{"id":85944,"date":"2016-01-24T13:47:16","date_gmt":"2016-01-24T15:47:16","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=85944"},"modified":"2016-01-25T08:25:55","modified_gmt":"2016-01-25T10:25:55","slug":"nordeste-onde-reza-a-lenda-vira-terra-de-motoqueiros-com-caua-na-lideranca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/nordeste-onde-reza-a-lenda-vira-terra-de-motoqueiros-com-caua-na-lideranca\/","title":{"rendered":"Nordeste, onde reza a lenda, vira terra s\u00f3 de motoqueiros com Cau\u00e3 puxando a fila"},"content":{"rendered":"<h6 class=\"Assina\"><strong>Luiz Carlos Merten<\/strong><\/h6>\n<p>Cau\u00e3 Reymond cavalga no lombo da motocicleta. O sert\u00e3o n\u00e3o virou mar, como profetizava Glauber Rocha no final de Deus e o Diabo na Terra do Sol, mas com certeza se transformou. Os novos vaqueiros andam de moto, como Cau\u00e3 em Reza a Lenda, longa de Homero Olivetto que estreou na quinta-feira, dia 21, ou ent\u00e3o participam de vaquejadas, mas com o desejo nada secreto de ser estilista, como o Juliano Cazarr\u00e9 de Boi Neon, de Gabriel Mascaro. O sert\u00e3o da mem\u00f3ria ainda existe em algum lugar do imagin\u00e1rio, mas o real, como o Brasil, modernizou-se.<\/p>\n<p>Ao subir na moto, Cau\u00e3 retoma a estrada de rebeldes cl\u00e1ssicos de Hollywood. Marlon Brando em O Selvagem, de Laslo Benedek, Steve McQueen em Fugindo do Inferno, de John Sturges, e claro Dennis Hopper e Peter Fonda em Sem Destino, que o primeiro dirigiu. &#8220;T\u00e1 me zoando, cara?&#8221;, pergunta o astro de Reza a Lenda na entrevista realizada no come\u00e7o de dezembro, h\u00e1 quase dois meses. Foi preciso aproveitar a data para reunir toda a equipe em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Cau\u00e3, atolado nas grava\u00e7\u00f5es de A Regra do Jogo, foi liberado pela Globo. Surpresa? &#8220;Ela \u00e9 parceira no filme&#8221; (por interm\u00e9dio da Globo Filmes). E quanto a se medir com os lend\u00e1rios Brando, McQueen, Hopper&#8230; &#8220;N\u00e3o vou negar que pensei neles, sim. O pr\u00f3prio filme \u00e9 de g\u00eanero, portanto, tem tudo a ver. Mas foi s\u00f3 por um momento. Nunca pensei em interpretar o Ara do jeito deles. Tinha que ser do meu jeito.&#8221;<\/p>\n<p>E como \u00e9 o jeito de Cau\u00e3 Reymond? &#8220;\u00c9 apanhando&#8221;, e o rosto ilumina-se no sorriso. &#8220;Tive que aprender a andar de moto. Ca\u00ed, foi um tombo feio. Me d\u00f3i at\u00e9 hoje, mas n\u00e3o teve arreglo. O personagem exigia. Tinha que fazer.&#8221;<\/p>\n<p>O filme mistura religiosidade e viol\u00eancia no alto sert\u00e3o, mas agora \u00e9 um sert\u00e3o rasgado por estradas de asfalto. Ara\/Cau\u00e3 lidera o grupo que rouba do Coronel a est\u00e1tua da santa. Reza a lenda que s\u00f3 quando ela voltar a seu povo haver\u00e1 chuva &#8211; e o sert\u00e3o vai virar mar. O filme mistura g\u00eaneros de Hollywood &#8211; western com road movie. &#8220;S\u00e3o g\u00eaneros deles muito consumidos por aqui, mas raros no cinema brasileiro. E foi o que me encantou na proposta do Homero (o diretor). Por que n\u00e3o fazer um filme de g\u00eanero, mas nosso, com atores brasileiros?&#8221;, indaga ainda o ator<\/p>\n<p>O pr\u00f3prio Homero Olivetto participa da rodada de entrevistas e conta que Reza a Lenda come\u00e7ou a nascer muitos anos atr\u00e1s, quando viu Baile Perfumado, de L\u00edrio Ferreira e Paulo Caldas. &#8220;Era estudante em Salvador e aquela mistura da cultura sertaneja com o universo pop me bateu como um raio. Impactado, escrevi tr\u00eas contos e, num deles, o personagem chamava-se Zaratustra e era a g\u00eanese do Ara.&#8221; Motos, lutas, tiroteios. O risco era grande, mas n\u00e3o t\u00e3o grande que paralisasse a vontade de fazer. Foram anos de prepara\u00e7\u00e3o &#8211; e a primeira delas fez com que o diretor, estudante de Filosofia, migrasse para o cinema. Os contos de Homero Olivetto viraram roteiro (com Patricia Andrade e Newton Cannito), o elenco teve prepara\u00e7\u00e3o f\u00edsica e emocional. O Cau\u00e3 gal\u00e3 da TV cede espa\u00e7o a esse outro, que bate e arrebenta &#8211; mas tamb\u00e9m toma porrada.<\/p>\n<p>Ele n\u00e3o tem problema com a figura do gal\u00e3. Diz que o papel cumpre &#8220;uma fun\u00e7\u00e3o na dramaturgia de TV&#8221;. Acha que \u00e9 preconceito de cr\u00edtico. S\u00f3 n\u00e3o quer ficar preso ao personagem. E, por isso, ousa &#8211; ousa tanto que virou coprodutor de Reza a Lenda. &#8220;Ajudei a captar. Acho importante participar de todo o processo.&#8221; Vai fazer a mesma coisa com um projeto querido que est\u00e1 sendo gestado com a produtora Buriti, de La\u00eds Bodanzky e Luiz Bolognesi.<\/p>\n<p>&#8220;Vamos contar a hist\u00f3ria do jovem Dom Pedro.&#8221; Outro filme de g\u00eanero praticado por Hollywood, a biografia hist\u00f3rica. &#8220;Mas vamos fazer do nosso jeito. Luiz escreve, La\u00eds dirige e os dois t\u00eam aquele talento que voc\u00ea sabe. (O rep\u00f3rter sabe, sim.) \u00c9 coisa para 2017 e eu coproduzo com a empresa que formei com o Canivello.&#8221; M\u00e1rio Fernando Canivello \u00e9 assessor de imprensa de Cau\u00e3 (e Chico Buarque e outros mais). Acompanha a entrevista e faz o sinal de positivo com a m\u00e3o. Dom Pedro, o 1.\u00ba, j\u00e1 foi personagem de filmes como Independ\u00eancia ou Morte, de Carlos Coimbra, e Carlota Joaquina, Princesa do Brasil, de Carla Camurati, mas a pegada da dupla LL, La\u00eds e Luiz, promete, quem sabe, o grande filmes brasileiro do ano que vem (ou de 2018).<\/p>\n<p>Voltar ao sert\u00e3o foi gratificante. Cau\u00e3 j\u00e1 havia gravado a miniss\u00e9rie Amores Roubados em Petrolina. &#8220;Me receberam melhor ainda. \u00c9 uma cidade com estrutura, preparada para receber qualquer filmagem.&#8221; Imposs\u00edvel falar com ele sem repercutir a novela. A Regra do Jogo come\u00e7ou com muitos problemas e at\u00e9 hoje n\u00e3o virou o evento que se esperava de Jo\u00e3o Emmanuel Carneiro e Amora Mautner, autor e diretora do megassucesso Avenida Brasil.<\/p>\n<p><strong>Justamente<\/strong> &#8211; Avenida Brasil foi um fen\u00f4meno, e o fen\u00f4meno, por defini\u00e7\u00e3o, \u00e9 algo especial, que n\u00e3o se repete. &#8220;Tenho o maior respeito por esses dois e a Amora, ent\u00e3o, foi a diretora que acreditou em mim e me fez avan\u00e7ar, na vida e na carreira&#8221;, diz Cau\u00e3.<\/p>\n<p>&#8220;Percebo que h\u00e1 uma cobran\u00e7a muito grande, como se a f\u00f3rmula das telenovela tivesse se esgotado. Mas um sucesso como Avenida Brasil n\u00e3o tem f\u00f3rmula. Acontece. O que sei \u00e9 que o p\u00fablico consome e gosta de novela, mas, hoje em dia, a oferta cresceu muito e o p\u00fablico tem muita coisa para escolher, e ver. Continuo achando que estar numa telenovela \u00e9 privil\u00e9gio para qualquer ator, porque a comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 imediata, \u00e9 muito especial.&#8221;<\/p>\n<p>Sobre o Juliano, seu personagem em A Regra do Jogo, diz &#8211; &#8220;Ele est\u00e1 num momento mais cerebral e, por isso, acabou se tornando uma esp\u00e9cie de guia da pol\u00edcia contra a Fac\u00e7\u00e3o. O caminho percorrido por ele tem sido muito interessante. O personagem come\u00e7ou passivo ao sair da pris\u00e3o, passou por um per\u00edodo de a\u00e7\u00e3o intensa, quando descobriu o envolvimento do pai com a Fac\u00e7\u00e3o, e agora est\u00e1 numa fase investigativa, preparando os pr\u00f3ximos passos.&#8221; Cau\u00e3 est\u00e1 otimista. Acha que vem coisa boa por a\u00ed.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-70065\" src=\"http:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/estadao.png\" alt=\"estadao\" width=\"99\" height=\"16\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Luiz Carlos Merten Cau\u00e3 Reymond cavalga no lombo da motocicleta. O sert\u00e3o n\u00e3o virou mar, como profetizava Glauber Rocha no final de Deus e o Diabo na Terra do Sol, mas com certeza se transformou. 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