{"id":85689,"date":"2016-01-22T13:53:35","date_gmt":"2016-01-22T15:53:35","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=85689"},"modified":"2016-01-22T17:16:23","modified_gmt":"2016-01-22T19:16:23","slug":"crimes-de-marcelo-odebrecht-podem-render-dois-mil-anos-de-cadeia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/crimes-de-marcelo-odebrecht-podem-render-dois-mil-anos-de-cadeia\/","title":{"rendered":"Crimes de Marcelo Odebrecht apenas na Lava Jato podem render 2 mil anos de cadeia"},"content":{"rendered":"<h6 class=\"Assina\"><strong>Valmar Hupsel Filho<\/strong><\/h6>\n<p>Coordenador da for\u00e7a-tarefa que investiga a Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato, o procurador Deltan Dallagnol disse na manh\u00e3 desta sexta-feira, 22, que, se somados os crimes em s\u00e9rie atribu\u00eddos ao empreiteiro Marcelo Odebrecht, dono da empreiteira que leva seu sobrenome, a pena atribu\u00edda a ele poderia passar dos 2 mil anos de reclus\u00e3o.<\/p>\n<p>Mas, como no sistema penal brasileiro crimes semelhantes n\u00e3o acumulam penas, a expectativa da Procuradoria \u00e9 que o empres\u00e1rio seja condenado a &#8220;menos de 100 anos de pris\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Se formos somar as penas de todos os crimes em s\u00e9rie, por incr\u00edvel que pare\u00e7a as penas somariam de 2 mil anos de pris\u00e3o&#8221;, disse o procurador em entrevista \u00e0 r\u00e1dio Bandnews FM. &#8220;Mas quando aplicamos a regra de crimes continuados, porque a pessoa cometeu uma s\u00e9ria de crimes em sequ\u00eancia, a pena vai para muito menos que isso. A expectativa \u00e9 que uma pena inferior a 100 anos de pris\u00e3o. Estamos fazendo nossas alega\u00e7\u00f5es finais e avaliando isso&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Marcelo Odebrecht est\u00e1 preso preventivamente desde junho do ano passado, acusado de pagamento de R$ 137 milh\u00f5es em propinas e de atrapalhar as investiga\u00e7\u00f5es da Lava Jato.<\/p>\n<p>Na entrevista, o procurador rebateu as cr\u00edticas feitas pela defesa de Odebrecht, de que teria havido inconsist\u00eancia entre o que foi efetivamente dito pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa no depoimento em que citou o empres\u00e1rio, e o que consta no termo escrito de suas declara\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Segundo Dallagnol, o depoimento ao qual a defesa de Odebrecht se refere foi colhido por um procurador que atua junto \u00e0 Procuradoria-Geral da Rep\u00fablica, que investiga casos relacionados a r\u00e9us que possuem prerrogativas de foro (foro privilegiado), no in\u00edcio do processo, quando Odebrecht ainda n\u00e3o era investigado.<\/p>\n<p>&#8220;O tema da depoimento registra aquilo que \u00e9 de interesse para a investiga\u00e7\u00e3o, no sentido do que pode gerar de prova no processo de investiga\u00e7\u00e3o penal. N\u00e3o registramos as informa\u00e7\u00f5es sobre as centenas de pessoas que n\u00e3o praticaram crime. O depoimento foi colhido quando Marcelo n\u00e3o era investigado. N\u00e3o t\u00ednhamos nenhuma prova contra ele&#8221;, disse.<\/p>\n<p>O empres\u00e1rio s\u00f3 foi considerado suspeito em um momento posterior da investiga\u00e7\u00e3o, com o aparecimento de novas provas, informou o procurador. Al\u00e9m disso, afirmou, os v\u00eddeos ficaram dispon\u00edveis para consulta ap\u00f3s o recebimento da den\u00fancia e, num momento posterior da investiga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A defesa tamb\u00e9m teve, afirmou ele, a oportunidade de questionar Paulo Roberto Costa durante seu depoimento \u00e0 Justi\u00e7a e n\u00e3o o fez &#8220;Os v\u00eddeos podiam ser consultados e, no final, a defesa de forma surpreendente diz que n\u00e3o consultou&#8221;, disse.<\/p>\n<p>&#8220;As provas que valem contra algu\u00e9m s\u00e3o as provas na Justi\u00e7a, n\u00e3o s\u00e3o aquelas colhidas l\u00e1 tr\u00e1s pela pol\u00edcia ou pela Procuradoria, mas as provas da Justi\u00e7a. Paulo Roberto foi ouvido na Justi\u00e7a e todos os advogados, inclusive os de Marcelo Odebrecht, tiveram oportunidade de fazer perguntas a ele e n\u00e3o fizeram&#8221;, refor\u00e7ou.<\/p>\n<p><b>Lula<\/b>\u00a0&#8211;\u00a0Deltan Dallagnol tamb\u00e9m rebateu a declara\u00e7\u00e3o do ex-presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, feita na quarta-feira (20). Em entrevista a blogueiros simp\u00e1ticos ao PT, Lula afirmou haver direcionamento nas dela\u00e7\u00f5es para que houvesse cita\u00e7\u00e3o em seu nome. &#8220;Dela\u00e7\u00e3o premiada tem que ter o nome de Lula, sen\u00e3o n\u00e3o adianta&#8221;, afirmou o ex-presidente na ocasi\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o direcionamos dela\u00e7\u00e3o&#8221;, disse o procurador. Segundo ele, no pr\u00f3prio acordo de dela\u00e7\u00e3o consta o termo de que se o delator mentir pode perder todos os direitos e ainda ser processado.<\/p>\n<p>&#8220;Al\u00e9m disso, ningu\u00e9m \u00e9 acusado apenas pela palavra do delator, e sim por provas independentes da colabora\u00e7\u00e3o que apontam as responsabilidades daquela pessoa sobre os crimes&#8221;, explicou.<\/p>\n<p>De acordo com Dallagnol, uma pessoa s\u00f3 se torna investigada quando h\u00e1 provas concretas sobre ela. Questionado sobre como o ex-presidente \u00e9 considerado pelos investigadores da Lava Jato, o procurador disse que &#8220;as investiga\u00e7\u00f5es s\u00e3o din\u00e2micas, mas at\u00e9 agora Lula n\u00e3o se tornou alvo de nossa opera\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-70065\" src=\"http:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/estadao.png\" alt=\"estadao\" width=\"99\" height=\"16\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Valmar Hupsel Filho Coordenador da for\u00e7a-tarefa que investiga a Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato, o procurador Deltan Dallagnol disse na manh\u00e3 desta sexta-feira, 22, que, se somados os crimes em s\u00e9rie atribu\u00eddos ao empreiteiro Marcelo Odebrecht, dono da empreiteira que leva seu sobrenome, a pena atribu\u00edda a ele poderia passar dos 2 mil anos de reclus\u00e3o. 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