{"id":84484,"date":"2016-01-13T18:40:10","date_gmt":"2016-01-13T20:40:10","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=84484"},"modified":"2016-01-14T16:29:34","modified_gmt":"2016-01-14T18:29:34","slug":"estatueta-do-oscar-tem-tudo-para-ser-dos-negros-com-o-branco-stallone-no-meio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/estatueta-do-oscar-tem-tudo-para-ser-dos-negros-com-o-branco-stallone-no-meio\/","title":{"rendered":"Estatueta do Oscar tem tudo para ser dos negros, com o branco Rock como o mestre"},"content":{"rendered":"<h6 class=\"Assina\"><strong>Luiz Carlos Merten<\/strong><\/h6>\n<p>Ryan Coogler pertence \u00e0 nov\u00edssima gera\u00e7\u00e3o de cineastas afrodescendentes dos EUA. Ainda n\u00e3o chegou aos 30, que completa em maio, e j\u00e1 tem dois longas no curr\u00edculo, mais um terceiro a caminho. A Marvel confirmou na segunda-feira, 11, que ele ser\u00e1 o diretor de Pantera Negra, com estreia prometida para 2018. Coogler realizou Fruitvale Station &#8211; \u00daltima Parada e Creed &#8211; Nascido para Lutar, que estreia nesta quinta, 14.<\/p>\n<p>Quem viu o Globo de Ouro, e a homenagem da Associa\u00e7\u00e3o de Imprensa Estrangeira de Hollywood a Denzel Washington, assistiu ao que n\u00e3o come\u00e7ou naquele dia, mas n\u00e3o deixa de ser um reconhecimento do audiovisual dos EUA ao seu contingente negro. Nos anos 1960, nem faz muito tempo, a Am\u00e9rica vivia outra (quase) Guerra Civil, com a intensifica\u00e7\u00e3o da luta por direitos, fosse pac\u00edfica, na vertente de Martin Luther King, ou violenta, na de Malcolm X. O resultado estava na premia\u00e7\u00e3o do Globo de Ouro. O reconhecimento a Denzel, Jamie Foxx, Will Smith e Viola Davis.<\/p>\n<p>Todos os filmes de Ryan Coogler tratam da aceita\u00e7\u00e3o da negritude. A \u00daltima Esta\u00e7\u00e3o inspira-se na hist\u00f3ria real do jovem negro morto pela pol\u00edcia do metr\u00f4 de S\u00e3o Francisco no r\u00e9veillon de 2008. Pantera Negra ser\u00e1 sobre T&#8217;Challa, pr\u00edncipe de Wakanda que vira super-her\u00f3i. E Creed n\u00e3o pertence \u00e0 s\u00e9rie Rocky, por mais decisivo que seja o emblem\u00e1tico personagem de Rocky Balboa, criado por Sylvester Stallone nos anos 1970. Nascido para Lutar \u00e9 sobre Adonis Johnson, que precisa construir sua trajet\u00f3ria, saindo da sombra do pai biol\u00f3gico, o lend\u00e1rio pugilista Apollo Creed &#8211; que Rocky enfrentou com honra em sua s\u00e9rie -, para, s\u00f3 assim, se fazer merecedor do sobrenome \u2018Creed\u2019.<\/p>\n<p>No centro dessa luta por identidade est\u00e1 a quest\u00e3o visceral da paternidade. Apollo n\u00e3o teve tempo de assumir o filho e o garoto obcecado por lutas vai bater na porta do \u2018tio\u2019, e se trata justamente de Rocky, para que ele o treine. Cria-se um v\u00ednculo entre os dois. Stallone perdeu o filho, Sage, na vida. Na fic\u00e7\u00e3o, Coogler mostra a foto de Rocky com o filho, mas o garoto foi viver sua vida longe do pai. Rela\u00e7\u00f5es de afeto, de sangue. Rocky e Adonis ensinam-se mutuamente a lutar &#8211; pelo t\u00edtulo, pela vida. Todos t\u00eam\/temos dificuldades. Adonis se envolve com garota que sonha ser cantora, mas sofre de surdez progressiva e sabe que um dia vai mergulhar no mundo do sil\u00eancio.<\/p>\n<p>Creed come\u00e7ou a nascer antes de Fruitvale Station, como um tributo de Coogler a seu pai, que amava Rocky &#8211; e apoiou o filho que queria ser cineasta. Mal sa\u00eddo da escola de cinema, ele levou a um c\u00e9tico Stallone seu roteiro sobre o filho de Apollo Creed. Se a quest\u00e3o da paternidade \u00e9 visceral, a afirma\u00e7\u00e3o do personagem \u00e9 tamb\u00e9m a do cineasta. O recurso a Stallone \u00e9 duplo &#8211; como ator e personagem, e como produtor executivo, mesmo que a produ\u00e7\u00e3o seja de Winkler\/Chartoff. E, pela primeira vez, Rocky aparece num filme que n\u00e3o foi escrito pelo astro.<\/p>\n<p>As refer\u00eancias e similaridades est\u00e3o todas l\u00e1. A luta decisiva, a gloriosa corrida de Adonis pelas ruas da Filad\u00e9lfia, cercado por todos aqueles motociclistas, e a subida da escadaria at\u00e9 a esplanada de onde Rocky sempre avistou seu futuro. Procurando, e nem precisa ser com lupa, podem ser encontrados defeitos em Creed. A arte n\u00e3o precisa ser perfeita, j\u00e1 dizia um grande, Roberto Rossellini. \u00c9 mais importante que seja vital, ou transmita um testemunho. Coogler arranca uma bela interpreta\u00e7\u00e3o de Michael B. Jordan, que foi seu ator em Fruitvale. A qu\u00edmica do garoto com Tessa Thompson inflama a tela de erotismo. Stallone sempre foi enrolado para falar. Emula o Chef\u00e3o p\u00f3s-enfarte. Marlon Brando encarna no garanh\u00e3o italiano. Stallone est\u00e1 maravilhoso. Ganhou o Globo de coadjuvante. Que venha o Oscar, mas antes a Academia precisa anunciar seus indicados.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-70065\" src=\"http:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/estadao.png\" alt=\"estadao\" width=\"99\" height=\"16\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Luiz Carlos Merten Ryan Coogler pertence \u00e0 nov\u00edssima gera\u00e7\u00e3o de cineastas afrodescendentes dos EUA. Ainda n\u00e3o chegou aos 30, que completa em maio, e j\u00e1 tem dois longas no curr\u00edculo, mais um terceiro a caminho. A Marvel confirmou na segunda-feira, 11, que ele ser\u00e1 o diretor de Pantera Negra, com estreia prometida para 2018. 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