{"id":7896,"date":"2014-04-30T11:34:56","date_gmt":"2014-04-30T14:34:56","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=7896"},"modified":"2014-04-30T20:25:19","modified_gmt":"2014-04-30T23:25:19","slug":"projeto-de-pezao-para-levar-agua-para-baixada-e-balela-diz-engenheiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/projeto-de-pezao-para-levar-agua-para-baixada-e-balela-diz-engenheiro\/","title":{"rendered":"Projeto de Pez\u00e3o para levar \u00e1gua para Baixada \u00e9 balela"},"content":{"rendered":"<p>Em 4 de abril \u00faltimo, logo ap\u00f3s ser empossado governador, Luiz Fernando Pez\u00e3o anunciou que pediria ao governo federal empr\u00e9stimo de R$ 3 bilh\u00f5es para construir Guandu 2, visando levar \u00e1gua para toda a Baixada Fluminense. Por\u00e9m, segundo o engenheiro Fl\u00e1vio Guedes, ex-diretor da Cedae, considera que o projeto n\u00e3o \u00e9 adequado e ser\u00e1 desperd\u00edcio de dinheiro p\u00fablico, para ficarmos dependentes do Rio Para\u00edba do Sul, em vez de aproveitar o sistema de Ribeir\u00e3o das Lages.<\/p>\n<p>Com o t\u00edtulo de \u201c\u00c1gua de morro abaixo \u00e9 mais f\u00e1cil e barata que \u00e1gua de morro acima\u201d, diz texto assinado por Guedes: \u201cA come\u00e7ar pelo nome GUANDU 2, est\u00e1 errado. Se fosse pela quantidade de ETAs &#8220;GUANDUs&#8221;, seria ETA GUANDU 3. Pois, temos a VETA (Velha Esta\u00e7\u00e3o de Tratamento d&#8217;\u00e1gua) de 1955, a NETA (Nova Esta\u00e7\u00e3o de Tratamento d&#8217;\u00e1gua) de 1982, devendo ser essa outra Esta\u00e7\u00e3o de Tratamento d&#8217;\u00e1gua, a ETA GUANDU 3.<\/p>\n<p>Se fosse pelas etapas de ETAs constru\u00eddas, seria ETA GUANDU 5. Se n\u00e3o vejamos: a 1\u00aa etapa da VETA GUANDU \u00e9 de 1955, a 2\u00aa etapa da VETA \u00e9 de 1962, a 3\u00aa etapa da VETA \u00e9 de 1963 e a NETA de 1982, ou seja, essa outra esta\u00e7\u00e3o seria a ETA GUANDU 5, nessa outra metodologia. At\u00e9 na hora de dar nomes aos burros, equivocam-se, ou levam o Pez\u00e3o ao equivoco. O que come\u00e7a com o nome errado, n\u00e3o pode dar certo. Se a nova ETA GUANDU ser\u00e1 2, 3 ou 5, tamb\u00e9m n\u00e3o importa, est\u00e1 errada na estrat\u00e9gia, na inten\u00e7\u00e3o e na concep\u00e7\u00e3o. Se n\u00e3o vejamos:<\/p>\n<p>Essa outra ETA GUANDU vai utilizar o mesmo manancial das outras anteriores, o polu\u00eddo rio GUANDU, com sua \u00e1gua transposta do tamb\u00e9m polu\u00eddo, agonizante e disputado rio Para\u00edba do Sul. Ficando o Rio de Janeiro com a maior ETA do mundo e com o maior problema do mundo, tamb\u00e9m. Com qualquer acidente, contra-tempo ou falhas, o que hoje \u00e9 comum, todos ficam sem \u00e1gua, haja visto os problemas que causam as fortes chuvas e paralisa\u00e7\u00f5es mal preparadas.<\/p>\n<p>Essa outra ETA GUANDU, ter\u00e1, al\u00e9m de ser car\u00edssima, mega fornecimento de grupos moto-bombas, pain\u00e9is, complexas subesta\u00e7\u00f5es de energia el\u00e9trica e outros equipamentos necess\u00e1rios para uma ETA convencional dotada de todas as etapas e processos unit\u00e1rios para tornar a \u00e1gua pot\u00e1vel. A exemplo das outras ETAS GUANDU, haver\u00e1 a necessidade de levar e retirar a \u00e1gua da ETA, para depois de tratada, lev\u00e1-la aos reservat\u00f3rios e aos consumidores.<\/p>\n<p>Ter\u00e1 gastos astron\u00f4micos com energia el\u00e9trica para fazer funcionar os grupos moto-bombas, equipamentos da ETA e de seu complexo; gastos tamb\u00e9m astron\u00f4micos, com produtos qu\u00edmicos; com m\u00e3o de obra e a manuten\u00e7\u00e3o para uma ETA convencional e ter\u00e1 jogado fora a seguran\u00e7a estrat\u00e9gica de toda a popula\u00e7\u00e3o, com a possibilidade do Rio ter dois grandes mananciais para o abastecimento d&#8217;\u00e1gua, quando em situa\u00e7\u00f5es extremas, um substituir\u00e1 o outro e o outro substituir\u00e1 o um.<\/p>\n<p>Vai tratar, l\u00e1 em baixo, um volume d&#8217;\u00e1gua de 5m\u00b3\/seg, sendo que o lago de Ribeir\u00e3o das Lages, com &#8220;G&#8221;, hoje joga no rio Guandu, l\u00e1 em cima, com uma cota suficiente para abastecer toda a Baixada Fluminense sem grandes gastos de energia el\u00e9trica, 10m\u00b3\/seg de uma \u00e1gua de excel\u00eancia, que desde 1940 j\u00e1 se utiliza 5.5m\u00b3\/seg para o abastecimento do Rio. \u00c9 dif\u00edcil de se entender essa l\u00f3gica &#8220;sujar&#8221; 10m\u00b3 d&#8217;\u00e1gua\/seg, que pode ser tratada com um custo baix\u00edssimo, para &#8220;limpar&#8221; com um custo alt\u00edssimo, s\u00f3 5m\u00b3\/seg. E mesmo que queiram, no afogadilho da situa\u00e7\u00e3o, tratar 15m\u00b3\/seg, \u00e9 uma quantidade menor que a m\u00e9dia da produ\u00e7\u00e3o e disponibilidade do lago de Ribeir\u00e3o das Lages, com \u201dG\u201d, que \u00e9 de 16m\u00b3\/seg\u201d, disse o texto. Fl\u00e1vio \u00e9 ex-superintendente de Guandu, de Obras e Regional.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 4 de abril \u00faltimo, logo ap\u00f3s ser empossado governador, Luiz Fernando Pez\u00e3o anunciou que pediria ao governo federal empr\u00e9stimo de R$ 3 bilh\u00f5es para construir Guandu 2, visando levar \u00e1gua para toda a Baixada Fluminense. 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