{"id":87185,"date":"2016-02-01T10:59:21","date_gmt":"2016-02-01T12:59:21","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=87185"},"modified":"2016-02-01T18:49:41","modified_gmt":"2016-02-01T20:49:41","slug":"collor-gastou-em-quatro-anos-164-mi-pf-quer-saber-em-que","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/collor-gastou-em-quatro-anos-164-mi-pf-quer-saber-em-que\/","title":{"rendered":"Collor gastou em quatro anos 16,4 milh\u00f5es de reais e a PF e o MP querem saber em que"},"content":{"rendered":"<h6 class=\"Assina\"><strong>Andreza Matais\u00a0e\u00a0Fausto Macedo<\/strong><\/h6>\n<p>O senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) gastou R$ 16,4 milh\u00f5es entre 2011 a 2014 com despesas de consumo, como pagamento de contas de energia el\u00e9trica, \u00e1gua, telefone, TV por assinatura, passagens a\u00e9reas, seguran\u00e7a privada, medicamentos, funcion\u00e1rios, tributos, entre outros. As informa\u00e7\u00f5es constam de laudo da Pol\u00edcia Federal, finalizado em 14 de janeiro, para a Opera\u00e7\u00e3o Politeia que investiga suposto envolvimento do senador com esquema de corrup\u00e7\u00e3o na BR Distribuidora.<\/p>\n<p>Collor \u00e9 suspeito de receber propina em troca de contratos com a subsidi\u00e1ria da Petrobr\u00e1s que era controlada politicamente por ele at\u00e9 o ano passado. Suas empresas seriam usadas para lavar o dinheiro por meio de empr\u00e9stimos fict\u00edcios. Os gastos milion\u00e1rios com consumo s\u00e3o bem inferiores a renda declarada pelo senador em todo o per\u00edodo, de R$ 700 mil.<\/p>\n<p>Ao analisar documentos apreendidos na sede da TV Gazeta, os investigadores descobriram que Collor fez 6.762 empr\u00e9stimos entre 2011 e 2014 com sua empresa que totalizaram R$ 31,1 milh\u00f5es. Desse montante, 49,5% foram destinados a cobrir gastos correntes do senador. H\u00e1 registros de pagamento de horas de voo (R$ 140.250), viagens de turismo internacional (R$ 30.874), conta de energia el\u00e9trica em Campos do Jord\u00e3o (R$ 1.782), tr\u00eas despesas registradas como &#8220;Foto campanha FC 2010&#8221;, ano em que ele disputou e perdeu a elei\u00e7\u00e3o para o governo de Alagoas. O \u00faltimo valor n\u00e3o foi registrado.<\/p>\n<p>Os investigadores destacaram que o fato de Collor ter usado parte do dinheiro que tomou &#8220;emprestado&#8221; da TV Gazeta com despesas pessoais \u00e9 relevante porque s\u00e3o valores que n\u00e3o podem ser recuperados, ao contr\u00e1rio do que ocorre com bens adquiridos cujos valores poderiam ser readquiridos por meio de venda. &#8220;A TV Gazeta, al\u00e9m de conceder empr\u00e9stimos a Collor sem observar sua capacidade de pagamento, n\u00e3o se preocupou com o fato de que ele despendeu pelo menos metade dos recursos recebidos em consumo &#8211; e o fez com o conhecimento da empresa, pois ela registrava isso na sua contabilidade&#8221;, diz a per\u00edcia.<\/p>\n<p>&#8220;Os rendimentos declarados por ele de 2011 a 2013 foram \u00ednfimos em rela\u00e7\u00e3o ao montante da d\u00edvida perante a TV Gazeta (R$ 31,14 mi). Essa d\u00edvida era de 110 vezes o valor dos rendimentos anuais do senador em 2011 e 118 vezes em 2013&#8221;, escreveram os peritos. Para concluir que as supostas d\u00edvidas de Collor com a TV Gazeta &#8220;foram constitu\u00eddas em circunst\u00e2ncias que caracterizam transfer\u00eancias de recursos e n\u00e3o empr\u00e9stimos, ainda que tenham sido contabilizados como tal.&#8221;<\/p>\n<p>Os documentos apreendidos na TV Gazeta e outras duas empresas que tem Collor como s\u00f3cio revelaram aos investigadores que a empresa recebeu ao menos R$ 9,6 milh\u00f5es em dinheiro vivo, al\u00e9m de outros repassem sem qualquer rela\u00e7\u00e3o com sua atividade. Do montante, R$ 523 mil foram depositados pelo doleiro Alberto Youssef, um dos delatores da Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato, e Rafael \u00c2ngulo, que distribu\u00eda propina a mando do doleiro. Os dois fizeram 17 dep\u00f3sitos entre outubro de 2012 e janeiro de 2014.<\/p>\n<p>A per\u00edcia comprovou o que foi dito em depoimentos na Lava Jato de que \u00c2ngulo viajava para Macei\u00f3 para fazer as entregas de dinheiro em esp\u00e9cie destinadas a Collor. As datas das viagens coincidem com as dos dep\u00f3sitos, realizados um ou dois dias depois.<\/p>\n<p>Dos R$ 9,6 milh\u00f5es, R$ 5,6 milh\u00f5es foram para Collor ou sua mulher, Caroline. Do montante, R$ 3,3 milh\u00f5es foram contabilizados pelas empresas como sendo para abater a suposta d\u00edvida do casal, mas os investigadores descobriram que at\u00e9 isso era uma opera\u00e7\u00e3o simulada. &#8220;Em alguns casos, os dep\u00f3sitos foram transferidos imediatamente (de volta) para Collor.&#8221;<\/p>\n<p>Collor tem negado irregularidades nos empr\u00e9stimos tomados com suas empresas. Em nota \u00e0 reportagem em novembro passado, sua assessoria informou que &#8220;todos os gastos e despesas realizados pelo senador Fernando Collor s\u00e3o categoricamente compat\u00edveis com os recursos por ele recebidos nos anos de 2011 a 2013, considerados os rendimentos recebidos e os empr\u00e9stimos tomados no per\u00edodo, notadamente junto \u00e0 TV Gazeta de Alagoas, empresa familiar da qual \u00e9 acionista.&#8221;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-70065\" src=\"http:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/estadao.png\" alt=\"estadao\" width=\"99\" height=\"16\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Andreza Matais\u00a0e\u00a0Fausto Macedo O senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) gastou R$ 16,4 milh\u00f5es entre 2011 a 2014 com despesas de consumo, como pagamento de contas de energia el\u00e9trica, \u00e1gua, telefone, TV por assinatura, passagens a\u00e9reas, seguran\u00e7a privada, medicamentos, funcion\u00e1rios, tributos, entre outros. As informa\u00e7\u00f5es constam de laudo da Pol\u00edcia Federal, finalizado em 14 de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":87186,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[16],"tags":[],"class_list":["post-87185","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/87185","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=87185"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/87185\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":87225,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/87185\/revisions\/87225"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/87186"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=87185"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=87185"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=87185"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}