{"id":84127,"date":"2016-01-11T08:08:23","date_gmt":"2016-01-11T10:08:23","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=84127"},"modified":"2016-01-11T17:26:31","modified_gmt":"2016-01-11T19:26:31","slug":"planalto-faz-operacao-pente-fino-para-demitir-afilhados-de-aliados-que-pulam-o-muro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/planalto-faz-operacao-pente-fino-para-demitir-afilhados-de-aliados-que-pulam-o-muro\/","title":{"rendered":"Planalto faz opera\u00e7\u00e3o pente fino para demitir afilhados de aliados que pulam o muro"},"content":{"rendered":"<h6 class=\"Assina\">T\u00e2nia Monteiro e Isadora Peron<\/h6>\n<p>O Pal\u00e1cio do Planalto est\u00e1 fazendo um pente-fino nos cargos de primeiro, segundo e terceiro escal\u00f5es do governo para mapear as indica\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e us\u00e1-las como forma de evitar o impeachment da presidente Dilma Rousseff. O objetivo \u00e9 tentar detectar os reais padrinhos dos ocupantes dos cargos de confian\u00e7a em Bras\u00edlia e nos Estados para pression\u00e1-los a votar contra o afastamento, ou negociar essas nomea\u00e7\u00f5es com quem esteja disposto a defender a perman\u00eancia da petista.<\/p>\n<p>O governo evita informar quantos s\u00e3o os cargos distribu\u00eddos a afilhados de parlamentares ou caciques pol\u00edticos entre os cerca de 22 mil postos comissionados na m\u00e1quina federal. Sabe-se, por\u00e9m, que h\u00e1 deputados publicamente favor\u00e1veis ao impeachment que indicaram nomes para essas vagas. H\u00e1 tamb\u00e9m o que chamam de &#8220;barriga de aluguel&#8221;: um parlamentar indica um nome que, na verdade, \u00e9 ligado a outra legenda ou grupo pol\u00edtico, o que torna mais dif\u00edcil o rastreamento.<\/p>\n<p>Est\u00e3o no radar do governo, por exemplo, os afilhados do presidente da C\u00e2mara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), patrocinador do processo de impeachment de Dilma e inimigo n\u00famero um do Planalto O Planalto trata como &#8220;inaceit\u00e1vel&#8221; manter as indica\u00e7\u00f5es feitas pelo peemedebista. Outra situa\u00e7\u00e3o j\u00e1 detectada envolve o principal \u00f3rg\u00e3o do turismo e a bancada do PMDB catarinense.<\/p>\n<p>O atual presidente da Empresa Brasileira de Turismo (Embratur) \u00e9 o catarinense Vin\u00edcius Lummertz, nomeado na cota do vice-presidente Michel Temer, mas indicado pelo deputado Mauro Mariani, que \u00e9 presidente do PMDB de Santa Catarina e para quem o impeachment se tornou &#8220;inevit\u00e1vel&#8221;, como disse em entrevista a um colunista de seu Estado em outubro.<\/p>\n<p><b>Volta no tempo &#8211;\u00a0<\/b>O Planalto, no entanto, sabe que \u00e9 muito dif\u00edcil desenrolar o novelo de cada nomea\u00e7\u00e3o e detectar a origem da indica\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Mas o trabalho em curso envolve vasculhar nomea\u00e7\u00f5es antigas, inclusive dos governos Itamar Franco, que era peemedebista, e Fernando Henrique Cardoso (PSDB).<\/p>\n<p>V\u00e1rias dessas nomea\u00e7\u00f5es foram esquecidas e os supostos afilhados ainda est\u00e3o nos mesmos cargos. Esse problema n\u00e3o existe apenas em rela\u00e7\u00e3o ao PMDB, mas em todos os partidos da base. Da\u00ed a tentativa de mapeamento e busca da origem da indica\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Embora o mapeamento dos cargos seja recorrente &#8211; foi feito nos dois mandatos de Luiz In\u00e1cio Lula da Silva e j\u00e1 na gest\u00e3o Dilma -, nem sempre se conseguiu detectar o padrinho &#8220;original&#8221; de um ocupante de cargo de confian\u00e7a. At\u00e9 porque h\u00e1 funcion\u00e1rios de segundo e terceiro escal\u00f5es que buscam novos padrinhos pol\u00edticos para manterem o comissionamento ou que escondem o apadrinhamento, justamente para evitar press\u00e3o sobre seus aliados pol\u00edticos.<\/p>\n<p>Ainda no segundo mandato de Lula, os articuladores pol\u00edticos da gest\u00e3o petista avaliaram que, dos cerca de 22 mil cargos no governo, 5 mil seriam os realmente importantes para a divis\u00e3o de poder entre os dez partidos que apoiavam o presidente no Congresso naquela \u00e9poca.<\/p>\n<p>Hoje, em tese, h\u00e1 18 legendas que dizem sustentar Dilma, mas na pr\u00e1tica essas siglas conseguem garantir apenas cerca de 250 votos contra o impeachment na C\u00e2mara. O n\u00famero \u00e9 suficiente para impedir a abertura de processo pelo afastamento de Dilma, mas pequeno para uma base de apoio ao governo &#8211; \u00e9 inferior \u00e0 maioria simples da C\u00e2mara, composta por 513 deputados.<\/p>\n<p><b>Lideran\u00e7as &#8211;\u00a0<\/b>O mapeamento tamb\u00e9m dar\u00e1 subs\u00eddio \u00e0s conversas que o governo ter\u00e1 a partir desta semana sobre a escolha das lideran\u00e7as dos partidos da base, em fevereiro. Para o Planalto, \u00e9 fundamental garantir o maior n\u00famero de l\u00edderes na C\u00e2mara contr\u00e1rios ao impeachment, pois eles v\u00e3o indicar os integrantes da Comiss\u00e3o Especial do impeachment. Essa tarefa est\u00e1 a cargo do ministro da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini.<\/p>\n<p>O desafio \u00e9 n\u00e3o fazer com que essa interfer\u00eancia abra crises como a ocorrida no PMDB, que teve o l\u00edder Leonardo Picciani (RJ), contr\u00e1rio ao impeachment, destitu\u00eddo e reconduzido ao posto.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-70065\" src=\"http:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/estadao.png\" alt=\"estadao\" width=\"99\" height=\"16\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>T\u00e2nia Monteiro e Isadora Peron O Pal\u00e1cio do Planalto est\u00e1 fazendo um pente-fino nos cargos de primeiro, segundo e terceiro escal\u00f5es do governo para mapear as indica\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e us\u00e1-las como forma de evitar o impeachment da presidente Dilma Rousseff. 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