{"id":87928,"date":"2016-02-05T08:57:58","date_gmt":"2016-02-05T10:57:58","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=87928"},"modified":"2016-02-05T08:57:58","modified_gmt":"2016-02-05T10:57:58","slug":"roberto-teixeira-advogado-e-compadre-de-lula-lavrou-compra-do-sitio-de-atibaia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/roberto-teixeira-advogado-e-compadre-de-lula-lavrou-compra-do-sitio-de-atibaia\/","title":{"rendered":"Roberto Teixeira, advogado e compadre de Lula, lavrou compra do s\u00edtio de Atibaia"},"content":{"rendered":"<h6 class=\"Assina\"><strong>Ricardo Galhardo e Guilherme Mazieiro<\/strong><\/h6>\n<p>A compra do s\u00edtio usado pelo ex-presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva em Atibaia (SP) foi formalizada no escrit\u00f3rio do advogado e empres\u00e1rio Roberto Teixeira, compadre do petista, no bairro dos Jardins, em S\u00e3o Paulo. O im\u00f3vel custou R$ 1,5 milh\u00e3o, em outubro de 2010, dos quais R$ 100 mil (R$ 143 mil em valores atuais) foram pagos em dinheiro em esp\u00e9cie.<\/p>\n<p>As informa\u00e7\u00f5es constam das escrituras de compra e venda das duas \u00e1reas que comp\u00f5em o im\u00f3vel de 173 mil m\u00b2, investigado pela Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato sob suspeita de ter sido reformado a mando de empreiteiras que tiveram ex-executivos condenados na Justi\u00e7a por envolvimento no esquema de desvios e de propinas da Petrobras.<\/p>\n<p>Segundo o documento, Fernando Bittar, filho do ex-prefeito de Campinas (SP) Jac\u00f3 Bittar, amigo de Lula, pagou R$ 500 mil por uma parte do s\u00edtio e Jonas Suassuna, primo do ex-senador Ney Suassuna, arcou com R$ 1 milh\u00e3o. Ambos s\u00e3o s\u00f3cios de F\u00e1bio Lu\u00eds Lula da Silva, o Lulinha, filho de Lula.<\/p>\n<p>Dos R$ 500 mil pagos por Bittar, R$ 100 mil foram &#8220;recebidos em boa e corrente moeda nacional&#8221;. O restante foi pago em dois cheques do Banco do Brasil. O neg\u00f3cio foi formalizado no dia 29 de outubro de 2010, dois dias antes da elei\u00e7\u00e3o da presidente Dilma Rousseff, no 19.\u00ba andar de um pr\u00e9dio de escrit\u00f3rios na Rua Padre Jo\u00e3o Manoel, nos Jardins. O endere\u00e7o \u00e9 o do escrit\u00f3rio de Teixeira.<\/p>\n<p>Teixeira \u00e9 amigo de Lula desde os anos 1980 e padrinho de Lu\u00eds Cl\u00e1udio, ca\u00e7ula de Lula. Durante anos o ex-presidente morou em uma casa pertencente ao empres\u00e1rio em S\u00e3o Bernardo. Teixeira tamb\u00e9m intermediou a compra da cobertura duplex onde Lula mora atualmente em S\u00e3o Bernardo do Campo e \u00e9 propriet\u00e1rio do apartamento, onde vive Lu\u00eds Cl\u00e1udio.<\/p>\n<p>Conforme revelou o jornal O Estado de S. Paulo, o agrimensor Cl\u00e1udio Benatti disse ter sido contratado por Teixeira em 18 de dezembro de 2010 para come\u00e7ar os servi\u00e7os no s\u00edtio em 20 de janeiro de 2011, em car\u00e1ter de urg\u00eancia no s\u00edtio. Lula deixou o Planalto naquele m\u00eas e parte da sua mudan\u00e7a foi levada para o s\u00edtio. Benatti deve prestar depoimento na semana que vem \u00e0 Lava Jato.<\/p>\n<p><b>Gaveta &#8211;\u00a0<\/b>Conforme os documentos do s\u00edtio, a compra havia sido fechada pelo menos dois meses antes, no dia 5 de agosto de 2010, por meio de um Instrumento Particular de Compra e Venda firmado entre os compradores e o antigo dono, Adalton Santarelli, um comerciante de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>O s\u00edtio usado por Lula e sua fam\u00edlia em Atibaia \u00e9 alvo de investiga\u00e7\u00e3o da Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato. Segundo relatos de comerciantes locais e prestadores de servi\u00e7o, parte da reforma foi bancada pelas empreiteiras OAS e Odebrecht, ambas investigadas pela Lava Jato.<\/p>\n<p>A chegada da Lava Jato mudou a rotina do bairro do Port\u00e3o, em Atibaia, limite entre a cidade e a \u00e1rea rural onde fica o s\u00edtio usado pelo ex-presidente. Vizinhos e comerciantes da regi\u00e3o t\u00eam sido questionados pelos procuradores do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal sobre a frequ\u00eancia das visitas, rotina e companhias do petista no local.<\/p>\n<p>No dep\u00f3sito Dias, que forneceu parte do material para a reforma do im\u00f3vel, em 2011, os procuradores realizaram duas buscas de documentos e notas fiscais da \u00e9poca. O atual dono, Nestor Neto, que assumiu a loja em 2014, afirmou que o objetivo era encontrar provas e buscar novas informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>H\u00e1 suspeita de que a Odebrecht pagou parte da conta. &#8220;Os procuradores analisaram algumas documenta\u00e7\u00f5es antigas, como notas e comprovantes, que ainda estavam na loja. Acessaram salas que estavam fechadas pelo dono do pr\u00e9dio e eu n\u00e3o tinha mais acesso&#8221;, disse Neto. Duas atendentes da padaria Iannuzzi, que fica no acesso ao s\u00edtio, dizem que a ex-primeira-dama Marisa Let\u00edcia comprava no local.<\/p>\n<p><b>Defesa &#8211;\u00a0<\/b>O advogado e empres\u00e1rio Roberto Teixeira disse, por meio de sua assessoria, que a escritura do s\u00edtio usado pelo ex-presidente Lula em Atibaia foi lavrada em seu escrit\u00f3rio porque Fernando Bittar e Jonas Suassuna s\u00e3o clientes antigos do escrit\u00f3rio.<\/p>\n<p>&#8220;Ambos j\u00e1 eram nossos clientes&#8221;, disse ele por e-mail. Teixeira contradiz a escritura ao falar sobre os R$ 100 mil pagos em esp\u00e9cie. Segundo ele, o valor foi pago com o cheque administrativo 218 do Banco do Brasil. &#8220;A compra foi paga mediante cheques administrativos pelo valor total da venda, identificados na escritura&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>A escritura, entretanto, deixa claro que Suassuna pagou R$ 1 milh\u00e3o em cheque e Bittar quitou R$ 400 mil tamb\u00e9m em cheque e R$ 100 mil &#8220;em boa moeda corrente&#8221;.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-70065\" src=\"http:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/estadao.png\" alt=\"estadao\" width=\"99\" height=\"16\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ricardo Galhardo e Guilherme Mazieiro A compra do s\u00edtio usado pelo ex-presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva em Atibaia (SP) foi formalizada no escrit\u00f3rio do advogado e empres\u00e1rio Roberto Teixeira, compadre do petista, no bairro dos Jardins, em S\u00e3o Paulo. 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