{"id":87211,"date":"2016-02-01T12:14:13","date_gmt":"2016-02-01T14:14:13","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=87211"},"modified":"2016-02-02T09:14:21","modified_gmt":"2016-02-02T11:14:21","slug":"vila-vai-para-a-avenida-homenageando-centenario-de-arraes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/vila-vai-para-a-avenida-homenageando-centenario-de-arraes\/","title":{"rendered":"Vila Isabel vai invadir Sapuca\u00ed com homenagem ao centen\u00e1rio de Miguel Arraes"},"content":{"rendered":"<p><strong>Cristina \u00cdndio do Brasil<\/strong><\/p>\n<p>O centen\u00e1rio de nascimento de Miguel Arraes incentivou a Unidos de Vila Isabel a levar para o desfile, na Marqu\u00eas de Sapuca\u00ed, a hist\u00f3ria do pol\u00edtico que, embora, cearense, construiu sua carreira em Pernambuco, onde foi governador, prefeito do Recife, secret\u00e1rio da Fazenda, deputado estadual e federal. \u201c\u00c9 muito bonito. N\u00e3o \u00e9 f\u00fatil. Voc\u00ea tem uma hist\u00f3ria que vale a pena conhecer e transformar em carnaval. \u00c9 preciso muita criatividade em cima de um assunto \u00e0s vezes denso\u201d, disse o carnavalesco Alex de Souza.<\/p>\n<p>No texto de apresenta\u00e7\u00e3o do enredo, o cantor e compositor Martinho da Vila e Alex de Souza destacam a import\u00e2ncia de Miguel Arraes na vida pol\u00edtica do pa\u00eds. Eles lembram o Acordo do Campo, promovido por ele quando governador, para estabelecer uma rela\u00e7\u00e3o trabalhista mais justa entre donos de usinas e canavieiros. \u201cFoi uma das coisas mais marcantes da hist\u00f3ria dele, o encontro entre os camponeses cortadores de cana, para conseguir chegar a um valor mais digno, j\u00e1 que o que recebiam era irris\u00f3rio\u201d, afirmou Souza.<\/p>\n<p>O texto lembra que o pol\u00edtico era chamado de Pai Arraia pelos mais humildes. \u201cComo gesto de candura e devo\u00e7\u00e3o\u201d, mostra o projeto do enredo.<\/p>\n<p>Alex de Souza e Martinho falam tamb\u00e9m dos ensinamentos do educador e fil\u00f3sofo Paulo Freire, da f\u00e9 de dom H\u00e9lder C\u00e2mara e do apoio dos amigos na cria\u00e7\u00e3o do Movimento de Cultura Popular. \u201cCria\u00e7\u00e3o de escolas, mesmo que n\u00e3o em espa\u00e7o f\u00edsico de uma escola, mas em pra\u00e7as p\u00fablicas, em igrejas, todo um trabalho de alfabetiza\u00e7\u00e3o em massa de crian\u00e7as e adultos, cria\u00e7\u00e3o de oficinas de arte, a promo\u00e7\u00e3o de espet\u00e1culos p\u00fablicos e de pesquisa e manuten\u00e7\u00e3o das tradi\u00e7\u00f5es culturais pernambucanas. Uma experi\u00eancia extraordin\u00e1ria que durou de 1960 a 1964\u201d, contou o carnavalesco.<\/p>\n<p>Para ele, o enredo se afina com a linha da Vila Isabel, que em outros carnavais j\u00e1 trouxe temas sociais. \u201cA Vila tem essa tradi\u00e7\u00e3o de enredos sociais\u201d, disse.<\/p>\n<p>Segundo Alex de Souza, embora o in\u00edcio do desenvolvimento do enredo da escola na avenida v\u00e1 trazer a mis\u00e9ria e a pobreza, vistas de perto pelo pol\u00edtico, no restante do desfile vai sendo constru\u00eddo o trabalho da educa\u00e7\u00e3o e da entrada de not\u00e1veis com o Movimento de Cultura Popular, numa tentativa de erguer o povo. \u201cDe fazer com que essas pessoas, na condi\u00e7\u00e3o de humildes, tivessem uma condi\u00e7\u00e3o digna e mantendo a sua arte e cultura. Come\u00e7a dessa forma e termina de maneira mais alegre e leve, com as tradi\u00e7\u00f5es pernambucanas\u201d, conta.<\/p>\n<p>Souza disse ainda que no desenvolvimento do enredo enfrentou algumas dificuldades, como o tempo reduzido &#8211; neste ano, o carnaval \u00e9 mais cedo, no in\u00edcio de fevereiro &#8211; e a falta de material no com\u00e9rcio. Ele afirmou que havia a expectativa de receber ajuda do governo de Pernambuco, mas que isso n\u00e3o ocorreu.<\/p>\n<p>O carnavalesco destacou que os gastos das escolas incluem a confec\u00e7\u00e3o das fantasias dos componentes que, no caso da Vila Isabel, n\u00e3o tem alas comerciais. Ele acredita que diante da redu\u00e7\u00e3o de recursos enfrentada pelas agremia\u00e7\u00f5es, especialmente este ano por causa da crise financeira, as escolas v\u00e3o ter que analisar esse custo. \u201cAs escolas que d\u00e3o fantasias para a comunidade v\u00e3o ter de repensar, porque ou a roupa tem que ser baratinha demais e o espet\u00e1culo perde, ou tem que p\u00f4r uma parte das fantasias \u00e0 venda para tentar recuperar. Escolas como a Vila n\u00e3o t\u00eam ala comercial h\u00e1 muitos anos, ent\u00e3o h\u00e1 um compromisso com a comunidade\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>O primeiro t\u00edtulo obtido pela Vila Isabel foi em 1988, com o enredo Kizomba, a Festa da Ra\u00e7a. A segunda vit\u00f3ria ocorreu em 2006, quando a escola se apresentou com o enredo Soy loco por ti, Am\u00e9rica &#8211; A Vila canta a latinidade. O \u00faltimo campeonato foi em 2013 e a Vila encantou o p\u00fablico com A Vila canta o Brasil, celeiro do mundo &#8211; &#8220;\u00c1gua no feij\u00e3o que chegou mais um&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cristina \u00cdndio do Brasil O centen\u00e1rio de nascimento de Miguel Arraes incentivou a Unidos de Vila Isabel a levar para o desfile, na Marqu\u00eas de Sapuca\u00ed, a hist\u00f3ria do pol\u00edtico que, embora, cearense, construiu sua carreira em Pernambuco, onde foi governador, prefeito do Recife, secret\u00e1rio da Fazenda, deputado estadual e federal. \u201c\u00c9 muito bonito. 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