{"id":82693,"date":"2015-12-28T22:58:22","date_gmt":"2015-12-29T00:58:22","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=82693"},"modified":"2016-07-30T16:51:58","modified_gmt":"2016-07-30T19:51:58","slug":"amazonia-esta-virando-savana-a-primeira-porta-para-virar-deserto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/amazonia-esta-virando-savana-a-primeira-porta-para-virar-deserto\/","title":{"rendered":"Amaz\u00f4nia est\u00e1 virando uma savana, a primeira porta para que a regi\u00e3o vire um deserto"},"content":{"rendered":"<p>A Amaz\u00f4nia est\u00e1 se transformando em uma savana, devido ao ar mais seco, embora de maneira transit\u00f3ria e n\u00e3o t\u00e3o repentina como apontavam alguns progn\u00f3sticos, de acordo com estudo divulgado nesta segunda-feira nos Estados Unidos.<\/p>\n<p class=\"text\">A pesquisa, liderada por Naomi Levine, do departamento de Biologia da Universidade de Harvard, analisa a resposta individual de plantas da regi\u00e3o a um entorno mais seco, diante de modelos que estimavam efeitos em todo o ecossistema.<\/p>\n<p class=\"text\">&#8220;Nossa an\u00e1lise sugere que, em contraste com os progn\u00f3sticos de estabilidade ou perda catastr\u00f3fica de biomassa, a floresta amaz\u00f4nico responde a um clima mais seco de maneira imediata, mas gradual e heterog\u00eanea&#8221;, diz o texto publicado na na revista da Academia Nacional de Ci\u00eancias dos EUA.<\/p>\n<p class=\"text\">Em outras palavras, a &#8220;floresta amaz\u00f4nica \u00e9 mais sens\u00edvel a mudan\u00e7as no clima do que o sugerido em outros estudos, mas n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o prov\u00e1vel que aconte\u00e7a repentinamente uma mudan\u00e7a de um ecossistema para outro&#8221;, segundo os autores do estudo.<\/p>\n<p class=\"text\">A mudan\u00e7a ser\u00e1 de uma &#8220;floresta \u00famida de alta concentra\u00e7\u00e3o de biomassa para uma floresta de transi\u00e7\u00e3o seca e lenhosa, similar \u00e0 savana&#8221;.<\/p>\n<p class=\"text\">O estudo adverte, no entanto, que o desmatamento e outras interven\u00e7\u00f5es humanas podem acelerar esta transi\u00e7\u00e3o, pela qual j\u00e1 est\u00e1 passando a regi\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"text\">Os pesquisadores apontam que os maiores riscos de esta\u00e7\u00f5es mais secas acontecem ao sul da floresta, onde j\u00e1 se observam condi\u00e7\u00f5es mais extremas de baixa umidade.<\/p>\n<p class=\"text\">De acordo com o trabalho apresentado, a vulnerabilidade ou resist\u00eancia da floresta tropical depende da dura\u00e7\u00e3o das esta\u00e7\u00f5es secas, do tipo de solo, mas tamb\u00e9m, de maneira relevante, do n\u00edvel de competi\u00e7\u00e3o e as din\u00e2micas entre as plantas e \u00e1rvores do ecossistema.<\/p>\n<p class=\"text\">Al\u00e9m disso, a heterogeneidade e biodiversidade da floresta amaz\u00f4nica a faz mais resistente do que consideravam alguns modelos \u00e0 falta de \u00e1gua, o que permite uma resposta mais gradual aos per\u00edodos de seca.<\/p>\n<p class=\"text\">As zonas de florestas da Bacia do Rio Amazonas, com esta\u00e7\u00f5es secas de quatro meses, perder\u00e3o 20% de biomassa, caso o per\u00edodo de baixa de chuvas dure dois meses mais, enquanto nas regi\u00f5es que j\u00e1 sofrem com meio ano de seca, o aumento de um m\u00eas j\u00e1 garantiria essa perda.<\/p>\n<p class=\"text\">Os pesquisadores ainda apontam para a import\u00e2ncia de estudar a transi\u00e7\u00e3o na floresta amaz\u00f4nica, analisando a resposta de diferentes tipos de \u00e1rvores, levando em conta a qualidade do solo, ao inv\u00e9s de incluir toda a biomassa em um mesmo modelo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Amaz\u00f4nia est\u00e1 se transformando em uma savana, devido ao ar mais seco, embora de maneira transit\u00f3ria e n\u00e3o t\u00e3o repentina como apontavam alguns progn\u00f3sticos, de acordo com estudo divulgado nesta segunda-feira nos Estados Unidos. A pesquisa, liderada por Naomi Levine, do departamento de Biologia da Universidade de Harvard, analisa a resposta individual de plantas [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":82697,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[71],"tags":[],"class_list":["post-82693","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-curiosidades"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/82693","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=82693"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/82693\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":82734,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/82693\/revisions\/82734"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/82697"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=82693"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=82693"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=82693"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}