{"id":85324,"date":"2016-01-20T00:05:05","date_gmt":"2016-01-20T02:05:05","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=85324"},"modified":"2016-01-20T17:27:13","modified_gmt":"2016-01-20T19:27:13","slug":"desgraca-pouca-e-bobagem-e-oit-ve-onda-de-demissoes-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/desgraca-pouca-e-bobagem-e-oit-ve-onda-de-demissoes-no-brasil\/","title":{"rendered":"Desgra\u00e7a pouca \u00e9 bobagem e para piorar a OIT v\u00ea onda de demiss\u00f5es no Brasil"},"content":{"rendered":"<h6 class=\"Assina\"><strong>Jamil Chade<\/strong><\/h6>\n<p>O Brasil registrar\u00e1 o maior salto na taxa de desemprego entre as grandes economias do mundo em 2016 e, durante o ano, 700 mil brasileiros devem perder seus trabalhos. Os dados foram publicados pela Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT), que, em seu informe anual, aponta para o aumento do desemprego no Pa\u00eds para 7,7% e alerta que a crise econ\u00f4mica levar\u00e1 a uma &#8220;queda severa&#8221; no mercado de trabalho.<\/p>\n<p>O Brasil ser\u00e1 respons\u00e1vel por um a cada tr\u00eas novos desempregados em 2016 no mundo. No total, 2,3 milh\u00f5es de postos de trabalho ser\u00e3o destru\u00eddos no mundo. Desses, 700 mil no Brasil. O mercado brasileiro ainda responder\u00e1 por mais de um ter\u00e7o de todo o desemprego latino-americano.<\/p>\n<p>Em compara\u00e7\u00e3o a 2014, ser\u00e3o 1,2 milh\u00e3o de novos desempregados no Brasil. &#8220;Essa \u00e9 a maior eleva\u00e7\u00e3o do desemprego entre as grandes economias&#8221;, alertou ao jornal &#8220;O Estado de S. Paulo&#8221; o diretor do Departamento de Pesquisas da OIT, Raymond Torres. Segundo a OIT, o Brasil &#8220;entra numa recess\u00e3o severa&#8221; e nem mesmo as pol\u00edticas sociais e de promo\u00e7\u00e3o de empregos implementadas nos \u00faltimos anos ser\u00e3o suficientes para frear o desemprego.<\/p>\n<p>A taxa de desemprego passou de 6,8% em 2014 para 7,2% em 2015 e deve atingir 7,7% ao final de 2016. Para a OIT, essa \u00e9 uma &#8220;alta significativa&#8221;. Em n\u00fameros absolutos, a alta \u00e9 de 7,7 milh\u00f5es de desempregados no ano passado para 8,4 milh\u00f5es de pessoas em 2016 Em 2017, a taxa vai cair de forma marginal, para 7,6%.<\/p>\n<p>Mas, ainda assim, os dois pr\u00f3ximos anos ter\u00e3o taxas acima da m\u00e9dia registrada entre 2008 e 2013. &#8220;Ser\u00e1 um ano muito dif\u00edcil economicamente para o Brasil, com uma recess\u00e3o e, apesar de tudo o que foi feito no passado para a cria\u00e7\u00e3o de empregos e dos mecanismos institucionais e pol\u00edticas sociais, nada ser\u00e1 suficiente para conter o aumento do desemprego&#8221;, declarou Torres.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da crise interna, a exposi\u00e7\u00e3o do Brasil ao mercado chin\u00eas tamb\u00e9m n\u00e3o ajudar\u00e1. Com a pior taxa de crescimento em 25 anos em Pequim, as vendas nacionais devem sofrer e, uma vez mais, o impacto na cria\u00e7\u00e3o de emprego ser\u00e1 sentido e o que mais preocupa a entidade \u00e9 que a consequ\u00eancia ser\u00e1 um freio no combate \u00e0 pobreza.<\/p>\n<p>Em 2015, 24% dos trabalhadores ocupava postos vulner\u00e1veis, sem garantias sociais e sal\u00e1rios baixos. Essa taxa, por\u00e9m, vai continuar pelos pr\u00f3ximos dois anos. O n\u00famero de pessoas ganhando apenas US$ 3,00 por dia tamb\u00e9m vai aumentar, depois de mais de uma d\u00e9cada em queda. Em 2015, 5,1% dos trabalhadores recebiam sal\u00e1rios miser\u00e1veis e, para 2016, a taxa passa a 5,2%.<\/p>\n<p><b>Fiscal &#8211;\u00a0<\/b>Para Torres, o Brasil precisa voltar a usar a pol\u00edtica fiscal para tirar a economia da recess\u00e3o. &#8220;A pol\u00edtica fiscal precisa recuperar o protagonismo que teve nos anos passados, mesmo que o mix seja diferente&#8221;, disse. Em sua avalia\u00e7\u00e3o, o Brasil deveria &#8220;usar melhor o espa\u00e7o fiscal para investimentos p\u00fablicos, para o desenvolvimento empresarial e para a mobiliza\u00e7\u00e3o de recursos produtivos, al\u00e9m da ajuda aos trabalhadores&#8221;. &#8220;Isso precisa ser feito para recuperar a competitividade e evitar que a recess\u00e3o continue&#8221;, defendeu.<\/p>\n<p>O resultado, por enquanto, \u00e9 que o desemprego no Brasil atingir\u00e1 um n\u00edvel bem superior \u00e0 m\u00e9dia mundial, que \u00e9 de 5,8%. Ao final de 2015, 197,1 milh\u00f5es de pessoas estavam sem trabalho no planeta e a previs\u00e3o \u00e9 de que, em 2016, esse n\u00famero chegue a 199,4 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Em compara\u00e7\u00e3o a 2007, quando a crise internacional deu seus primeiros sinais, 27 milh\u00f5es a mais de desempregados existem hoje no mundo. Em 2017, a situa\u00e7\u00e3o continuar\u00e1 a piorar, com outros 1,1 milh\u00e3o de desempregados se somando ao n\u00famero total.<\/p>\n<p><b>Emergentes &#8211;\u00a0<\/b>Se nos \u00faltimos anos a alta no desemprego foi gerada pelos pa\u00edses ricos e especialmente pela Europa, afetadas pela crise financeira em 2008, desta vez \u00e9 o mundo emergente o grande respons\u00e1vel pela eleva\u00e7\u00e3o na taxa mundial. &#8220;As perspectivas de emprego se deterioraram nas economias emergentes, em especial no Brasil, China e nos produtores de petr\u00f3leo&#8221;, indicou a OIT.<\/p>\n<p>Em dois anos, os emergentes ver\u00e3o a perda de 4,8 milh\u00f5es de postos de trabalho. Al\u00e9m dos 700 mil no Brasil, outros 800 mil desaparecer\u00e3o na China. Oficialmente, por\u00e9m, a taxa de desemprego de Pequim passar\u00e1 apenas de 4,6% para 4,7% entre 2015 e 2016.<\/p>\n<p>A queda nos pre\u00e7os das commodities ainda custar\u00e1 2 milh\u00f5es de postos de trabalho nos mercados emergentes at\u00e9 2017. Para a OIT, a Am\u00e9rica Latina deve ser fortemente afetada por essa nova realidade nos pre\u00e7os de mat\u00e9rias-primas e estar\u00e1 contaminada pela recess\u00e3o no Brasil.<\/p>\n<p>A taxa de desemprego regional passar\u00e1 de 6,4% em 2014 para 6,7% em 2016. A produtividade vai se estagnar e 90 milh\u00f5es de pessoas estar\u00e3o em empregos vulner\u00e1veis. Os sal\u00e1rios tamb\u00e9m deixaram de subir e o combate contra a pobreza pode sofrer.<\/p>\n<p>Segundo a OIT, a redu\u00e7\u00e3o da desigualdade social foi estagnada desde 2010 e, dos 15 pa\u00edses avaliados, cinco deles registraram uma alta na disparidade de renda. Para a OIT, portanto, o risco de uma revolta social aumentar\u00e1 em 2016 nos pa\u00edses emergentes, justamente por conta da falta de oportunidades de trabalho.<\/p>\n<p>Emprego informal tamb\u00e9m deve crescer nos mercados nos emergentes Segundo a OIT, ele atinge j\u00e1 50% na metade dos pa\u00edses em desenvolvimento e, em um ter\u00e7o deles, a taxa supera a marca de 65%. &#8220;A falta de empregos decentes faz as pessoas recorrerem ao emprego informal, com baixa produtividade, baixos sal\u00e1rios e sem prote\u00e7\u00e3o social&#8221;, alertou Guy Ryder, diretor da OIT.<\/p>\n<p><b>Ricos &#8211;\u00a0<\/b>J\u00e1 nos pa\u00edses ricos, a taxa de desemprego caiu de 7,1% para 6,7% entre 2014 e 2015 e, para 2016, ela deve chegar a 6,5%. Na Alemanha, ela ser\u00e1 de 4,6%, contra 5,4% no Reino Unido. Mesmo na It\u00e1lia, com uma das piores taxas da Europa, o desemprego vai cair de 12,7% para 12%.<\/p>\n<p>Nos EUA, a taxa tamb\u00e9m cai de 5,3% para 4,9% e, pela primeira vez desde 2007, os americanos t\u00eam um n\u00famero absoluto de desempregados abaixo do brasileiro, com 7,9 milh\u00f5es de pessoas afetadas.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-70065\" src=\"http:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/estadao.png\" alt=\"estadao\" width=\"99\" height=\"16\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jamil Chade O Brasil registrar\u00e1 o maior salto na taxa de desemprego entre as grandes economias do mundo em 2016 e, durante o ano, 700 mil brasileiros devem perder seus trabalhos. 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