{"id":86148,"date":"2016-01-25T13:07:19","date_gmt":"2016-01-25T15:07:19","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=86148"},"modified":"2016-07-30T16:51:41","modified_gmt":"2016-07-30T19:51:41","slug":"astronomos-sugerem-esquecer-os-ets-porque-eles-estao-extintos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/astronomos-sugerem-esquecer-os-ets-porque-eles-estao-extintos\/","title":{"rendered":"Astr\u00f4nomos sugerem esquecer ET&#8217;s; n\u00e3o aparecem porque eles est\u00e3o extintos"},"content":{"rendered":"<p><strong>Salvador Nogueira<\/strong>, do Mensageiro Sideral<\/p>\n<p>Uma dupla de astrobi\u00f3logos na Austr\u00e1lia acaba de propor uma hip\u00f3tese para explicar por que ainda n\u00e3o encontramos nenhum sinal de vida extraterrestre l\u00e1 fora. Provavelmente, eles est\u00e3o todos extintos. A ideia b\u00e1sica \u00e9 que s\u00f3 estamos n\u00f3s por aqui agora porque a Terra teve a sorte de ver surgir o tipo de vida certo na hora certa.<\/p>\n<p>A proposta tenta resolver um aparente paradoxo: sabemos que, no passado remoto do Sistema Solar, uns 4 bilh\u00f5es de anos atr\u00e1s, pelo menos tr\u00eas planetas eram potencialmente amig\u00e1veis \u00e0 vida: V\u00eanus, Terra e Marte. No fim, restou apenas um, o nosso. Por qu\u00ea?<\/p>\n<p>Segundo Aditya Chopra e Charley Lineweaver, da Universidade Nacional Australiana, isso ocorreu porque na Terra a vida teria tomado as r\u00e9deas do planeta bem cedo, regulando o ambiente para favorecer sua cont\u00ednua exist\u00eancia. Essa \u00e9 a famosa (e controversa) hip\u00f3tese Gaia, formulada por James Lovelock e Lynn Margulis.<\/p>\n<p>Em V\u00eanus e Marte, o desfecho teria sido outro. Mesmo que formas de vida tenham surgido por l\u00e1 durante seu passado habit\u00e1vel, a evolu\u00e7\u00e3o n\u00e3o produziu os organismos necess\u00e1rios para promover essa auto-regula\u00e7\u00e3o. Sem a ajuda de Gaia, alegria de venusiano e marciano dura pouco.<\/p>\n<p>Lineweaver e Chopra acreditam que essa hist\u00f3ria toda revela um aspecto mais profundo sobre a vida no Universo: a no\u00e7\u00e3o de que, na maioria dos mundos que nascem habit\u00e1veis, a biosfera n\u00e3o se torna capaz de fazer a regula\u00e7\u00e3o do ambiente a tempo de reverter a inexor\u00e1vel marcha rumo \u00e0 inabitabilidade.<\/p>\n<p>Caso estejam certos, o surgimento da vida seria uma ocorr\u00eancia comum, mas seu destino mais frequente seria a extin\u00e7\u00e3o r\u00e1pida. Com isso, mundos que permanecem habit\u00e1veis por bilh\u00f5es de anos, tempo exigido para o surgimento de esp\u00e9cies inteligentes, seriam rar\u00edssimos. Ser\u00e1?<\/p>\n<p>O artigo cient\u00edfico de Chopra e Lineweaver, que se apresenta como uma nova poss\u00edvel explica\u00e7\u00e3o para o famoso paradoxo de Fermi (se ETs s\u00e3o comuns, onde eles est\u00e3o que n\u00e3o conseguimos ach\u00e1-los?), saiu na edi\u00e7\u00e3o de janeiro do peri\u00f3dico \u201cAstrobiology\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Salvador Nogueira, do Mensageiro Sideral Uma dupla de astrobi\u00f3logos na Austr\u00e1lia acaba de propor uma hip\u00f3tese para explicar por que ainda n\u00e3o encontramos nenhum sinal de vida extraterrestre l\u00e1 fora. Provavelmente, eles est\u00e3o todos extintos. 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