{"id":86768,"date":"2016-01-29T09:33:18","date_gmt":"2016-01-29T11:33:18","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=86768"},"modified":"2016-01-29T15:37:57","modified_gmt":"2016-01-29T17:37:57","slug":"delegacia-de-descoberta-de-paradeiros-soluciona-88-dos-casos-de-desaparecimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/delegacia-de-descoberta-de-paradeiros-soluciona-88-dos-casos-de-desaparecimento\/","title":{"rendered":"Delegacia de Descoberta de Paradeiros soluciona 88% dos casos de desaparecimento"},"content":{"rendered":"<p><strong>Thaise Constancio<\/strong><\/p>\n<p>Especializada em solucionar desaparecimentos, a Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA) j\u00e1 resolveu 88% dos casos investigados. Entre setembro de 2014, quando foi inaugurada, e dezembro do ano passado, 2.491 pessoas desapareceram. Deste total, 2.192 foram encontradas pelos policiais da especializada e 299 casos est\u00e3o em andamento.<\/p>\n<p>A maior parte dos desaparecidos \u00e9 adultos, entre 18 e 59 anos, que correspondem a 54% dos casos. Em seguida, est\u00e3o os jovens, de 0 a 17 anos, que s\u00e3o 35% dos registros. Os idosos, com mais de 60 anos, representam 11%.\u00a0Segundo a delegada da especializada, Elen Souto, cada grupo possui um determinado perfil de desaparecimento e demanda um modo de investiga\u00e7\u00e3o espec\u00edfico.<\/p>\n<p>&#8211; Muitos adultos desaparecem por envolvimento com drogas ou transtornos mentais. J\u00e1 crian\u00e7as e adolescentes fogem de conflitos em casa ou s\u00e3o aliciadas para prostitui\u00e7\u00e3o ou tr\u00e1fico. Entre os idosos, muitos sofrem do Mal de Alzheimer e outras doen\u00e7as mentais. Por isso, \u00e9 importante que as pessoas portem algum tipo de identifica\u00e7\u00e3o, que possa ajudar na investiga\u00e7\u00e3o &#8211; explicou a titular.<\/p>\n<p>Para Elen Souto, o ideal \u00e9 que a pessoa com transtornos use um cord\u00e3o ou pulseira apenas com o nome completo. Na DDPA, com a autoriza\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia, s\u00e3o produzidos cartazes com a foto, informa\u00e7\u00f5es sobre o desaparecido e o telefone da delegacia. Os cartazes s\u00e3o de pessoas vulner\u00e1veis: menores de idade, idosos e adultos com transtornos mentais.<\/p>\n<p>&#8211; Em cartazes com o telefone da fam\u00edlia, uma pessoa mal intencionada pode tentar extorquir os familiares para devolver o desaparecido. Por isso, produzimos o material, que \u00e9 entregue \u00e0 fam\u00edlia e publicado nas redes sociais &#8211; disse a delegada.<\/p>\n<p><strong>Delegacia amplia parceria com a Secretaria de Sa\u00fade<br \/>\n<\/strong>A Delegacia de Descoberta de Paradeiros ampliou a parceria com a Secretaria de Sa\u00fade para identificar pessoas que d\u00e3o entrada na rede estadual. Desde o fim de 2015, a chegada de pacientes sem identifica\u00e7\u00e3o em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) \u00e9 comunicada \u00e0 Pol\u00edcia Civil, procedimento j\u00e1 realizado nas emerg\u00eancias estaduais.<\/p>\n<p>Diariamente, o N\u00facleo de Comunica\u00e7\u00e3o Social da DDPA e a Central de Regula\u00e7\u00e3o da Secretaria de Sa\u00fade trocam informa\u00e7\u00f5es como nome, idade e caracter\u00edsticas f\u00edsicas de desaparecidos e pacientes n\u00e3o identificados. De acordo com a delegada Elen Souto, gra\u00e7as a parceria, desde janeiro do ano passado, cerca de 200 pessoas j\u00e1 foram localizadas nos hospitais estaduais, algumas antes mesmo de o registro do desaparecimento ser feito pelos familiares em uma delegacia.<\/p>\n<p>&#8211; Essa articula\u00e7\u00e3o \u00e9 importante para identificarmos e comunicarmos \u00e0s fam\u00edlias sobre a localiza\u00e7\u00e3o, seja nos hospitais de emerg\u00eancia ou nas UPAs, porque algumas pessoas chegam completamente desorientadas, conscientes ou n\u00e3o, e sem documenta\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, o sistema da Pol\u00edcia Civil \u00e9 totalmente informatizado e integrado, o que facilita a busca do registro de ocorr\u00eancia &#8211; explicou a delegada.<\/p>\n<p>A DDPA tamb\u00e9m articula com a Secretaria Municipal de Sa\u00fade para iniciar, este ano, a parceria com as unidades de emerg\u00eancia no Rio de Janeiro e, em seguida, estender para as Cl\u00ednicas da Fam\u00edlia e os Postos de Assist\u00eancia M\u00e9dica.<\/p>\n<p>A delegada ressaltou que n\u00e3o h\u00e1 prazo m\u00ednimo para registrar o desaparecimento, que pode ser feito imediatamente, em qualquer delegacia distrital ou diretamente na especializada. As informa\u00e7\u00f5es ser\u00e3o encaminhadas para a unidade local respons\u00e1vel pela investiga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8211; No Estado do Rio, temos tr\u00eas unidades de investiga\u00e7\u00e3o: a DDPA e os n\u00facleos de desaparecidos nas delegacias de homic\u00eddios da Baixada Fluminense e de Niter\u00f3i, S\u00e3o Gon\u00e7alo e Itabora\u00ed. No entanto, o registro pode se feito em qualquer distrital, para a comodidade do cidad\u00e3o &#8211; afirmou Elen Souto.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Thaise Constancio Especializada em solucionar desaparecimentos, a Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA) j\u00e1 resolveu 88% dos casos investigados. Entre setembro de 2014, quando foi inaugurada, e dezembro do ano passado, 2.491 pessoas desapareceram. Deste total, 2.192 foram encontradas pelos policiais da especializada e 299 casos est\u00e3o em andamento. 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