{"id":83981,"date":"2016-01-10T18:07:09","date_gmt":"2016-01-10T20:07:09","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=83981"},"modified":"2016-01-11T11:31:44","modified_gmt":"2016-01-11T13:31:44","slug":"ano-de-crise-comeca-com-slogan-para-trabalhador-nao-ha-vagas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/ano-de-crise-comeca-com-slogan-para-trabalhador-nao-ha-vagas\/","title":{"rendered":"Ano de crise come\u00e7a com slogan repetitivo para o trabalhador. N\u00e3o h\u00e1 vagas"},"content":{"rendered":"<h6 class=\"Assina\"><strong>Ren\u00e9e Pereira<\/strong><\/h6>\n<p>Em pouco mais de um ano, o brasileiro saiu do quase pleno emprego para engrossar a fila dos desocupados, sem data para voltar ao mercado de trabalho. Um levantamento feito pela Tend\u00eancias Consultoria Integrada, mostra que, com a r\u00e1pida deteriora\u00e7\u00e3o da atividade econ\u00f4mica em 2015, o trabalhador est\u00e1 demorando mais tempo para conseguir um novo emprego.<\/p>\n<p>O porcentual de desocupados h\u00e1 mais de sete meses subiu de 24,1%, em janeiro do ano passado, para 33,8% em novembro &#8211; o maior n\u00edvel mensal desde 2006. A faixa que mais cresceu foi a que inclui desempregados entre 7 e 11 meses, cujo porcentual dobrou no per\u00edodo, de 7,3% para 14,2%. Enquanto isso, o porcentual de trabalhadores que conseguia emprego no curto prazo, em at\u00e9 30 dias, caiu de 29,6% para 20,2%. A faixa entre 31 dias e seis meses ficou est\u00e1vel, com 46% dos desocupados.<\/p>\n<p>Segundo Thiago Xavier, economista da Tend\u00eancias, a recoloca\u00e7\u00e3o mais lenta dos trabalhadores desestimula a busca por uma nova vaga e pressiona o aumento da popula\u00e7\u00e3o desalentada, que desiste de procurar emprego. Ele explica que esse grupo de trabalhadores cresceu 17,6% no acumulado de 12 meses at\u00e9 novembro de 2015. No mesmo per\u00edodo do ano anterior, havia queda de 8,25% nessa popula\u00e7\u00e3o. &#8220;Em parte, a demora para conseguir emprego tamb\u00e9m explica a revers\u00e3o da tend\u00eancia de crescimento da popula\u00e7\u00e3o economicamente ativa (a partir de outubro).&#8221;<\/p>\n<p><b>Revers\u00e3o &#8211;\u00a0<\/b>Os primeiros sinais de deteriora\u00e7\u00e3o do mercado de trabalho come\u00e7aram a aparecer em 2014. Embora a taxa de desemprego da Pesquisa Mensal de Empregos (PME), de 4,8%, tenha atingido o menor n\u00edvel da s\u00e9rie hist\u00f3rica, houve redu\u00e7\u00e3o do n\u00famero de vagas naquele per\u00edodo. Al\u00e9m da economia j\u00e1 demonstrar fraqueza, o avan\u00e7o da Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato provocou uma s\u00e9rie de demiss\u00f5es em massa na constru\u00e7\u00e3o civil, que se intensificou no in\u00edcio de 2015.<\/p>\n<p>&#8220;O que mais assusta \u00e9 a velocidade com que os \u00edndices de emprego pioraram&#8221;, afirma Jo\u00e3o Saboia, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Segundo ele, a melhora do mercado de trabalho demorou dez anos para ocorrer, gradualmente. &#8220;Em poucos meses, boa parte desse ganho se foi.&#8221;<\/p>\n<p>Para economistas, o Pa\u00eds ainda n\u00e3o atingiu o fundo do po\u00e7o no mercado de trabalho. A tend\u00eancia \u00e9 que os indicadores continuem piorando ainda mais: a taxa de desemprego vai aumentar; a renda, cair; o n\u00famero de pessoas ocupadas, minguar; e a informalidade, crescer. &#8220;Pelos nossos c\u00e1lculos, \u00e9 poss\u00edvel que o \u00edndice de desemprego (de 8,9%, pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados &#8211; Caged, do Minist\u00e9rio do Trabalho) alcance os dois d\u00edgitos j\u00e1 em janeiro&#8221;, diz Xavier.<\/p>\n<p>Alexandre Chaia, economista e professor do Insper, acredita que a taxa de desemprego do Brasil volte aos n\u00edveis do in\u00edcio dos anos 2000, na casa de 12%. Isso significaria tirar o emprego de aproximadamente 3 milh\u00f5es de brasileiros. Entre janeiro e novembro do ano passado, \u00faltimo dado dispon\u00edvel, o Pa\u00eds j\u00e1 havia perdido 945.363 postos de trabalho, segundo dados do Caged. Em 12 meses, foram fechadas 1.527.463 vagas.<\/p>\n<p>Chaia afirma que a economia ainda n\u00e3o sentiu todos os efeitos desse avan\u00e7o do desemprego por causa das indeniza\u00e7\u00f5es e do seguro-desemprego. &#8220;Nessa fase, as pessoas otimizam o consumo, mas n\u00e3o eliminam todos os gastos. A partir do momento que esse dinheiro acaba, elas s\u00e3o obrigadas a cortar tudo. A\u00ed entra a segunda onda de demiss\u00f5es, que ser\u00e1 no com\u00e9rcio.&#8221; Pelas contas dos economistas, essa segunda rodada deve ocorrer no fim do primeiro semestre e provocar uma piora generalizada da economia.<\/p>\n<p>Para os economistas, ainda \u00e9 dif\u00edcil vislumbrar uma perspectiva de revers\u00e3o do desemprego, que \u00e9 o \u00faltimo a reagir numa recess\u00e3o A recupera\u00e7\u00e3o dos indicadores vai depender da melhora das expectativas, diz Saboia. &#8220;O problema \u00e9 que o cen\u00e1rio interno est\u00e1 muito complexo, seja do ponto de vista econ\u00f4mico ou pol\u00edtico. A quest\u00e3o do impeachment precisa ser definida com urg\u00eancia, seja qual for a decis\u00e3o, para que o Pa\u00eds volte a caminhar em alguma dire\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-70065\" src=\"http:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/estadao.png\" alt=\"estadao\" width=\"99\" height=\"16\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ren\u00e9e Pereira Em pouco mais de um ano, o brasileiro saiu do quase pleno emprego para engrossar a fila dos desocupados, sem data para voltar ao mercado de trabalho. 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