":"2015-12-01T01:58:33","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=78867"},"modified":"2015-12-01T17:25:46","modified_gmt":"2015-12-01T19:25:46","slug":"pacientes-com-plano-de-saude-dao-de-3-a-1-em-doentes-da-fila-do-sus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/pacientes-com-plano-de-saude-dao-de-3-a-1-em-doentes-da-fila-do-sus\/","title":{"rendered":"Pacientes com plano de sa\u00fade d\u00e3o de 3 a 1 nos doentes atendidos pelo SUS"},"content":{"rendered":"<h6 class=\"Assina\"><strong>Fabiana Cambricoli<\/strong><\/h6>\n<p>Os pacientes de planos de sa\u00fade t\u00eam at\u00e9 tr\u00eas vezes mais m\u00e9dicos dispon\u00edveis do que os usu\u00e1rios da rede p\u00fablica, mostra estudo feito pela Faculdade de Medicina da USP e pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e divulgado nesta segunda-feira, 30. De acordo com a pesquisa Demografia M\u00e9dica no Brasil 2015, 21,6% dos m\u00e9dicos trabalham apenas no setor p\u00fablico, 26,9% est\u00e3o exclusivamente na rede privada e outros 51,5% atuam nas duas esferas, o que indica que 78,4% dos m\u00e9dicos t\u00eam v\u00ednculos com o setor privado e 73,1%, com o setor p\u00fablico.<\/p>\n<p>Apesar da similaridade nos \u00edndices, a desigualdade ocorre porque apenas 25% da popula\u00e7\u00e3o brasileira tem conv\u00eanio m\u00e9dico, enquanto 75% depende do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS).<\/p>\n<p>&#8220;Essa desigualdade pode melhorar com pol\u00edticas p\u00fablicas de sa\u00fade, com maior capacidade administrativa e com a cria\u00e7\u00e3o de uma carreira de Estado para os m\u00e9dicos, que traga perspectivas de progress\u00e3o e melhores condi\u00e7\u00f5es de trabalho&#8221;, diz Carlos Vital, presidente do CFM.<\/p>\n<p><b>Distribui\u00e7\u00e3o &#8211;\u00a0<\/b>Ainda de acordo com o estudo, 59% dos m\u00e9dicos brasileiros s\u00e3o especialistas, o que equivale a 229 mil profissionais. O Estado de S\u00e3o Paulo tem mais especialistas do que a soma das regi\u00f5es Norte, Nordeste e Centro-Oeste. S\u00e3o 68 mil m\u00e9dicos do tipo no Estado contra 61,6 mil nas tr\u00eas regi\u00f5es.<\/p>\n<p>Metade dos especialistas do Brasil se concentram em apenas seis \u00e1reas: cl\u00ednica m\u00e9dica, pediatria, cirurgia geral, ginecologia e obstetr\u00edcia, anestesiologia e cardiologia. As especialidades com o menor n\u00famero de profissionais s\u00e3o gen\u00e9tica m\u00e9dica, cirurgia da m\u00e3o e radioterapia.<\/p>\n<p>O estudo mostrou ainda que o \u00edndice de m\u00e9dicos por 1.000 habitantes cresceu nos \u00faltimos cinco anos, mas ainda est\u00e1 aqu\u00e9m da taxa recomendada pelo pr\u00f3prio Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. Em 2010, a taxa era de 1,95 profissionais do tipo por 1.000 brasileiros. Neste ano, o \u00edndice chegou a 2,11, n\u00famero inferior ao \u00edndice de 2,5 considerado ideal para garantir uma assist\u00eancia adequada \u00e0 popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O maior desafio, no entanto, ainda \u00e9 a distribui\u00e7\u00e3o desigual de m\u00e9dicos entre as regi\u00f5es brasileiras. No Sudeste, a propor\u00e7\u00e3o de m\u00e9dicos pela popula\u00e7\u00e3o \u00e9 de 2,75, contra 1,09 no Norte.<\/p>\n<p>A maior disparidade ocorre quando comparado o n\u00famero de doutores que trabalham nas capitais contra os que atuam no interior. Embora as primeiras re\u00fanam apenas 23,8% da popula\u00e7\u00e3o do Pa\u00eds, 55,2% dos m\u00e9dicos est\u00e3o nessas cidades.<\/p>\n<p><b>Mais mulheres &#8211;\u00a0<\/b>A pesquisa mostra que a propor\u00e7\u00e3o de mulheres formadas em medicina vem crescendo ano a ano em compara\u00e7\u00e3o ao n\u00famero de homens. Em 2014, dos novos registros de m\u00e9dicos no Pa\u00eds, 54% foram de profissionais do sexo feminino.<\/p>\n<p>Como determinadas especialidades s\u00e3o ocupadas majoritariamente por um dos g\u00eaneros, \u00e9 poss\u00edvel que o aumento de mulheres na profiss\u00e3o provoque uma mudan\u00e7a na disponibilidade de m\u00e9dicos especialistas. Haveria um aumento de dermatologistas, pediatras e m\u00e9dicos da fam\u00edlia, especialidades ocupadas em sua maioria pelo sexo feminino, e a queda de urologistas, ortopedistas e cirurgi\u00f5es, \u00e1reas com concentra\u00e7\u00e3o de profissionais do sexo masculino.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 uma tend\u00eancia internacional o aumento de mulheres na medicina e isso pode ser muito bom para sistemas de sa\u00fade ordenados pela aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, como o nosso. Por outro lado, os homens s\u00e3o maioria em todas as especialidades cir\u00fargicas. Precisamos come\u00e7ar a discutir essas diferen\u00e7as na forma\u00e7\u00e3o m\u00e9dica&#8221;, diz Mario Scheffer, professor da FMUSP e coordenador do estudo.<\/p>\n<p>Ele ressaltou que, embora o n\u00famero de mulheres esteja crescendo na carreira, as condi\u00e7\u00f5es de trabalho n\u00e3o s\u00e3o iguais. &#8220;Elas t\u00eam jornadas de trabalho e n\u00famero de empregos muito parecidos aos dos homens, mas ganham muito menos&#8221;, afirma.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-70065\" src=\"http:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/estadao.png\" alt=\"estadao\" width=\"99\" height=\"16\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fabiana Cambricoli Os pacientes de planos de sa\u00fade t\u00eam at\u00e9 tr\u00eas vezes mais m\u00e9dicos dispon\u00edveis do que os usu\u00e1rios da rede p\u00fablica, mostra estudo feito pela Faculdade de Medicina da USP e pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e divulgado nesta segunda-feira, 30. 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