{"id":86243,"date":"2016-01-26T07:13:19","date_gmt":"2016-01-26T09:13:19","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=86243"},"modified":"2016-01-26T07:18:34","modified_gmt":"2016-01-26T09:18:34","slug":"governo-faz-engenharia-complicada-para-quitar-as-dividas-com-pedaladas-de-dilma","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/governo-faz-engenharia-complicada-para-quitar-as-dividas-com-pedaladas-de-dilma\/","title":{"rendered":"Governo faz engenharia complicada para quitar d\u00edvida com as pedaladas de Dilma"},"content":{"rendered":"<p><strong>Lorenna Rodrigues, Adriana Fernandes, Bernardo Caram e Rachel Gamarski<\/strong><\/p>\n<p>Quase um m\u00eas depois do an\u00fancio da quita\u00e7\u00e3o das d\u00edvidas atrasadas com os bancos p\u00fablicos e o FGTS, o governo detalhou nesta segunda-feira, 25, as fontes do Or\u00e7amento de onde retirou o dinheiro que pagou as &#8220;pedaladas fiscais&#8221;.<\/p>\n<p>Em 2015, o governo pagou R$ 72,4 bilh\u00f5es a bancos p\u00fablicos, dos quais R$ 55,8 bilh\u00f5es foram quitados de atrasados em dezembro. Para o pagamento, o governo editou a MP 904, permitindo que recursos do chamado super\u00e1vit financeiro fossem utilizados para outros fins que n\u00e3o a destina\u00e7\u00e3o original da fonte. O super\u00e1vit financeiro \u00e9 formado por &#8220;sobras de caixa&#8221;, de recursos em fontes que tinham destina\u00e7\u00e3o espec\u00edfica e n\u00e3o foram totalmente utilizados.<\/p>\n<p>De acordo com os dados do Tesouro Nacional, foram pagos R$ 27,1 bilh\u00f5es com recursos do super\u00e1vit financeiro. Desse montante, R$ 21,1 bilh\u00f5es vieram do &#8220;colch\u00e3o da d\u00edvida&#8221;, composto por recursos de emiss\u00e3o de t\u00edtulos. Outros R$ 5,9 bilh\u00f5es eram recursos do FGTS que estavam retidos no caixa do Tesouro e voltaram ao fundo. Tamb\u00e9m foram utilizados R$ 94 milh\u00f5es da remunera\u00e7\u00e3o da conta \u00fanica e R$ 54 milh\u00f5es de loterias.<\/p>\n<p>Outros R$ 43,8 bilh\u00f5es pagos aos bancos p\u00fablicos vieram de recursos do exerc\u00edcio de 2015, segundo o Tesouro, de diversas fontes. Foram R$ 11,5 bilh\u00f5es, por exemplo, da remunera\u00e7\u00e3o dos recursos depositados na conta \u00fanica ao longo do ano e outros R$ 30,6 de recursos ordin\u00e1rios, de tributos pagos por empresas e pessoas f\u00edsicas. Mais R$ 1,2 bilh\u00e3o eram de recursos devidos ao FGTS no exerc\u00edcio, mais R$ 180 milh\u00f5es de opera\u00e7\u00f5es oficiais de cr\u00e9dito.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o governo emitiu R$ 1,5 bilh\u00e3o em t\u00edtulos diretamente para o Banco do Brasil.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o foram utilizados recursos do resultado positivo do Banco Central para pagamento de passivos, nem foram utilizados recursos de royalties para pagamentos dos passivos&#8221;, afirmou o secret\u00e1rio interino do Tesouro Nacional, Ot\u00e1vio Ladeira, mais cedo.<\/p>\n<p>A engenharia montada pelo governo para quitar as pedaladas est\u00e1 sendo criticada por economistas. Eles questionam, por exemplo, o uso do super\u00e1vit financeiro para esse fim.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lorenna Rodrigues, Adriana Fernandes, Bernardo Caram e Rachel Gamarski Quase um m\u00eas depois do an\u00fancio da quita\u00e7\u00e3o das d\u00edvidas atrasadas com os bancos p\u00fablicos e o FGTS, o governo detalhou nesta segunda-feira, 25, as fontes do Or\u00e7amento de onde retirou o dinheiro que pagou as &#8220;pedaladas fiscais&#8221;. 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