{"id":82413,"date":"2015-12-26T10:38:19","date_gmt":"2015-12-26T12:38:19","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=82413"},"modified":"2015-12-26T14:42:32","modified_gmt":"2015-12-26T16:42:32","slug":"industria-automobilistica-sofre-com-queda-nas-vendas-mas-descarta-descontos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/industria-automobilistica-sofre-com-queda-nas-vendas-mas-descarta-descontos\/","title":{"rendered":"Ind\u00fastria automobil\u00edstica sofre com queda nas vendas, mas descarta dar descontos"},"content":{"rendered":"<h6 class=\"Assina\"><strong>Andr\u00e9 \u00cdtalo Rocha<\/strong><\/h6>\n<p>Depois de terminar 2015 com a maior queda nas vendas em quase 30 anos, o mercado automotivo brasileiro se prepara para adotar uma estrat\u00e9gia arriscada em 2016: deixar o ve\u00edculo mais caro no momento em que o consumo se retrai, o desemprego sobe e o cr\u00e9dito tende a ficar mais restrito. Embora o reajuste seja uma decis\u00e3o de cada montadora, todas as marcas passam, segundo analistas e executivos do setor, por uma forte press\u00e3o de custos<\/p>\n<p>Uma proje\u00e7\u00e3o feita pela consultoria Tend\u00eancias aponta que os pre\u00e7os dos ve\u00edculos novos dever\u00e3o subir em 2016 no mesmo ritmo da infla\u00e7\u00e3o medida pelo \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor, da Funda\u00e7\u00e3o Instituto de Pesquisas Econ\u00f4micas (IPC-Fipe), pondo fim a um per\u00edodo de 10 anos em que a varia\u00e7\u00e3o sempre ficou em n\u00edvel mais baixo.<\/p>\n<p>Na previs\u00e3o da consultoria, os ve\u00edculos novos dever\u00e3o ter aumento de 5,8% em 2016, a mesma estimativa para o IPC. Para este ano, a expectativa \u00e9 de que os pre\u00e7os dos carros subam 5,4%, abaixo dos 8,4% previstos para a \u00edndice geral. A \u00faltima vez em que houve queda dos ve\u00edculos foi em 2012, de 5%. \u00c0 \u00e9poca, as montadoras ainda contavam com a redu\u00e7\u00e3o do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que deixou de vigorar em 31 de outubro de 2014.<\/p>\n<p>Respons\u00e1vel pelo levantamento da Tend\u00eancias, o economista Rodrigo Baggi diz que a press\u00e3o de custos j\u00e1 havia atingido as montadoras neste ano, em raz\u00e3o da forte deprecia\u00e7\u00e3o do c\u00e2mbio e do aumento da energia. &#8220;O aperto nas margens j\u00e1 aconteceu. Uma parte do reajuste n\u00e3o foi feito porque as montadoras n\u00e3o queriam perder volume de venda&#8221;, avalia.<\/p>\n<p>A expectativa do setor \u00e9 de que as vendas tenham uma queda menor no ano que vem. Segundo a Federa\u00e7\u00e3o Nacional de Distribui\u00e7\u00e3o de Ve\u00edculos Automotores (Fenabrave), o volume de ve\u00edculos novos vendidos em 2015 deve cair 27% em compara\u00e7\u00e3o com 2014, para 2,53 milh\u00f5es de unidades. A retra\u00e7\u00e3o esperada para 2016 \u00e9 de 5%.<\/p>\n<p>Para o diretor de pesquisas econ\u00f4micas da consultoria GO Associados, F\u00e1bio Silveira, o c\u00e2mbio ser\u00e1 novamente o principal vil\u00e3o dos custos das fabricantes. &#8220;Tivemos uma acentuada deprecia\u00e7\u00e3o do c\u00e2mbio em 2015, mas s\u00f3 uma parte foi repassada ao consumidor, porque ainda havia estoque com o c\u00e2mbio mais apreciado. A outra parcela vai ser repassada no ano que vem. Ser\u00e1 algo que as montadoras n\u00e3o v\u00e3o conseguir segurar, caso contr\u00e1rio, fecham o neg\u00f3cio&#8221;, diz Silveira.<\/p>\n<p>Por quest\u00f5es de estrat\u00e9gia de mercado, as montadoras que lideram as vendas no Brasil evitam abrir o jogo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pol\u00edtica de pre\u00e7os. No entanto, admitem que a press\u00e3o de custos seguir\u00e1 em 2016. &#8220;O pre\u00e7o \u00e9 algo que ser\u00e1 definido pela din\u00e2mica do mercado, mas existe uma forte press\u00e3o de custos&#8221;, disse o vice-presidente de rela\u00e7\u00f5es institucionais da Ford, Rogelio Golfarb, em evento realizado pela montadora neste m\u00eas. Em um congresso, dois meses antes, ele j\u00e1 havia afirmado que &#8220;lucro \u00e9 coisa do passado&#8221;.<\/p>\n<p>Mais sens\u00edveis ao c\u00e2mbio, as importadoras s\u00e3o mais abertas em rela\u00e7\u00e3o a reajustes. A Kia Motors j\u00e1 trabalha com um cen\u00e1rio de alta dos pre\u00e7os. &#8220;Comprar carro importado no Brasil hoje \u00e9 como comprar d\u00f3lar a R$ 2,30, porque ningu\u00e9m repassou&#8221;, disse o presidente da empresa no Brasil, Jos\u00e9 Luiz Gandini.<\/p>\n<p>Para aliviar o custo da m\u00e3o de obra, algumas montadoras aderiram ao Programa de Prote\u00e7\u00e3o ao Emprego (PPE), medida do governo federal que permite a redu\u00e7\u00e3o das jornadas dos trabalhadores em at\u00e9 30%, com diminui\u00e7\u00e3o salarial no mesmo n\u00edvel. Entre as companhias est\u00e3o a Volkswagen, a Mercedes-Benz e a Ford. A chinesa Chery, que instalou sua f\u00e1brica no Brasil no ano passado, teve de trilhar o caminho contr\u00e1rio, realizando em 2015 dois reajustes salariais superiores \u00e0 infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Segundo o vice-presidente da companhia chinesa no Brasil, Luis Curi, ser\u00e1 inevit\u00e1vel realizar uma &#8220;adequa\u00e7\u00e3o dos custos sofridos&#8221; em 2015. &#8220;O porcentual seguir\u00e1 duas diretrizes: acompanhar os reajustes do mercado e chegar o mais perto poss\u00edvel da incid\u00eancia dos aumentos que impactaram os nossos custos&#8221;, afirma. Desde que chegou ao Brasil, a montadora n\u00e3o encontrou vida f\u00e1cil. A f\u00e1brica instalada em Jacare\u00ed, no interior de S\u00e3o Paulo, tem capacidade para produzir 50 mil ve\u00edculos por ano, mas s\u00f3 dever\u00e1 produzir algo pr\u00f3ximo de 5 mil.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-70065\" src=\"http:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/estadao.png\" alt=\"estadao\" width=\"99\" height=\"16\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Andr\u00e9 \u00cdtalo Rocha Depois de terminar 2015 com a maior queda nas vendas em quase 30 anos, o mercado automotivo brasileiro se prepara para adotar uma estrat\u00e9gia arriscada em 2016: deixar o ve\u00edculo mais caro no momento em que o consumo se retrai, o desemprego sobe e o cr\u00e9dito tende a ficar mais restrito. 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