{"id":81878,"date":"2015-12-21T10:50:37","date_gmt":"2015-12-21T12:50:37","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=81878"},"modified":"2015-12-21T11:13:26","modified_gmt":"2015-12-21T13:13:26","slug":"de-investigador-a-investigado-tabach-recebia-50-mil-de-propina-so-de-uma-delegacia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/de-investigador-a-investigado-tabach-recebia-50-mil-de-propina-so-de-uma-delegacia\/","title":{"rendered":"De investigador a investigado, Tabach recebia 50 mil de propina s\u00f3 de uma delegacia"},"content":{"rendered":"<h6 class=\"Assina\"><strong>Alexandre Hisayasu<\/strong><\/h6>\n<p>Um policial civil \u00e9 uma das principais pe\u00e7as da investiga\u00e7\u00e3o feita pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico Estadual (MPE) sobre o suposto mensal\u00e3o da Corregedoria da Pol\u00edcia Civil. Testemunha sob prote\u00e7\u00e3o, ele foi ouvido em sigilo pelos promotores, em 1\u00ba de dezembro, e contou como o investigador Waldir Tabach, chefe dos investigadores da corregedoria, arrecadaria a propina das delegacias de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>O jornal <em>O Estado de S. Paulo<\/em> teve acesso ao depoimento da testemunha. Ela afirma que &#8220;foi o chefe dos investigadores da Pol\u00edcia Civil, Waldir Tabach, que informou ao chefe dos investigadores do Deic, Sr. Toyama, que o Gecep (Grupo Especial de Controle Externo da Pol\u00edcia) e policiais da corregedoria estavam chegando no local para cumprir mandados de pris\u00e3o&#8221;. A testemunha disse que Tabach receberia R$ 50 mil mensais s\u00f3 do Deic para mandar as informa\u00e7\u00f5es e que falaria com Toyama por meio de celulares chamados &#8220;diretinhos&#8221; que ningu\u00e9m sabe o n\u00famero.<\/p>\n<p>A reportagem pediu \u00e0 Secretaria de Seguran\u00e7a P\u00fablica para entrevistar Tabach e o diretor da Corregedoria, delegado Nestor Sampaio Penteado Filho, mas n\u00e3o houve resposta. A assessoria do Deic tamb\u00e9m foi procurada, mas ningu\u00e9m respondeu.<\/p>\n<p><b>Suspeitas &#8211;\u00a0<\/b>Os promotores do Gecep encaminharam c\u00f3pia de toda a investiga\u00e7\u00e3o sobre as suspeitas de cobran\u00e7a de propina da Corregedoria da Pol\u00edcia Civil \u00e0 Secretaria de Seguran\u00e7a P\u00fablica no come\u00e7o do m\u00eas e pediram provid\u00eancias por parte da pasta. O Gecep tamb\u00e9m mandou c\u00f3pias para a Promotoria de Defesa do Patrim\u00f4nio P\u00fablico, pois h\u00e1 suspeita de enriquecimento il\u00edcito e improbidade administrativa praticada pelos policiais investigados.<\/p>\n<p>Na parte c\u00edvel, a investiga\u00e7\u00e3o foi dividida em v\u00e1rios inqu\u00e9ritos Um ser\u00e1 apenas para apurar os fatos ocorridos no Deic, que tamb\u00e9m ser\u00e3o anexados na investiga\u00e7\u00e3o sobre o suposto mensal\u00e3o da corregedoria. Outros supostos crimes praticados por outros departamentos, mas sempre relacionados com corrup\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m ser\u00e3o investigados pelos promotores do Patrim\u00f4nio P\u00fablico.<\/p>\n<p><b>Hist\u00f3rico &#8211;\u00a0<\/b>Essa \u00e9 a primeira vez que a Corregedoria da Pol\u00edcia Civil \u00e9 alvo de suspeitas. Durante a gest\u00e3o de Ronaldo Marzag\u00e3o na Secretaria da Seguran\u00e7a (2007-2009), decis\u00f5es sobre processos administrativos contra policiais corruptos seriam vendidas por integrantes da c\u00fapula da pasta para livrar a banda podre de puni\u00e7\u00f5es. Foi por isso que o secret\u00e1rio Antonio Ferreira Pinto (2009-2012) fez com que o \u00f3rg\u00e3o deixasse de ser subordinado \u00e0 Delegacia Geral de Pol\u00edcia e p\u00f4s sob a responsabilidade de seu gabinete.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o fez Ferreira Pinto ser alvo de espionagem por parte de policiais civis envolvidos em casos de corrup\u00e7\u00e3o. Em uma das a\u00e7\u00f5es, os investigados divulgaram imagens de c\u00e2meras de seguran\u00e7a de um shopping que mostravam o secret\u00e1rio se encontrando com um jornalista, dando a entender que ele estaria passando informa\u00e7\u00f5es sigilosas.<\/p>\n<p>Na \u00e9poca, a respons\u00e1vel pela Corregedoria era a delegada Maria In\u00eas Valente. Ela saiu do cargo depois que imagens gravadas pela pr\u00f3pria Corregedoria mostraram agentes tirando dinheiro supostamente escondido na calcinha de uma escriv\u00e3.<\/p>\n<p>O caso foi arquivado pela Justi\u00e7a, mas ganhou repercuss\u00e3o ap\u00f3s a divulga\u00e7\u00e3o das imagens da a\u00e7\u00e3o dos policiais da Corregedoria, que foram consideradas arbitr\u00e1rias pelos colegas. A corregedora entregou o cargo.<\/p>\n<p>Desde a queda de Ferreira Pinto, o delegado Nestor Sampaio Penteado Filho assumiu o \u00f3rg\u00e3o. Ele sempre foi considerado discreto nas a\u00e7\u00f5es do departamento.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-70065\" src=\"http:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/estadao.png\" alt=\"estadao\" width=\"99\" height=\"16\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alexandre Hisayasu Um policial civil \u00e9 uma das principais pe\u00e7as da investiga\u00e7\u00e3o feita pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico Estadual (MPE) sobre o suposto mensal\u00e3o da Corregedoria da Pol\u00edcia Civil. 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