{"id":79434,"date":"2015-12-04T10:11:08","date_gmt":"2015-12-04T12:11:08","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=79434"},"modified":"2015-12-05T01:55:32","modified_gmt":"2015-12-05T03:55:32","slug":"triplo-64-de-guga-wm-agassi-que-fez-dele-o-numero-1-15-anos-depois","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/triplo-64-de-guga-wm-agassi-que-fez-dele-o-numero-1-15-anos-depois\/","title":{"rendered":"Triplo 6\/4 de Guga em Andr\u00e9 Agassi, que fez dele o 1\u00ba, lembrado quinze anos depois"},"content":{"rendered":"<div id=\"Corpo\">\n<h6 class=\"Assina\"><strong>Felipe Rosa Mendes<\/strong><\/h6>\n<p>Foi h\u00e1 exatos 15 anos que Gustavo Kuerten desbravou um territ\u00f3rio desconhecido pelos tenistas brasileiros. No dia 4 de dezembro de 2000, o catarinense apareceu na sonhada lideran\u00e7a do ranking da ATP, a Associa\u00e7\u00e3o dos Tenistas Profissionais, um feito para poucos. A conquista in\u00e9dita, celebrada at\u00e9 hoje pelos f\u00e3s, teve sabor ainda mais doce para o atleta de Florian\u00f3polis por coroar uma grande temporada, que culminou no triunfo na restrita Masters Cup de Lisboa, onde Guga desbancou lendas como Pete Sampras e Andre Agassi.<\/p>\n<p>Ao derrotar Agassi em uma final melhor de cinco sets, por triplo 6\/4, o catarinense somou pontos suficientes no ranking para desbancar os rivais e terminar a temporada como o novo n\u00famero 1 do mundo, posi\u00e7\u00e3o que frequentou por 43 semanas no circuito. Passados 15 anos da conquista, Guga se lembra da partida hist\u00f3rica como se fosse ontem. Principalmente da sua rea\u00e7\u00e3o ao fim do jogo. &#8220;Eu estava ansioso pelo momento de abra\u00e7ar todo mundo&#8221;, diz o agora ex-tenista, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Estado.<\/p>\n<p>Toda a expectativa represada ao longo da semana de competi\u00e7\u00e3o, que re\u00fane os oito melhores tenistas da temporada, foi resumida neste ato aparentemente banal ao fim da grande batalha. &#8220;Lembro do abra\u00e7o no final do jogo. \u00c9 uma lembran\u00e7a afetiva, que \u00e9 o que fica gravado para sempre no cora\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>E n\u00e3o faltou abra\u00e7os em Guga assim que ele converteu o match point na quadra dura de Lisboa depois de um erro de Agassi na devolu\u00e7\u00e3o do seu saque. &#8220;Lembro bem da m\u00e3e me mostrando da arquibancada que s\u00f3 faltava um ponto&#8221;. Com a ta\u00e7a nas m\u00e3os, ele se dirigiu aos familiares, finalmente aliviados, e foi dar o aguardado abra\u00e7o na &#8220;m\u00e3e n\u00famero 1 do mundo&#8221;, como ele mesmo definiu com o microfone nas m\u00e3os durante a cerim\u00f4nia de premia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Al\u00e9m das emo\u00e7\u00f5es, que afloram com facilidade no rosto do ex-tenista, Guga se recorda com facilidade do caminho que percorreu at\u00e9 o t\u00edtulo em Lisboa. &#8220;Foram jogos muitos especiais&#8221;, disse. E foram mesmo, a come\u00e7ar curiosamente pela derrota para o pr\u00f3prio Agassi, por 2 sets a 1 &#8211; somente a final foi disputada em cinco sets.<\/p>\n<p>Insatisfeito com a performance na estreia, Guga compensou nos dois jogos seguintes, pela fase de grupos. Derrotou o sueco Magnus Norman e o russo Yevgeny Kafelnikov por 2 a 0, classificando-se para a semifinal. Foi ent\u00e3o que se deparou com seu primeiro grande desafio: superar Pete Sampras na quadra dura e indoor, tudo que favorece o estilo do norte-americano.<\/p>\n<p>Acostumado \u00e0 lentid\u00e3o do saibro, jogado principalmente em quadra descoberta, Guga venceu o ent\u00e3o n\u00famero 3 do mundo de virada, por 2 sets a 1. Batida a lenda, era a vez de superar os erros da estreia e a press\u00e3o de virar n\u00famero 1 para vencer Agassi. O placar de 3 sets a 0 n\u00e3o deixou d\u00favidas sobre a superioridade do brasileiro.<\/p>\n<p>&#8220;Era a primeira vez que eu ganhava um torneio como esse, que re\u00fane os oito melhores tenistas do mundo, e com uma peculiaridade: vencendo Sampras e Agassi, na mesma competi\u00e7\u00e3o&#8221;, destacou Guga, ainda espantado pelo feito obtido em 2000.<\/p>\n<p>Por tudo isso, o catarinense encara o t\u00edtulo da Masters Cup, que lhe rendeu o topo do ranking, como sua maior conquista. Sem esquecer, contudo, da inesperada conquista de Roland Garros em 1997, quando apareceu para o mundo do t\u00eanis. &#8220;Vencer Roland Garros, em 1997, foi a minha maior fa\u00e7anha e a Masters Cup de Lisboa foi a minha maior conquista como jogador&#8221;, comparou.<\/p>\n<p>A conquista do topo coroou uma grande temporada, real\u00e7ada pelo segundo t\u00edtulo em Roland Garros. Houve ainda outros tr\u00eas t\u00edtulos em 2000, em Santiago, Indian\u00e1polis e em Hamburgo, ent\u00e3o sede de um dos Masters 1000 do circuito. Mais que selar um ano brilhante, o t\u00edtulo em Lisboa consolidou a carreira do brasileiro.<\/p>\n<p>A sequ\u00eancia de conquistas, incluindo a chegada ao topo, garantiu ao tenista maior reconhecimento e apoio de patrocinadores. &#8220;Buscamos sempre parcerias duradouras e relevantes. Atualmente, n\u00f3s conseguimos trabalhar nessa mesma linha, com muito sucesso. Eu vejo que a import\u00e2ncia das decis\u00f5es tomadas naquela \u00e9poca tem impacto at\u00e9 hoje&#8221;.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-70065\" src=\"http:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/estadao.png\" alt=\"estadao\" width=\"99\" height=\"16\" \/><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Felipe Rosa Mendes Foi h\u00e1 exatos 15 anos que Gustavo Kuerten desbravou um territ\u00f3rio desconhecido pelos tenistas brasileiros. No dia 4 de dezembro de 2000, o catarinense apareceu na sonhada lideran\u00e7a do ranking da ATP, a Associa\u00e7\u00e3o dos Tenistas Profissionais, um feito para poucos. 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