{"id":83189,"date":"2016-01-04T12:20:02","date_gmt":"2016-01-04T14:20:02","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=83189"},"modified":"2016-01-04T22:39:47","modified_gmt":"2016-01-05T00:39:47","slug":"mercado-financeiro-ve-explosao-inflacionaria-em-janeiro-com-ipc-s-indo-a-18","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/mercado-financeiro-ve-explosao-inflacionaria-em-janeiro-com-ipc-s-indo-a-18\/","title":{"rendered":"Mercado financeiro v\u00ea uma explos\u00e3o inflacion\u00e1ria em janeiro, com o IPC-S a 1,8%"},"content":{"rendered":"<h6 class=\"Assina\"><strong>Maria Regina Silva<\/strong><\/h6>\n<p>O \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor Semanal (IPC-S) deve fechar janeiro com infla\u00e7\u00e3o de 1,80%, o que, se confirmada, ser\u00e1 a maior para um m\u00eas de janeiro desde 2003 (2,2%), disse nesta segunda-feira, 4, o coordenador do indicador, o economista Paulo Picchetti, da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGV). Para o fim de 2016, a previs\u00e3o \u00e9 que o IPC-S saia de 10,53%, em 2015, para 7,3%.<\/p>\n<p>A despeito da desacelera\u00e7\u00e3o esperada para o ano, Picchetti pondera que o n\u00famero \u00e9 preocupante. Segundo ele, a deprecia\u00e7\u00e3o cambial e o pr\u00f3prio comportamento dos alimentos s\u00e3o riscos para a infla\u00e7\u00e3o em 2016, ao passo que os pre\u00e7os administrados &#8211; que n\u00e3o devem contar com aumentos significativos em energia este ano &#8211; e o grupo servi\u00e7os podem trazer al\u00edvio.<\/p>\n<p>&#8220;Tem ainda a in\u00e9rcia inflacion\u00e1ria de 2015 para 2016. O n\u00facleo do IPC-S, de 8,44% (ante 6,18%), refor\u00e7a bem esse quadro de que a infla\u00e7\u00e3o n\u00e3o ficou restrita somente aos administrados. Quando sa\u00edrem esses efeitos, vai desacelerar para a faixa de 7,3%. Em termos relativos e absolutos ainda \u00e9 muito elevada. Apesar da previs\u00e3o de desacelera\u00e7\u00e3o em servi\u00e7os, est\u00e1 longe para reverter essa tend\u00eancia&#8221;, avaliou.<\/p>\n<p>De acordo com a FGV o indicador de difus\u00e3o &#8211; que mede o quanto a alta de pre\u00e7os est\u00e1 espalhada &#8211; alcan\u00e7ou a marca de 77,35% no IPC-S de dezembro, sendo a maior varia\u00e7\u00e3o desde janeiro de 2003 (78,86%). J\u00e1 o IPC-S ficou em 0,88%, ante 1,21% em novembro.<\/p>\n<p><b>Infla\u00e7\u00e3o concentrada &#8211;\u00a0<\/b>A infla\u00e7\u00e3o de 10,53% do IPC-S de 2015 &#8211; a maior desde 2003 (10,56%) &#8211; ficou concentrada em alimentos, combust\u00edveis e energia el\u00e9trica, afirmou Picchetti. Com o aumento em tarifa de eletricidade, que chegou 49,4% no IPC-S de 2015, o grupo Habita\u00e7\u00e3o terminou o ano em 13,28%, tendo o maior impacto no \u00edndice, de 3,38 ponto porcentual. &#8220;Justamente por causa de energia el\u00e9trica, cuja extens\u00e3o do reajuste foi al\u00e9m do esperado S\u00f3 o item energia teve impacto de 1,71 ponto no IPC-S&#8221;, disse, completando que, ao excluir tal efeito, o IPC-S ficaria perto de 8,7%.<\/p>\n<p>J\u00e1 o conjunto de pre\u00e7os de alimentos (11,62%) teve a segunda maior influ\u00eancia no IPC-S de 2015, de 2,92 pontos, seguida de Transportes (10,99%), com 1,83 ponto porcentual.<\/p>\n<p>A expectativa de Picchetti \u00e9 que os grupos Habita\u00e7\u00e3o, Transportes e Alimenta\u00e7\u00e3o continuem pressionando a infla\u00e7\u00e3o no decorrer deste ano. Segundo ele, as primeiras pesquisas da FGV j\u00e1 apontam alta de pre\u00e7os de energia, combust\u00edveis e alimentos.<\/p>\n<p>&#8220;Alguns produtos aliment\u00edcios ajudaram no fim de dezembro ante novembro (de 2,33% para 1,75%), mas a m\u00e1 not\u00edcia \u00e9 que j\u00e1 h\u00e1 novas press\u00f5es, que est\u00e3o se intensificando. \u00c9 o clima at\u00edpico, com chuva demais em algumas regi\u00f5es e de menos em outras. Cebola, hortali\u00e7as, tomate e frutas est\u00e3o avan\u00e7ando, enquanto carne bovina desacelerando. O saldo l\u00edquido \u00e9 de um aumento grande&#8221;, adiantou.<\/p>\n<p>Segundo o economista, os primeiros levantamentos tamb\u00e9m mostram altas nos pre\u00e7os de combust\u00edveis e de energia el\u00e9trica, este \u00faltimo item reagindo a aumentos contratuais. Quanto ao segundo, Picchetti lembrou do per\u00edodo desfavor\u00e1vel atual de entressafra da cana-de-a\u00e7\u00facar. &#8220;Tanto etanol quanto gasolina tiveram contribui\u00e7\u00f5es negativas no IPC-S de dezembro, mas os pre\u00e7os j\u00e1 est\u00e3o acelerando&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da press\u00e3o de combust\u00edveis, o IPC-S deve ficar elevado no primeiro m\u00eas de 2016 em rea\u00e7\u00e3o aos reajustes nas tarifas de transportes p\u00fablico em S\u00e3o Paulo e no Rio de Janeiro. Como a capital paulista tem peso maior no IPC-S, a influ\u00eancia tende a ser maior no \u00edndice. Picchetti estima que os aumentos em \u00f4nibus, metr\u00f4 e trem em S\u00e3o Paulo ter\u00e3o impacto de 0,09 ponto porcentual, sendo que, no total, quando somado ao efeito esperado com a alta no Rio, a influ\u00eancia deve ficar na faixa de 0,10 ponto porcentual.<\/p>\n<p>Uma outra influ\u00eancia para o dado mensal, disse Picchetti, deve advir do grupo Educa\u00e7\u00e3o, Leitura e Recrea\u00e7\u00e3o, em parte por causa dos aumentos em passagem a\u00e9rea, devido \u00e0 maior demanda, e devido ao reajuste em material e matriculas escolares. &#8220;Os aumentos em cursos regulares devem pegar parte da in\u00e9rcia de 2015, de cerca de 10%&#8221;, estimou.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-70065\" src=\"http:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/estadao.png\" alt=\"estadao\" width=\"99\" height=\"16\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Maria Regina Silva O \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor Semanal (IPC-S) deve fechar janeiro com infla\u00e7\u00e3o de 1,80%, o que, se confirmada, ser\u00e1 a maior para um m\u00eas de janeiro desde 2003 (2,2%), disse nesta segunda-feira, 4, o coordenador do indicador, o economista Paulo Picchetti, da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGV). Para o fim de 2016, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":83190,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[16],"tags":[],"class_list":["post-83189","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/83189","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=83189"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/83189\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":83193,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/83189\/revisions\/83193"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/83190"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=83189"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=83189"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=83189"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}