{"id":85826,"date":"2016-01-23T19:10:03","date_gmt":"2016-01-23T21:10:03","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=85826"},"modified":"2016-01-24T14:39:11","modified_gmt":"2016-01-24T16:39:11","slug":"no-rio-nem-pior-nem-melhor-mas-com-patrocinio-as-escolas-vao-para-a-avenida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/no-rio-nem-pior-nem-melhor-mas-com-patrocinio-as-escolas-vao-para-a-avenida\/","title":{"rendered":"No Rio, patroc\u00ednio garante o brilho do desfile das grandes escolas na Marqu\u00eas de Sapuca\u00ed"},"content":{"rendered":"<p><strong>Cristina Indio do Brasil<\/strong><\/p>\n<p>O patroc\u00ednio para garantir enredos das escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro \u00e9 uma das fontes que agremia\u00e7\u00f5es buscam para escapar da falta de recursos.<\/p>\n<p>Em 2016, para seguir o lema criado em 1956 \u2013 &#8220;Nem pior, nem melhor. Apenas uma escola diferente&#8221; \u2013 o Salgueiro tem uma hist\u00f3ria inusitada. Pela primeira vez no carnaval do Rio, um investidor prop\u00f4s que uma escola desenvolvesse um projeto em homenagem a uma entidade esp\u00edrita. Sugest\u00e3o aceita, o Salgueiro n\u00e3o revela o nome dele nem quanto foi liberado para o desenvolvimento do enredo. Satisfaz apenas a curiosidade com a informa\u00e7\u00e3o de que foi a entidade que escolheu a escola.<\/p>\n<p>\u201cO Salgueiro tem um enredo que \u00e9 patrocinado por uma entidade, o que \u00e9 diferente. Voc\u00ea j\u00e1 viu isso? Uma escola ser patrocinada por uma entidade, que \u00e9 ligada ao povo? Me sinto, assim, diferente, neste sentido\u201d, contou \u00e0 Ag\u00eancia Brasil o carnavalesco Renato Lage.<\/p>\n<p>A escola ir\u00e1 para a avenida com o enredo A \u00d3pera dos Malandros. A figura do Rei da Ginga vai ser apresentada com diversas caracter\u00edsticas, para, no fim do desfile, surgir o malandro de f\u00e9 e de paz. \u201cA gente n\u00e3o est\u00e1 falando do malandro negativo, nocivo. Hoje o que tem mais a\u00ed \u00e9 o malandro ladr\u00e3o, nocivo ao pa\u00eds, \u00e0 sociedade. Lava Jato, essa coisa toda. A gente fala mais do malandro po\u00e9tico, que descia do morro e ia buscar o amor na noite\u201d, destacou Lage.<\/p>\n<p>Mas se os enredos patrocinados podem aliviar a falta de recursos, \u00e0s vezes geram pol\u00eamicas que tumultuam a vida das escolas. Em 2015, com o enredo Um Gri\u00f4 Conta a Hist\u00f3ria: um Olhar sobre a \u00c1frica e o Despontar da Guin\u00e9 Equatorial. Caminhemos sobre a Trilha de Nossa Felicidade, a Beija-Flor de Nil\u00f3polis se viu no meio de uma pol\u00eamica por receber R$ 10 milh\u00f5es para destacar o pa\u00eds africano. Depois de muita cr\u00edtica, a hist\u00f3ria n\u00e3o ficou totalmente esclarecida. A escola e o governo daquele pa\u00eds negaram que o dinheiro recebido pela Beija-Flor tenha sa\u00eddo dos cofres p\u00fablicos ou do presidente Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, no poder desde 1979. Discuss\u00e3o \u00e0 parte, a escola conseguiu o campeonato e este ano quer ficar na frente de novo.<\/p>\n<p>Para 2016, a Beija-Flor chegou a analisar tr\u00eas enredos com possibilidade de patroc\u00ednio, mas decidiu ficar com um outro que surgiu da informa\u00e7\u00e3o de um ritmista da escola. Ele nasceu em Nova Lima, em Minas Gerais, e contou que a cidade tinha um filho ilustre: o Marqu\u00eas de Sapuca\u00ed, enredo deste ano. O nome do marqu\u00eas \u00e9 o mesmo da rua onde foi constru\u00eddo o samb\u00f3dromo e da passarela do samba onde passam as concorrentes no domingo e segunda-feira de desfiles.<\/p>\n<p>O diretor de Carnaval da Beija-Flor, La\u00edla, disse que a sugest\u00e3o coincidiu com a vontade da escola de desenvolver um projeto mais barato e com caracter\u00edsticas mais simples, que se notava em carnavais dos anos de 1960, 1970 e e 1980. \u201cA gente conversou e chegou \u00e0 conclus\u00e3o de que este enredo seria prop\u00edcio para a gente mudar a cara do que quer\u00edamos. Tentar gastar um pouco menos. Um carnaval bem elaborado, mas com adere\u00e7os alternativos\u201d, contou.<\/p>\n<p>La\u00edla revelou que chegou a ir a Nova Lima para ver se conseguia algum apoio da prefeitura, mas logo ficou sabendo que n\u00e3o ocorreria, porque a crise econ\u00f4mica atingiu o munic\u00edpio. Ainda assim, havia a possibilidade de receber recursos de empresas mineradoras, que tamb\u00e9m n\u00e3o se confirmou, especialmente, ap\u00f3s o desastre do rompimento da barragem de Fund\u00e3o, em Mariana (MG).<\/p>\n<p>A Est\u00e1cio de S\u00e1 tamb\u00e9m teve oportunidade de desenvolver dois enredos patrocinados e acabou escolhendo um projeto proposto pelo carnavalesco Chico Spinoza: Salve Jorge! O Guerreiro da F\u00e9. O presidente Lezi\u00e1rio Nascimento gostou da sugest\u00e3o, at\u00e9 porque \u00e9 devoto do santo. Ele reconheceu que a crise teve reflexos na agremia\u00e7\u00e3o, que, como sa\u00edda contou com economias pr\u00f3prias, al\u00e9m de buscar materiais mais baratos e dr reciclagem. Isso tudo com uma certa dose tamb\u00e9m de f\u00e9, com a participa\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Jorge. \u201cEle est\u00e1 ajudando muito. De vez em quando falta um negocinho ali, daqui a pouquinho aparece. \u00c9 ele que bota o dedo. Na vida tem que ter f\u00e9\u201d, destacou Nascimento.<\/p>\n<p>Fui no Itoror\u00f3 Beber \u00c1gua e N\u00e3o Achei. Mas Achei a Bela Santos, e por Ela Me Apaixonei&#8230; Esse \u00e9 o enredo escolhido pela Grande Rio, que n\u00e3o conseguiu os recursos que esperava. O diretor de Carnaval, Ricardo Fernandes, disse que o apoio da prefeitura de Santos foi cultural e n\u00e3o financeiro, apesar de algumas empresas terem dado uma ajuda. \u201cN\u00f3s conseguimos captar alguns recursos com essas empresas, mas o apoio da prefeitura, como governo municipal, \u00e9 \u00fanica e exclusivamente institucional\u201d, afirmou Fernandes.<\/p>\n<p>A Unidos da Tijuca seguiu a vontade do presidente da escola, Fernando Horta, de tratar de um tema ligado ao Brasil. Em uma pesquisa, surgiu a cidade de Sorriso, em Mato Grosso, que serviu de base para desenvolver o tema &#8220;Terra&#8221;. Sem apoio financeiro externo, o carnavalesco Mauro Quintaes conta que o tema facilitou a troca de materiais e a redu\u00e7\u00e3o de custos. \u201cFacilitou o fato de a escola falar do campo, ent\u00e3o, a gente substituiu as plumas por palhas, juta, folhas feitas com a palha do milho. A estrutura das fantasias deu uma virada muito grande em fun\u00e7\u00e3o disso. Tiramos quase 80% das plumas e substitu\u00edmos por esses materiais mais org\u00e2nicos. A gente fez uma economia bem bacana\u201d, ressaltou o carnavalesco.<\/p>\n<p>Na Mocidade Independente de Padre Miguel, apesar de conseguir alguns patroc\u00ednios, o principal apoio veio do patrono da escola, o empres\u00e1rio Rog\u00e9rio Andrade. \u201cOs patroc\u00ednios chegam aos pouquinhos, mas gra\u00e7as a Deus temos um bom patrono. Ele gosta e \u00e9 Mocidade doente&#8221;, contou o presidente da escola de samba, Wandyr Trindade, conhecido como Macumba.<\/p>\n<p>A dupla sertaneja Zez\u00e9 de Camargo e Luciano ser\u00e1 homenageada pela Imperatriz Leopoldinense. A escola n\u00e3o recebeu aux\u00edlio direto dos cantores, mas, por onde eles passaram, desde que ficou acertado que seriam o enredo da agremia\u00e7\u00e3o, divulgaram bastante o projeto. Fizeram quest\u00e3o de visitar v\u00e1rias vezes os ensaios da quadra e cantavam o samba-enredo. O diretor de Carnaval da Imperatriz, Wagner Ara\u00fajo, disse que, para equilibrar os gastos com as receitas e n\u00e3o ficar com d\u00edvida, o jeito foi fazer uma programa\u00e7\u00e3o baseada no ano anterior. \u201cIsso \u00e9 o mais recomend\u00e1vel. Se vier alguma coisa extra a\u00ed muda alguma coisa da programa\u00e7\u00e3o, com um tecido melhor, uma ilumina\u00e7\u00e3o mais forte, um acabamento diferenciado nas alegorias, mas a programa\u00e7\u00e3o de carnaval tem que fazer com o que recebeu no ano anterior.\u00a0Nossa escola n\u00e3o tem um tost\u00e3o de d\u00edvida\u201d, destacou Ara\u00fajo.<\/p>\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cristina Indio do Brasil O patroc\u00ednio para garantir enredos das escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro \u00e9 uma das fontes que agremia\u00e7\u00f5es buscam para escapar da falta de recursos. Em 2016, para seguir o lema criado em 1956 \u2013 &#8220;Nem pior, nem melhor. Apenas uma escola diferente&#8221; \u2013 o Salgueiro tem [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":85827,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[64],"tags":[],"class_list":["post-85826","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-carnaval-2016"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/85826","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=85826"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/85826\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":85941,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/85826\/revisions\/85941"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/85827"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=85826"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=85826"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=85826"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}